{"id":92245,"date":"2025-12-18T00:10:00","date_gmt":"2025-12-18T03:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=92245"},"modified":"2025-12-17T20:59:46","modified_gmt":"2025-12-17T23:59:46","slug":"cuidados-paliativos-priorizam-qualidade-de-vida-e-o-alivio-do-sofrimento-de-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/cuidados-paliativos-priorizam-qualidade-de-vida-e-o-alivio-do-sofrimento-de-pacientes\/","title":{"rendered":"Cuidados paliativos priorizam qualidade de vida e o al\u00edvio do sofrimento de pacientes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>M\u00e9dico explica a import\u00e2ncia dessa abordagem no tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e sem cura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Blog do Eloilton Cajuhy &#8211; BEC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">>> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cuidados-paliativos-Foto-Getty-Images.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"316\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cuidados-paliativos-Foto-Getty-Images.jpg?resize=600%2C316&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-92246\" style=\"aspect-ratio:1.8987783595113439;width:800px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cuidados-paliativos-Foto-Getty-Images.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cuidados-paliativos-Foto-Getty-Images.jpg?resize=300%2C158&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Foto: Getty Images<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os cuidados paliativos representam uma forma diferente de olhar e cuidar do paciente. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 625 mil pessoas no Brasil necessitam desse tipo de aten\u00e7\u00e3o, que busca garantir conforto, dignidade e qualidade de vida mesmo diante de doen\u00e7as graves ou sem cura.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Marco Acras, intensivista da UTI da Santa Casa de S\u00e3o Roque, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas \u201cDr. Jo\u00e3o Amorim\u201d)\u200b,\u200b em parceria com a prefeitura da cidade, \u200bdescreve \u200bque: \u201c\u200bc\u200buidar paliativamente \u00e9 garantir que o paciente n\u00e3o sofra, n\u00e3o sinta dor, nem cansa\u00e7o, \u00e2nsia de v\u00f4mito ou outros desconfortos. \u00c9 cuidar de forma integral, buscando que ele viva da melhor maneira poss\u00edvel, mesmo diante das limita\u00e7\u00f5es impostas pela doen\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico ressalta que os cuidados paliativos se aplicam a todas as pessoas com doen\u00e7as amea\u00e7adoras \u00e0 vida, e n\u00e3o apenas em est\u00e1gios terminais. Pacientes com c\u00e2ncer, AIDS, diabetes, insufici\u00eancia card\u00edaca, AVC e at\u00e9 condi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, como a S\u00edndrome de Down, podem se beneficiar dessa abordagem, que prioriza o bem-estar f\u00edsico, emocional, social e espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200b\u200bSegundo ele, um dos equ\u00edvocos mais comuns \u00e9 associar \u200ba aten\u00e7\u00e3o \u200b paliativa\u200b apenas ao fim da vida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">\u201cO cuidado paliativo come\u00e7a no diagn\u00f3stico de uma doen\u00e7a grave, e n\u00e3o no \u00faltimo momento. H\u00e1 pessoas que vivem anos, at\u00e9 d\u00e9cadas, acompanhadas por uma equipe paliativista\u201d,\u200b afirma\u200b\u200b \u200b. \u200b\u200b\u200b<\/mark><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ele cita pacientes com AIDS ou insufici\u00eancia card\u00edaca que seguem suas rotinas com apoio cont\u00ednuo. \u201cNosso papel \u00e9 garantir que a pessoa continue vivendo com prop\u00f3sito, com prazer, com dignidade. O maior erro \u00e9 deixar algu\u00e9m morrer antes de morrer. Ou seja, perder o sentido da vida antes do tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe paliativista \u00e9 multiprofissional e integrada. M\u00e9dicos, enfermeiros, psic\u00f3logos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, t\u00e9cnicos de enfermagem, equipe de limpeza e