{"id":92857,"date":"2026-01-13T00:10:00","date_gmt":"2026-01-13T03:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=92857"},"modified":"2026-01-12T21:01:05","modified_gmt":"2026-01-13T00:01:05","slug":"2026-e-janela-nao-salvacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/2026-e-janela-nao-salvacao\/","title":{"rendered":"2026 \u00e9 janela, n\u00e3o salva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>*Por Ademar Batista Pereira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">>> Siga o canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Imagem-Meta-IA-2026-01-12.jpeg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"432\" height=\"768\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Imagem-Meta-IA-2026-01-12.jpeg?resize=432%2C768&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-92858\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Imagem-Meta-IA-2026-01-12.jpeg?w=432&amp;ssl=1 432w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Imagem-Meta-IA-2026-01-12.jpeg?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w\" sizes=\"(max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Imagem gerada por meio de Intelig\u00eancia Artificial &#8211; IA<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Brasil entra em 2026 com a sensa\u00e7\u00e3o recorrente de que uma elei\u00e7\u00e3o pode, sozinha, resolver problemas que se acumulam h\u00e1 d\u00e9cadas. N\u00e3o pode. E insistir nessa cren\u00e7a \u00e9 parte do que nos impede de avan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos um tempo de radicalismo que vai al\u00e9m da pol\u00edtica. \u00c9 humano. A conversa foi substitu\u00edda pelo confronto, a diverg\u00eancia virou amea\u00e7a e o debate p\u00fablico passou a girar em torno de pessoas, n\u00e3o de problemas reais. Nesse ambiente, os grandes n\u00f3s do pa\u00eds seguem fora da pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>A elei\u00e7\u00e3o importa. Muito. Mas ela \u00e9 janela, n\u00e3o solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro n\u00f3 \u00e9 o custo e a fragmenta\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro. Mantemos um modelo caro, redundante e pouco eficiente. S\u00e3o mais de cinco mil munic\u00edpios tratados como entes federados plenos, mesmo quando a maioria n\u00e3o consegue sustentar servi\u00e7os b\u00e1sicos. Cada um com c\u00e2mara de vereadores, estruturas administrativas, cargos e secretarias que existem mais para acomodar interesses pol\u00edticos do que para entregar resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo n\u00f3 \u00e9 a pol\u00edtica do toma-l\u00e1-d\u00e1-c\u00e1. Emendas parlamentares se tornaram moeda de troca permanente. Recursos p\u00fablicos s\u00e3o pulverizados em obras e a\u00e7\u00f5es de baixo impacto, escolhidas por conveni\u00eancia eleitoral. Em vez de fortalecer pol\u00edticas de Estado, refor\u00e7a-se o curto prazo e o fisiologismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro n\u00f3 \u00e9 o custo do sistema pol\u00edtico. Um Congresso com estruturas duplicadas, assembleias legislativas caras, c\u00e2maras municipais em todos os cantos do pa\u00eds e um sistema partid\u00e1rio excessivamente fragmentado. Fundos partid\u00e1rio e eleitoral consomem bilh\u00f5es de reais a cada ciclo, financiando partidos que muitas vezes n\u00e3o t\u00eam base social real, apenas donos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro n\u00f3 relevante est\u00e1 no Judici\u00e1rio. Um dos mais caros do mundo em propor\u00e7\u00e3o ao PIB, altamente segmentado, lento e desigual. A multiplica\u00e7\u00e3o de justi\u00e7as especializadas, a morosidade processual e os privil\u00e9gios corporativos produzem inseguran\u00e7a jur\u00eddica, afastam investimentos e ampliam a sensa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a para o cidad\u00e3o comum.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda um Estado que n\u00e3o aprende. Erramos, repetimos, mudamos os nomes e seguimos. Planejamento virou pe\u00e7a de campanha, n\u00e3o ferramenta de gest\u00e3o. Vincula\u00e7\u00f5es constitucionais autom\u00e1ticas engessam o or\u00e7amento e garantem crescimento cont\u00ednuo de estruturas, independentemente de efici\u00eancia ou resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, h\u00e1 o n\u00f3 emocional: um pa\u00eds cansado, dividido e permanentemente tensionado decide sob press\u00e3o. Nesse ambiente, propostas s\u00e9rias perdem espa\u00e7o para slogans f\u00e1ceis. O debate empobrece \u2014 e o futuro tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada disso ser\u00e1 resolvido apenas com a elei\u00e7\u00e3o de 2026. Mas tudo isso precisa estar claro antes dela.<\/p>\n\n\n\n<p>O recado que vem das ruas, do setor produtivo e da sociedade que sustenta o Estado \u00e9 cada vez mais evidente: o pa\u00eds est\u00e1 cansado de promessas. O discurso f\u00e1cil perdeu valor. A paci\u00eancia com planos gen\u00e9ricos se esgotou.<\/p>\n\n\n\n<p>Candidatos que insistirem em narrativas ideol\u00f3gicas, slogans vazios ou na nega\u00e7\u00e3o dos problemas estruturais tendem a falar sozinhos. Em um ambiente de cansa\u00e7o e pragmatismo, ter\u00e3o mais espa\u00e7o aqueles capazes de demonstrar respeito ao setor produtivo, compromisso com resultados e disposi\u00e7\u00e3o real para enfrentar os custos e distor\u00e7\u00f5es do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de direita ou esquerda, mas de maturidade. Governar o Brasil exige menos ret\u00f3rica e mais capacidade de entregar. A elei\u00e7\u00e3o abre a janela. A credibilidade de quem se apresenta como solu\u00e7\u00e3o depender\u00e1 menos do que promete e mais do que j\u00e1 foi capaz de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>*Ademar Batista Pereira \u00e9 Presidente do Instituto Destino Brasil.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Ademar Batista Pereira >> Siga o canal do BEC no WhatsApp O Brasil entra em 2026 com a sensa\u00e7\u00e3o recorrente de que uma elei\u00e7\u00e3o pode, sozinha, resolver problemas que se acumulam h\u00e1 d\u00e9cadas. N\u00e3o pode. E insistir nessa cren\u00e7a \u00e9 parte do que nos impede de avan\u00e7ar. 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