{"id":91078,"date":"2025-10-23T19:17:13","date_gmt":"2025-10-23T22:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=91078"},"modified":"2025-10-23T19:17:15","modified_gmt":"2025-10-23T22:17:15","slug":"comissao-da-alerj-quer-venda-do-maracana-para-pagar-divida-do-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/comissao-da-alerj-quer-venda-do-maracana-para-pagar-divida-do-rj\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Alerj quer venda do Maracan\u00e3 para pagar d\u00edvida do RJ"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Terreno ocupado por ind\u00edgenas teria mesmo destino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Maracana_040624_Foto-Governo-do-Estado-RJ.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"459\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Maracana_040624_Foto-Governo-do-Estado-RJ.jpg?resize=768%2C459&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-91079\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Maracana_040624_Foto-Governo-do-Estado-RJ.jpg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Maracana_040624_Foto-Governo-do-Estado-RJ.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Est\u00e1dio do Maracan\u00e3 &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Governo do Estado do Rio<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na \u00faltima quarta-feira (22) a inclus\u00e3o do Complexo do Maracan\u00e3 em uma lista de im\u00f3veis que pertencem ao governo estadual e podem ser vendidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do est\u00e1dio \u2013 que j\u00e1 recebeu duas finais de Copa do Mundo (1950 e 2014) \u2500, o complexo inclui a chamada Aldeia Maracan\u00e3, um pr\u00e9dio hist\u00f3rico em ru\u00ednas onde funcionou o Museu do \u00cdndio e atualmente ocupado por algumas fam\u00edlias ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">>> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 40\/2025, de autoria do Poder Executivo, listou 48 im\u00f3veis que deveriam ser vendidos, com um duplo efeito: cortar gastos de manuten\u00e7\u00e3o e arrecadar receitas para os cofres p\u00fablicos. Na listagem original, n\u00e3o constava o Maracan\u00e3, localizado na zona norte da capital fluminense.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto afirma que \u201cparcela substancial\u201d dos im\u00f3veis se encontra desocupada. Na justificativa do projeto, o governador Cl\u00e1udio Castro diz que a medida \u00e9 motivada pela \u201cnecessidade de ado\u00e7\u00e3o de medidas de racionaliza\u00e7\u00e3o do ativo imobili\u00e1rio e na melhoria da gest\u00e3o do patrim\u00f4nio im\u00f3vel estadual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2a0adce20c01236c886c79c3284e7cc8\"><strong>Contas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Castro acrescenta que o governo enfrenta \u201cenormes desafios\u201d para manter im\u00f3veis, \u201cdesembolsando dispendiosos recursos para garantia da guarda e conserva\u00e7\u00e3o dos bens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O governador cita o Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal \u2013 acordo entre a Uni\u00e3o e estados em grave desequil\u00edbrio financeiro \u2013 como outro motivador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTorna-se imperiosa a redu\u00e7\u00e3o de despesas de custeio de manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica, de modo que a aliena\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis n\u00e3o afetados ao uso p\u00fablico em muito contribuir\u00e3o neste sentido, al\u00e9m de impulsionar o ingresso de receita aos cofres estaduais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto determina que o pre\u00e7o m\u00ednimo de venda dos im\u00f3veis ser\u00e1 o valor de mercado, baseado em \u201claudo de avalia\u00e7\u00e3o elaborado por profissionais habilitados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-d5a8ac147eac9a106bafb449fe3abd1d\"><strong>Mudan\u00e7a na Alerj<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a proposta chegou \u00e0 CCJ, os deputados fizeram altera\u00e7\u00f5es nos endere\u00e7os e inclu\u00edram, entre outros, o Complexo do Maracan\u00e3. A lista final da comiss\u00e3o chega a 62 im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da CCJ e l\u00edder do governo na Alerj, deputado estadual Rodrigo Amorim (Uni\u00e3o Brasil), \u00e9 um dos defensores da inclus\u00e3o do Maracan\u00e3 na lista de bens \u00e0 venda.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> pediu coment\u00e1rios ao parlamentar, mas n\u00e3o recebeu resposta at\u00e9 a conclus\u00e3o da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas redes sociais, Amorim comentou a emenda da CCJ: \u201cNosso objetivo \u00e9 simples: reduzir gastos com im\u00f3veis p\u00fablicos subutilizados, gerar receita e cumprir a finalidade social da propriedade prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Amorim indicou ainda um link para uma reportagem, na qual classifica o Maracan\u00e3 como um \u201celefante branco\u201d e afirma que a Aldeia Maracan\u00e3 est\u00e1 em \u201csitua\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e sem uso social definido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) \u00e9 opositor ao projeto. Procurado pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, o gabinete do parlamentar confirmou que ele atuar\u00e1 para tentar derrubar a venda do Complexo Maracan\u00e3. Para o deputado oposicionista, o est\u00e1dio \u00e9 o principal equipamento esportivo do pa\u00eds e tem forte identifica\u00e7\u00e3o com a identidade do morador do Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a Aldeia Maracan\u00e3, Serafini entende que o local deve ser preservado e receber mais investimentos, para se transformar em um centro de refer\u00eancia internacional dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para passar a valer, a proposta precisar\u00e1 ainda ser aprovada pelo plen\u00e1rio da Alerj e sancionada pelo governador.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> pediu um posicionamento do governo estadual sobre a mudan\u00e7a feita pela CCJ e espera retorno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-815ba609fcdf4f69c7d9007f8ded4068\"><strong>Est\u00e1dio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Maracan\u00e3 funciona atualmente sob regime de concess\u00e3o privada, comandada por uma empresa que representa um cons\u00f3rcio formado pelos clubes Flamengo e Fluminense. O contrato foi assinado em 2024, vale por 20 anos e inclui o gin\u00e1sio Maracan\u00e3zinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os clubes pagaram R$ 20 milh\u00f5es para vencer uma disputa p\u00fablica e se comprometeram a investir R$ 186 milh\u00f5es at\u00e9 o fim de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Flamengo e Fluminense realizam jogos na arena esportiva e arrecadam recursos com a venda de ingressos e de espa\u00e7os publicit\u00e1rios e a receita de bares.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a Fla-Flu Servi\u00e7os S.A., que administra o est\u00e1dio, informou que \u201ca Gest\u00e3o Fla-Flu tem contrato de 20 anos de concess\u00e3o do est\u00e1dio e ir\u00e1 cumpri-lo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-e70bf289dc2a08019f9494a49797a48f\"><strong>Aldeia Maracan\u00e3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Rio de Janeiro sustenta que a Aldeia Maracan\u00e3 est\u00e1 ocupada por fam\u00edlias ind\u00edgenas de forma ilegal. A disputa pela posse \u00e9 marcada por decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, ind\u00edgenas e ativistas que os apoiavam foram retirados do terreno, depois de uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. A \u00e1rea foi reocupada pelas fam\u00edlias ap\u00f3s o t\u00e9rmino dos Jogos Ol\u00edmpicos e Paral\u00edmpicos de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> pediu coment\u00e1rios ao advogado das fam\u00edlias ind\u00edgenas e espera retorno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terreno ocupado por ind\u00edgenas teria mesmo destino Por Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na \u00faltima quarta-feira (22) a inclus\u00e3o do Complexo do Maracan\u00e3 em uma lista de im\u00f3veis que pertencem ao governo estadual e podem ser vendidos. 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