{"id":92514,"date":"2025-12-30T08:55:40","date_gmt":"2025-12-30T11:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=92514"},"modified":"2025-12-30T08:55:40","modified_gmt":"2025-12-30T11:55:40","slug":"o-custo-da-desinformacao-nas-redes-sociais-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/o-custo-da-desinformacao-nas-redes-sociais-nas-escolas\/","title":{"rendered":"O custo da desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais nas escolas"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudos apontam perdas bilion\u00e1rias causadas por fake news nas redes; tema ganhou destaque na COP30 e impulsiona a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica no Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Blog do Eloilton Cajuhy &#8211; BEC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">>> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"534\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?resize=800%2C534&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-92515\" style=\"width:683px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Foto: Freepik<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A desinforma\u00e7\u00e3o deixou de ser apenas um fen\u00f4meno social para se consolidar como um problema econ\u00f4mico de grande escala. Estudos do World Economic Forum apontam que informa\u00e7\u00f5es falsas geram perdas trilion\u00e1rias ao afetar mercados, pol\u00edticas p\u00fablicas, decis\u00f5es de investimento e a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es. No ambiente digital, esse impacto \u00e9 amplificado pela velocidade de circula\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisa do MIT Media Lab indica que not\u00edcias falsas se espalham 70% mais r\u00e1pido do que informa\u00e7\u00f5es verificadas nas redes sociais. Essa din\u00e2mica pressiona governos, aumenta custos de resposta a crises, gera instabilidade regulat\u00f3ria e compromete estrat\u00e9gias econ\u00f4micas de longo prazo, especialmente em temas sens\u00edveis como clima e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, os efeitos econ\u00f4micos da desinforma\u00e7\u00e3o se conectam diretamente \u00e0 crise clim\u00e1tica. Secas, enchentes e eventos extremos j\u00e1 provocam preju\u00edzos bilion\u00e1rios \u00e0 infraestrutura, ao agroneg\u00f3cio e ao setor energ\u00e9tico. Quando boatos digitais distorcem dados cient\u00edficos, o resultado \u00e9 atraso na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e maior vulnerabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>A desinforma\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica esteve no centro dos debates da COP30, realizada neste ano em Bel\u00e9m (PA). O encontro refor\u00e7ou que a crise clim\u00e1tica \u00e9 tamb\u00e9m uma crise informacional, com impactos diretos sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico. Dados do Relat\u00f3rio Bienal de Transpar\u00eancia do Brasil mostram que o pa\u00eds enfrenta 14 amea\u00e7as clim\u00e1ticas distribu\u00eddas por todas as regi\u00f5es, com maior exposi\u00e7\u00e3o no Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, foi lan\u00e7ado o guia \u201cNo Clima Certo: combatendo a desinforma\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica nas escolas\u201d, iniciativa do Redes Cordiais em parceria com a Embaixada do Reino Unido. O material prop\u00f5e integrar educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e clim\u00e1tica ao curr\u00edculo escolar, fortalecendo o pensamento cr\u00edtico em um ambiente digital marcado por excesso de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA escola \u00e9 um ambiente estrat\u00e9gico para o combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. \u00c9 nela que se forma o olhar cr\u00edtico, a confian\u00e7a na ci\u00eancia e a capacidade de distinguir fatos de manipula\u00e7\u00f5es. A desinforma\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 hoje uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o ambiental. Criada para manipular, gerar medo e proteger interesses econ\u00f4micos, ela se espalha nas redes sociais com velocidade superior \u00e0 dos fatos\u201d, destaca Clara Becker, diretora executiva do Redes Cordiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4c2f88ac75db350cc4fab5244eef854f\"><strong>Abaixo, algumas dicas para combater a desinforma\u00e7\u00e3o nas escolas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Ensinar a checar fontes<\/mark><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Um dos primeiros passos, segundo o guia, \u00e9 formar leitores cr\u00edticos. Professores devem ensinar os alunos a identificar quem produz uma informa\u00e7\u00e3o, quando foi publicada e se apresenta dados verific\u00e1veis. Falsos especialistas, textos sem fontes e conte\u00fados patrocinados por grupos de interesse s\u00e3o os principais sinais de alerta. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que educadores promovam o uso de ferramentas de checagem e incentivem o h\u00e1bito de desconfiar antes de compartilhar.