familiares participam do processo. \u201cTodos que cercam o paciente fazem parte desse cuidado. \u00c0s vezes, o simples gesto de sentar e ouvir o que ele tem a dizer j\u00e1 \u00e9 uma forma de acolher\u201d, afirma o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Compreender os cuidados\u200b humanizados\u200b, explica \u200bDr. \u200bAcras, tamb\u00e9m exige discutir bio\u00e9tica, \u00e1rea que busca equilibrar os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos da medicina com o respeito \u00e0 dignidade humana. \u201cNem tudo o que \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel \u00e9 eticamente desej\u00e1vel. A bio\u00e9tica define o limite entre o que a tecnologia pode fazer e o que o ser humano realmente precisa\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pilares que orientam essa pr\u00e1tica s\u00e3o quatro: autonomia, que garante ao paciente o direito de escolher o caminho do tratamento; benefic\u00eancia, que determina que toda interven\u00e7\u00e3o deve buscar o benef\u00edcio do paciente; n\u00e3o malefic\u00eancia, que preza por evitar danos desnecess\u00e1rios; e justi\u00e7a, que assegura o mesmo cuidado e acolhimento a todos, independentemente de classe social, religi\u00e3o ou condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Dr. Marco tamb\u00e9m compartilha relatos emocionantes que mostram o impacto dessa abordagem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">\u201cNunca me esque\u00e7o de um paciente que, ao receber da equipe de oncologia a not\u00edcia de que n\u00e3o havia mais tratamentos dispon\u00edveis, perguntou\u200b se poderia retomar alguns h\u00e1bitos antigos.\u200b \u00c0s vezes, \u00e9 isso: \u00e9 permitir que a pessoa continue vivendo dentro do que lhe d\u00e1 prazer, mesmo em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis\u201d.<\/mark><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ele lembra ainda de uma senhora que, ciente de que se aproximava do fim da vida, internou-se para receber cuidado\u200b integral\u200b, mas pediu para passar o Natal em casa. \u201cMovemos o mundo para realizar o desejo dela. Ela saiu do hospital na noite de 24 de dezembro, por volta\u200b \u200b das 20h, passou a meia-noite em casa e voltou para o hospital \u00e0s 3 horas da manh\u00e3\u200b,\u200b ela p\u00f4de aproveitar aquele momento com dignidade. Faleceu no dia 26.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outras hist\u00f3rias tamb\u00e9m marcaram sua trajet\u00f3ria, como a de uma paciente que conseguiu se casar no hospital para garantir os direitos do companheiro, e de fam\u00edlias que encontraram acolhimento e apoio durante o luto. \u201cCuidar paliativamente \u00e9 enxergar a pessoa\u200b por\u200b inteiro\u200b, suas dores, desejos, medos e sonhos e n\u00e3o apenas a doen\u00e7a que ela carrega\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista refor\u00e7a ainda que espiritualidade n\u00e3o se limita \u00e0 religi\u00e3o\u200b: \u200b\u201c\u200be\u200bst\u00e1 ligada \u00e0 capacidade de cada pessoa se conectar consigo mesma e encontrar sentido em sua jornada. \u00c9 o que ajuda o paciente a seguir em paz, independente de cren\u00e7as.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Dr. Acras, o grande aprendizado d\u200ba aten\u00e7\u00e3o \u200b paliativ\u200ba\u200b \u00e9 lembrar que a vida \u00e9 finita e que a medicina deve caminhar lado a lado com o afeto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">\u201cA \u00fanica certeza que temos \u00e9 a de que um dia vamos morrer. Ent\u00e3o, que a vida seja boa enquanto durar. Cuidar n\u00e3o \u00e9 curar. \u00c9 aliviar o sofrimento, acolher, escutar e respeitar a hist\u00f3ria de cada um\u201d, finaliza.<\/mark><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9dico explica a import\u00e2ncia dessa abordagem no tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e sem cura Blog do Eloilton Cajuhy &#8211; BEC >> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp Os cuidados paliativos representam uma forma diferente de olhar e cuidar do paciente. 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