{"id":97221,"date":"2026-07-28T16:50:25","date_gmt":"2026-07-28T19:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=97221"},"modified":"2026-07-28T16:50:27","modified_gmt":"2026-07-28T19:50:27","slug":"demencia-aumenta-em-26-vezes-o-risco-de-morte-entre-idosos-brasileiros-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/demencia-aumenta-em-26-vezes-o-risco-de-morte-entre-idosos-brasileiros-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Dem\u00eancia aumenta em 2,6 vezes o risco de morte entre idosos brasileiros, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Blog do Eloilton Cajuhy \u2013 BEC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#x1f4f2; <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">Siga o canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Demencia-Foto-Magnific.jpeg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"736\" height=\"479\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Demencia-Foto-Magnific.jpeg?resize=736%2C479&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-97222\" style=\"width:693px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Demencia-Foto-Magnific.jpeg?w=736&amp;ssl=1 736w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Demencia-Foto-Magnific.jpeg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 736px) 100vw, 736px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>&#x1f4f7; Magnific<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dem\u00eancia est\u00e1 associada a um risco de morte 2,6 vezes maior entre idosos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas sem dem\u00eancia, segundo estudo publicado em maio na revista <strong>Alzheimer\u2019s &amp; Dementia.<\/strong> A pesquisa analisou dados de 5.249 pessoas com 60 anos ou mais do <strong>Estudo Longitudinal da Sa\u00fade dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil).<\/strong> A partir da avalia\u00e7\u00e3o inicial, feita em 2015 e 2016, os pesquisadores identificaram participantes com e sem dem\u00eancia e acompanharam os desfechos de mortalidade ao longo de aproximadamente cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre os grupos foi expressiva. Entre as pessoas com dem\u00eancia, 36,7% morreram durante o per\u00edodo analisado. Nos participantes sem, esse percentual foi de 10,8%. Mesmo ap\u00f3s ajustes por idade e sexo, a dem\u00eancia permaneceu associada a um risco de morte 2,65 vezes maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo avaliou mortalidade por todas as causas, ou seja, n\u00e3o apenas mortes provocadas diretamente pela dem\u00eancia, mas o risco geral de \u00f3bito entre aqueles que vivem com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dado ajuda a dimensionar o impacto para al\u00e9m dos sintomas cognitivos. Embora a perda de mem\u00f3ria seja um dos sinais mais conhecidos, a condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode comprometer a autonomia, a funcionalidade, a organiza\u00e7\u00e3o da rotina, a ades\u00e3o a tratamentos e a capacidade de lidar com outras doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA dem\u00eancia n\u00e3o afeta apenas a mem\u00f3ria. Ela interfere na vida di\u00e1ria, na independ\u00eancia e no cuidado com a pr\u00f3pria sa\u00fade. Por isso, quando falamos em mortalidade, estamos falando de uma condi\u00e7\u00e3o que torna a pessoa mais vulner\u00e1vel como um todo\u201d, afirma Dra. Cleusa Pinheiro Ferri, pesquisadora do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz e coautora do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o estudo avaliou, entre as pessoas com dem\u00eancia, quais fatores estavam associados a maior risco de morte. Entre eles, pior desempenho cognitivo e maior dificuldade para realizar atividades do dia a dia se relacionaram a uma menor sobrevida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sexo tamb\u00e9m apareceu como um fator relevante. Entre as pessoas com a condi\u00e7\u00e3o, cerca de 122 em cada mil homens morrem por ano, enquanto entre as mulheres esse n\u00famero \u00e9 de cerca de 81 em cada mil. Mesmo levando em conta outros fatores, os homens t\u00eam aproximadamente o dobro de risco de morrer em compara\u00e7\u00e3o com as mulheres na mesma condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro achado chama aten\u00e7\u00e3o para o papel da rede de apoio. Ter um parceiro apareceu como fator protetor entre pessoas com dem\u00eancia, possivelmente por estar relacionado \u00e0 presen\u00e7a de algu\u00e9m que ajude no acompanhamento m\u00e9dico, na rotina de