{"id":89009,"date":"2025-07-23T15:51:27","date_gmt":"2025-07-23T18:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=89009"},"modified":"2025-07-23T15:51:29","modified_gmt":"2025-07-23T18:51:29","slug":"nao-da-para-dar-privacidade-ao-filho-no-uso-das-redes-sociais-diz-cofundadora-do-movimento-que-prega-adiar-o-uso-do-celular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/nao-da-para-dar-privacidade-ao-filho-no-uso-das-redes-sociais-diz-cofundadora-do-movimento-que-prega-adiar-o-uso-do-celular\/","title":{"rendered":"&#8216;N\u00e3o d\u00e1 para dar privacidade ao filho no uso das redes sociais&#8217;, diz cofundadora do movimento que prega adiar o uso do celular"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mariana Uchoa Cinelli faz parte do Desconecta, uma iniciativa de m\u00e3es que tem ajudado a acabar com o argumento &#8216;todo mundo tem&#8217;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Constan\u00e7a Tatsch\/O Globo<\/strong> \u2014 S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Co-fundadora-do-movimento-Desconecta-Mariana-Cinelli-%E2%80%94-Foto-Edilson-Dantas.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"507\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Co-fundadora-do-movimento-Desconecta-Mariana-Cinelli-%E2%80%94-Foto-Edilson-Dantas.png?resize=760%2C507&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-89010\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Co-fundadora-do-movimento-Desconecta-Mariana-Cinelli-%E2%80%94-Foto-Edilson-Dantas.png?w=760&amp;ssl=1 760w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Co-fundadora-do-movimento-Desconecta-Mariana-Cinelli-%E2%80%94-Foto-Edilson-Dantas.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Cofundadora do movimento Desconecta Mariana Cinelli \u2014 Foto: Edilson Dantas<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eram apenas algumas m\u00e3es de uma escola de S\u00e3o Paulo preocupadas com os malef\u00edcios do uso de celulares pelos filhos. Hoje, \u00e9 um movimento nacional que j\u00e1 conta com mais de 10 mil assinaturas em um compromisso: dar o aparelho para os filhos ap\u00f3s os 14 anos e liberar o acesso \u00e0s redes sociais s\u00f3 depois dos 16.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista a seguir, Mariana Uchoa Cinelli, cofundadora do <strong>Movimento Desconecta<\/strong>, conta que tudo surgiu como uma tentativa de responder ao velho argumento adolescente de que &#8220;todo mundo tem&#8221;. Como proteger os filhos sem que eles ficassem isolados na fase em que o pertencimento \u00e9 essencial? A chave era juntar outros pais preocupados, que topassem segurar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">>> Siga nosso canal no WhatsApp e veja mais not\u00edcias<\/mark><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Assim o adolescentes j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a n\u00e3o ter o celular. E as fam\u00edlias sabem que n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas preocupadas. Mariana explica, em entrevista ao GLOBO, o poder da sociedade para se unir e proteger suas crian\u00e7as, enquanto aguarda respaldo do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4d5094a3a42d64adedc0a81ed6a147ed\"><strong>Como surgiu o movimento Desconecta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somos seis m\u00e3es da mesma escola de S\u00e3o Paulo e todas t\u00ednhamos preocupa\u00e7\u00e3o com o uso de celular pelas crian\u00e7as. A minha filha mais velha tinha 8 anos no ano passado, tinham m\u00e3es de filhos de 12. E sempre fal\u00e1vamos &#8220;vamos segurar o uso de celular&#8221;, convers\u00e1vamos sobre estudos falando dos malef\u00edcios do uso precoce, das redes sociais, etc. E fic\u00e1vamos nessa de &#8220;vamos segurar&#8221;, s\u00f3 que as m\u00e3es de crian\u00e7as mais velhas diziam &#8220;voc\u00ea est\u00e1 falando isso agora que seu filho \u00e9 pequeno. Quando chegar l\u00e1 na frente e todos os amigos tiverem celular, n\u00e3o vai querer que ele fique exclu\u00eddo da turma. Ent\u00e3o voc\u00ea vai acabar cedendo, mesmo sabendo de tudo que est\u00e1 a\u00ed&#8221;. \u00c9 um problema real. Por um lado, n\u00e3o queremos expor nossos filhos aos malef\u00edcios, mas por outro, tamb\u00e9m n\u00e3o queremos que nosso filho seja o \u00fanico, seja o exclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-56a31f5d33c33c10321083b333ad9666\"><strong>\u00c9 aquele argumento do &#8220;todo mundo tem&#8221;?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil. Ent\u00e3o pensamos que se o problema \u00e9 que todo mundo tem, se combin\u00e1ssemos com os amigos da sala de segurar juntos, a\u00ed eles n\u00e3o seriam exclu\u00eddos, os \u00fanicos que n\u00e3o t\u00eam. Foi assim que surgiu o movimento mesmo, em um grupo do WhatsApp da escola. Teve algu\u00e9m que mandou um artigo falando sobre os riscos das redes sociais para crian\u00e7as e adolescentes, e a\u00ed veio aquela pergunta, &#8220;vamos falar sobre isso?