Doar sangue durante a pandemia é seguro, aponta coordenador do hemocentro da Unicamp

FONTE: Brasil 61

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on telegram
Brasil registrou redução de 10% nas doações de sangue desde o início da Covid-19. Queda representa risco nacional para os estoques dos hemocentros
Foto: Arquivo/EBC

O Brasil registrou redução de 10% nas doações de sangue desde o início da Covid-19. A queda representa risco nacional para os estoques dos hemocentros. Segundo o Ministério da Saúde, só em 2019, mais de 3 milhões de bolsas de sangue foram coletadas no país. Em 2020, as doações de sangue somaram pouco mais de 2 milhões.

Para contornar a queda e captar mais doadores, o Ministério da Saúde convoca a população para aderir ao gesto de solidariedade. Doar sangue regularmente é a única forma de manter os estoques abastecidos. É o que aponta o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”.

Ainda de acordo com a pasta, doar sangue durante a pandemia é seguro. As hemorredes do país possuem condições para lavagem de mãos, uso de antissépticos e agendamentos para doação. Dessa forma, é possível eliminar as chances de contágio pela Covid-19 e minimizar a aglomeração. Segundo o coordenador do hemocentro da Unicamp, Bruno Benites, os hemocentros também têm intensificado os cuidados com o ciclo do sangue.

“Nós temos a responsabilidade com todas as questões relativas ao ciclo do sangue, que abrange desde a captação e cadastro de doadores, coleta, qualificação desse sangue, exames para doenças infecciosas, as tipagens sanguíneas e distribuição para os hospitais. Também trabalhamos com a retrovigilância do sangue, isto é, o cuidado e a atenção às possíveis reações adversas à transfusão para o receptor”, explicou Bruno.

O coordenador também ressaltou outra frente importante, como as medidas de contenção contra a Covid-19 que estão sendo adotadas nos hemocentros do país. A prioridade é a segurança para o doador e para o receptor do sangue. 

“Os protocolos de segurança estão sendo realizados com a obrigatoriedade do uso de máscara, um reforço na higienização de todos os locais de doação e protocolos de triagem desse doador assim que ele chega no centro, já para identificar a possibilidade de algum sintoma. Além disso, nós trabalhamos principalmente com doações agendadas porque aí o doador permanece o menor tempo possível dentro do Hemocentro”, ressaltou.

Segundo o Ministério da Saúde, quem foi infectado pela Covid-19 também pode doar sangue, desde que espere 30 dias após a completa recuperação e desaparecimento total dos sintomas. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas.

Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante, conforme tabela abaixo:

LaboratórioInaptidão para doação de sangue
Coronavac48 horas
Astrazeneca/Oxford/Fiocruz7 dias
BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer7 dias 
Janssen-Cilag7 dias
Gamaleya National Center7 dias 
Fonte: Ministério da Saúde

Veja também