medicamentos, na alimenta\u00e7\u00e3o, na preven\u00e7\u00e3o de quedas e na identifica\u00e7\u00e3o de sinais de piora do paciente<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa \u00e9 uma doen\u00e7a que envolve a pessoa, a fam\u00edlia e a rede de cuidado. O suporte no dia a dia que faz a diferen\u00e7a para que o paciente consiga manter acompanhamento, tratar outras condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e preservar funcionalidade por mais tempo\u201d, explica o Dr. Lucas Martins Teixeira, pesquisador do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz e coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-a4216ff1b138a6e56842465d11d418ba wp-block-paragraph\"><strong>Escolaridade e reserva cognitiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos pontos analisados pelos autores foi a rela\u00e7\u00e3o entre escolaridade e mortalidade entre pessoas com dem\u00eancia. O achado exige cuidado na interpreta\u00e7\u00e3o: maior escolaridade apareceu associada a maior mortalidade dentro do grupo com a condi\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o significa que estudar seja prejudicial, muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no conceito de reserva cognitiva. Pessoas com mais anos de escolaridade e mais est\u00edmulos cognitivos ao longo da vida podem conseguir compensar por mais tempo as altera\u00e7\u00f5es cerebrais associadas \u00e0 dem\u00eancia. Com isso, os sinais cl\u00ednicos podem aparecer mais tarde, quando a doen\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 em fase mais avan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, a escolaridade continua sendo considerada um fator importante de prote\u00e7\u00e3o ao longo da vida. O que o estudo refor\u00e7a \u00e9 que o diagn\u00f3stico precisa considerar diferentes trajet\u00f3rias, n\u00edveis de escolaridade e contextos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuanto maior a reserva cognitiva, maior pode ser a capacidade de compensar altera\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro por mais tempo. Isso pode adiar o aparecimento dos sintomas, mas tamb\u00e9m faz com que, em alguns casos, a doen\u00e7a seja percebida quando j\u00e1 h\u00e1 maior comprometimento. A mensagem n\u00e3o \u00e9 estudar menos, mas justamente o contr\u00e1rio: educa\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo cognitivo s\u00e3o fundamentais para a sa\u00fade do c\u00e9rebro\u201d, afirma Teixeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4220124c3fc4e527cb6da41ef5a7d969 wp-block-paragraph\"><strong>Subdiagn\u00f3stico ainda \u00e9 obst\u00e1culo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desafio se torna ainda maior porque a dem\u00eancia segue subdiagnosticada no Brasil. Outro estudo recente com coautoria dos pesquisadores do Hospital, publicado no <strong>International Journal of Geriatric Psychiatry<\/strong>, tamb\u00e9m com base no <strong>ELSI-Brazil<\/strong>, mostrou que 83,1% idosos que preenchiam crit\u00e9rios para a doen\u00e7a n\u00e3o tinham diagn\u00f3stico pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dado ajuda a contextualizar o problema: grande parte das pessoas que vivem com a condi\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o saber que tem a doen\u00e7a ou n\u00e3o ter recebido uma avalia\u00e7\u00e3o formal. Isso dificulta o planejamento do cuidado, atrasa orienta\u00e7\u00f5es \u00e0 fam\u00edlia e reduz a oportunidade de manejar riscos associados \u00e0 progress\u00e3o da dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de diagn\u00f3stico pode estar relacionada a diferentes fatores, como confundir sintomas com o envelhecimento, barreiras de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, desigualdades regionais, baixa escolaridade, estigma e dificuldade de reconhecimento dos sinais por familiares e profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO diagn\u00f3stico n\u00e3o serve apenas para dar um nome \u00e0 doen\u00e7a. Ele permite organizar o cuidado, orientar a fam\u00edlia, planejar a rotina, reduzir riscos e buscar apoio no momento certo\u201d, diz a Dra. Cleusa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blog do Eloilton Cajuhy \u2013 BEC &#x1f4f2; Siga o canal do BEC no WhatsApp A dem\u00eancia est\u00e1 associada a um risco de morte 2,6 vezes maior entre idosos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas sem dem\u00eancia, segundo estudo publicado em maio na revista Alzheimer\u2019s &amp; Dementia. 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