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Trabalhar o tema de forma transversal<\/mark><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O guia defende que o combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser tratado como uma disciplina isolada. A proposta \u00e9 abordar o tema em projetos interdisciplinares, ligando ci\u00eancias, geografia, portugu\u00eas e artes. Professores podem propor que os estudantes analisem boatos sobre o clima local, pesquisem as origens das mensagens e criem seus pr\u00f3prios conte\u00fados informativos, fortalecendo o senso de responsabilidade digital e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Integrar educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e clim\u00e1tica<\/mark><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A alfabetiza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, afirma o guia, \u00e9 parte da forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Compreender como funcionam os algoritmos e as \u201cbolhas informacionais\u201d das redes sociais ajuda os jovens a perceber como o ambiente digital molda sua vis\u00e3o sobre o meio ambiente. O documento defende que a escola deve preparar os alunos para atuar nesse cen\u00e1rio com \u00e9tica, empatia e base cient\u00edfica, especialmente nas regi\u00f5es onde a desinforma\u00e7\u00e3o influencia a percep\u00e7\u00e3o sobre a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Dar voz aos estudantes<\/mark><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O guia tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de ampliar o protagonismo juvenil por meio de projetos de comunica\u00e7\u00e3o. Produzir podcasts, v\u00eddeos e campanhas digitais permite que os estudantes expressem como vivem os efeitos da crise clim\u00e1tica e se engajem na busca por solu\u00e7\u00f5es. Essa abordagem, afirma o material, \u00e9 essencial para lidar com a chamada \u201cansiedade clim\u00e1tica\u201d, um fen\u00f4meno crescente entre jovens que se sentem impotentes diante das mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"5\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Tornar a escola um espa\u00e7o resiliente<\/mark><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Por fim, o guia prop\u00f5e que as escolas se tornem \u201cresilientes\u201d, ou seja, capazes de continuar funcionando mesmo diante de eventos extremos, como enchentes e ondas de calor. Isso envolve tanto adapta\u00e7\u00f5es na infraestrutura quanto a inclus\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica no curr\u00edculo, conectando o aprendizado \u00e0 realidade local. Projetos de hortas, monitoramento do uso de \u00e1gua e energia e debates sobre desastres ambientais da regi\u00e3o s\u00e3o exemplos pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O guia \u201cNo Clima Certo\u201d \u00e9 resultado de uma de um estudo do Redes Cordiais e teve parceria da Embaixada do Reino Unido. O guia foi constru\u00eddo a partir de fontes reconhecidas como Observat\u00f3rio do Clima, INPE, Climainfo, Instituto Fala. A publica\u00e7\u00e3o integra o legado educacional da COP30, refor\u00e7ando que o enfrentamento \u00e0 crise clim\u00e1tica come\u00e7a pela informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Sobre o Redes Cordiais<\/mark><\/strong> \u2013 <em>Criado em 2018, o Redes Cordiais tem a miss\u00e3o de construir um ambiente digital mais saud\u00e1vel e confi\u00e1vel, estimulando comunidades comprometidas com di\u00e1logos democr\u00e1ticos em uma internet livre. A iniciativa aposta na educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e nas habilidades necess\u00e1rias para lidar de forma cr\u00edtica e respons\u00e1vel com diferentes m\u00eddias, do jornal impresso aos aplicativos digitais, sempre valorizando o jornalismo de qualidade, o di\u00e1logo e a toler\u00e2ncia. Em sete anos de atua\u00e7\u00e3o, o projeto j\u00e1 engajou mais de 300 influenciadores, que somam 140 milh\u00f5es de seguidores, publicou guias e e-books sobre desinforma\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a digital e treinou milhares de jornalistas em temas como IA e sa\u00fade mental. O reconhecimento internacional veio com a cita\u00e7\u00e3o no mapa da Unesco sobre educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, que destacou o Redes Cordiais como uma das principais iniciativas brasileiras na \u00e1rea. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/www.redescordiais.org.br\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">www.redescordiais.org.br<\/mark><\/strong><\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos apontam perdas bilion\u00e1rias causadas por fake news nas redes; tema ganhou destaque na COP30 e impulsiona a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica no Brasil Blog do Eloilton Cajuhy &#8211; BEC >> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp A desinforma\u00e7\u00e3o deixou de ser apenas um fen\u00f4meno social para se consolidar como um problema [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-92514","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Meio-Ambiente-Foto-Freepik.jpg?fit=800%2C534&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92514"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92516,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92514\/revisions\/92516"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}