{"id":90242,"date":"2025-09-19T15:32:25","date_gmt":"2025-09-19T18:32:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=90242"},"modified":"2025-09-19T15:32:27","modified_gmt":"2025-09-19T18:32:27","slug":"caatinga-lidera-expansao-solar-no-brasil-mas-enfrenta-desafios-historicos-de-desmatamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/caatinga-lidera-expansao-solar-no-brasil-mas-enfrenta-desafios-historicos-de-desmatamento\/","title":{"rendered":"Caatinga lidera expans\u00e3o solar no Brasil, mas enfrenta desafios hist\u00f3ricos de desmatamento"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Blog do Eloilton Cajuhy \u2013 BEC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"430\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg?resize=750%2C430\" alt=\"\" class=\"wp-image-19900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg?w=750&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg?resize=300%2C172&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg?resize=250%2C143&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Caatinga lidera expans\u00e3o solar no Brasil, mas enfrenta desafios hist\u00f3ricos de desmatamento<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, emerge como protagonista na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do pa\u00eds, abrigando 62% das \u00e1reas de usinas fotovoltaicas do Brasil, que totalizaram 35,3 mil hectares em todo o pa\u00eds em 2024. O avan\u00e7o das usinas fotovoltaicas na Caatinga reflete o potencial solar da regi\u00e3o, com 21,8 mil hectares do bioma j\u00e1 ocupados por essas instala\u00e7\u00f5es. Desse total dentro do bioma, 26% (5,6 mil ha) est\u00e3o localizados em Minas Gerais. A maior parte da \u00e1rea convertida para usinas fotovoltaicas (52,6%, ou 11,4 mil ha) era anteriormente forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas e florestais, enquanto 35% (7,5 mil ha) eram pastagens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa transi\u00e7\u00e3o, embora contribua para a matriz energ\u00e9tica limpa do pa\u00eds, levanta quest\u00f5es sobre esse uso da terra recente no pa\u00eds e a conserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa na Caatinga\u201d, comenta o professor Washington Rocha, coordenador da equipe da Caatinga do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">>> Clique aqui e entre no canal do BEC no WhatsApp<\/mark><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o de um detalhado levantamento sobre as mudan\u00e7as ocorridas na cobertura e uso da terra na Caatinga feito a partir da Cole\u00e7\u00e3o 10 de mapas e dados da rede MapBiomas, cobrindo o per\u00edodo entre 1985 e 2024. O relat\u00f3rio revela que o bioma, que ocupa uma \u00e1rea de 86,2 milh\u00f5es de hectares, ou 10,1 % do territ\u00f3rio do Brasil, sofreu uma perda de 9,25 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais nos \u00faltimos 40 anos, equivalente a 14% de sua cobertura original, com a expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria como principal vetor de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, quase dois ter\u00e7os (59%, ou 51,3 milh\u00f5es de hectares) da Caatinga ainda s\u00e3o cobertos por vegeta\u00e7\u00e3o nativa, predominantemente forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas (55,9%). Quando contabilizamos tamb\u00e9m corpos d\u2019\u00e1gua, praia, duna e areal, a \u00e1rea natural da Caatinga sobe para 52,9 milh\u00f5es de hectares, ou 61% do bioma. Entre os tipos de \u00e1reas naturais, a forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica foi a mais afetada, perdendo 8,9 milh\u00f5es de hectares (15,7%) no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea antr\u00f3pica na Caatinga aumentou 39% entre 1985 e 2024, somando 9,2 milh\u00f5es de hectares de expans\u00e3o. Mais de um ter\u00e7o (37%, ou 32,3 milh\u00f5es de hectares) do bioma \u00e9 ocupado por \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio. A pastagem \u00e9 o principal uso antr\u00f3pico, respondendo por 24,7% do total do bioma e expandindo 106% (11 milh\u00f5es de hectares) desde 1985. Proporcionalmente, a agricultura foi o uso da terra que mais cresceu, com um aumento de 1636% (1,7 milh\u00e3o de hectares) no mesmo per\u00edodo. Entre os usos agr\u00edcolas, as lavouras tempor\u00e1rias predominam com 1,4 milh\u00e3o de hectares (74%), enquanto as lavouras perenes ocupam 483 mil hectares (26%).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa expans\u00e3o se deu prevalentemente sobre a forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica, que tamb\u00e9m \u00e9 a classe de cobertura natural mais afetada por queimadas anualmente, com uma m\u00e9dia de 78% das ocorr\u00eancias. Nos \u00faltimos 40 anos, 11,4 milh\u00f5es de hectares da Caatinga foram queimados, uma \u00e1rea maior que o territ\u00f3rio de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1985 e 2024, a Caatinga perdeu 66 mil hectares (21%) de superf\u00edcie de \u00e1guas naturais. A superf\u00edcie de \u00e1gua no bioma est\u00e1 predominantemente em hidrel\u00e9tricas, que ocupam cerca de 390 mil hectares (42%), majoritariamente na bacia hidrogr\u00e1fica do rio S\u00e3o Francisco, com 96% (375 mil ha). Os reservat\u00f3rios correspondem a 32% da \u00e1rea de superf\u00edcie de \u00e1gua no bioma (297 mil hectares).<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os estados do bioma registraram redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais nesse per\u00edodo, com 86% (1042) dos munic\u00edpios da Caatinga apresentando perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Apesar disso, 55% (670) dos munic\u00edpios da Caatinga possuem mais de 50% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Os estados com maior propor\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais em 2024 s\u00e3o Piau\u00ed (82%), Cear\u00e1 (68%), Pernambuco (60%), Bahia (58%) e Para\u00edba (56%). Os estados com menor propor\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais no ano passado foram Minas Gerais (50%), Rio Grande do Norte (50%), Alagoas (27%) e Sergipe (24%).<\/p>\n\n\n\n<p>Um d\u00e9cimo (10%) do territ\u00f3rio da Caatinga est\u00e1 protegido por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (8,2 milh\u00f5es de hectares), que abrigam 13% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do bioma (6,8 milh\u00f5es de hectares) em 2024. Tr\u00eas em cada quatro hectares de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) na Caatinga s\u00e3o de UCs de Uso Sustent\u00e1vel (6,1 milh\u00f5es de hectares). Nelas, houve 11,8% de redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa entre 1985 e 2024 (-563 mil hectares).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blog do Eloilton Cajuhy \u2013 BEC A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, emerge como protagonista na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do pa\u00eds, abrigando 62% das \u00e1reas de usinas fotovoltaicas do Brasil, que totalizaram 35,3 mil hectares em todo o pa\u00eds em 2024. O avan\u00e7o das usinas fotovoltaicas na Caatinga reflete o potencial solar da regi\u00e3o, com 21,8 mil [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-90242","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/caatinga.jpg?fit=750%2C430&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90242"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90242\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90243,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90242\/revisions\/90243"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}