&#8221; Criamos um grupo de WhatsApp chamado Crian\u00e7as Sem Celular que rapidamente ganhou uma propor\u00e7\u00e3o enorme, sei l\u00e1, 300 m\u00e3es e pais. E ali vimos que tinha muito trabalho a ser feito, criamos esse comit\u00ea que somos n\u00f3s seis, e decidimos ir em frente. A ideia inicial era mesmo uma coisa ali na nossa escola, mas tinham pais e m\u00e3es que queriam levar para a escola do outro filho ou do sobrinho. Foi surgindo muita gente interessada vindas de outras escolas. Fizemos uma live para explicar como \u00e9 que funcionaria e o neg\u00f3cio tomou uma propor\u00e7\u00e3o gigantesca: nossa ideia era fazer uma reuni\u00e3o virtual, as inscri\u00e7\u00f5es estouraram o limite da plataforma e tivemos que fazer uma live do YouTube. Tinha muita gente preocupada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dc0962228b74c6cf336a6025ad327c0b\"><strong>H\u00e1 outras iniciativas como essa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tem outros dois movimentos nos quais nos baseamos muito, mais antigos que o nossos, um nos Estados Unidos, o Wait Until Eighth, que \u00e9 para voc\u00ea esperar at\u00e9 o fim do oitavo ano deles, ou seja, esperar para dar o celular no ensino m\u00e9dio, e um na Inglaterra, que chama Smartphone Free Childhood, que tamb\u00e9m sugere isso: adiar a entrega dos aparelhos at\u00e9 os 14 anos e o acesso \u00e0s redes sociais. Na live, apresentamos como ach\u00e1vamos que deveria ser feito, para que todo mundo da sala, ou pelo menos a maioria assinasse um compromisso. A nossa ideia era justamente passar para os pais das outras escolas como conversar com os outros pais, como chamar para esse combinado. Ainda n\u00e3o t\u00ednhamos a plataforma de assinaturas que hoje temos, ent\u00e3o era mais um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0025b71e03fb2f72df6b67892d58d500\"><strong>Voc\u00eas sentiram resist\u00eancia entre os pais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sentimos muita resist\u00eancia, mas tem muita gente que j\u00e1 tinha dado o celular e a\u00ed nem se envolvia na conversa. O que tivemos foram muitos pais empenhados. Fizemos uma pesquisa na nossa escola e descobrimos que as crian\u00e7as ganhavam o celular mais ou menos no sexto ano, com 11, 12 anos, embora isso mude de escola para escola. V\u00edamos as m\u00e3es do quinto ano, at\u00e9 do quarto ano, quando uma ou outra crian\u00e7a estava come\u00e7ando a ganhar o aparelho, querendo adiar. Elas estavam muito empolgadas, tipo isso \u00e9 o meu bote salva-vidas. Ou que tinham filhos que j\u00e1 haviam recebido o celular e estavam vendo como aquilo estava dificultando os estudos, a intera\u00e7\u00e3o com os outros jovens, e queriam muito que o movimento acontecesse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-30881fb19dad495af56a04e7b8c9fbd4\"><strong>Quais os resultados?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7amos o acordo em outubro do ano passado, na nossa escola, e vimos que os alunos do sexto ano n\u00e3o est\u00e3o mais ganhando celular. A maioria dos pais n\u00e3o deu mesmo no sexto ano. \u00c9 \u00f3timo isso. A ideia \u00e9 ir subindo essa r\u00e9gua, aos poucos, ano a ano, at\u00e9 chegar aos 14 anos. Estamos na ordem de 10 mil assinaturas do compromisso no Brasil todo. No nosso site voc\u00ea assina esse acordo, se compromete a n\u00e3o dar o celular e adiar o acesso \u00e0s redes. Mas voc\u00ea tamb\u00e9m deve conversar com outras fam\u00edlias, da sala de aula, da escola inteira. Damos esse passo a passo l\u00e1 no nosso site. Porque s\u00f3 funciona se as fam\u00edlias estiverem conectadas entre si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-40df104da1ae456877bfe03184eda171\"><strong>Na pandemia, muitas fam\u00edlias deram o celular para diminuir o isolamento, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que realmente a pandemia foi um desafio, em muitos aspectos, e muitas fam\u00edlias se viram quase que obrigadas a dar um celular para a crian\u00e7a para que se comunicassem com os amigos, at\u00e9 para as aulas e tudo, ent\u00e3o acho que as crian\u00e7as mais velhas sofreram mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-99e8f97e9f49c0b86cad70f6166682d4\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel tentar tirar o telefone?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tirar, n\u00e3o. O que a gente sugere \u00e9 que se voc\u00ea j\u00e1 deu um smartphone para a crian\u00e7a, tente trocar por um telefone sem acesso \u00e0 internet nem \u00e0s redes sociais, os dumbphones. Se n\u00e3o der para fazer isso, ser\u00e1 que, pelo menos, d\u00e1 para segurar o acesso \u00e0s redes sociais? Ent\u00e3o, vamos por um caminho de controle de danos. N\u00e3o d\u00e1 para segurar o acesso \u00e0s redes sociais, vamos trabalhar na conversa, no monitoramento, ir educando. \u00c9 muito dif\u00edcil tirar o celular. Oferecemos alternativas, mas acho que tirar \u00e9 muito ousado, \u00e9 querer tirar todo o universo no qual a pessoa j\u00e1 est\u00e1 inserida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5a85355871968c4e2d0447dad6e724a8\"><strong>O que mais poderia ser feito nesse controle de danos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que a gente v\u00ea dos estudos, \u00e9 que esses v\u00eddeos curtos, os shorts do YouTube, s\u00e3o muito danosos. O TikTok tamb\u00e9m tem muita experi\u00eancia negativa, principalmente nas meninas, pela coisa da compara\u00e7\u00e3o, de estar sempre vendo ali uma falsa pessoa perfeita. Isso aumenta muito os \u00edndices de depress\u00e3o e ansiedade. As redes sociais, no geral, \u00e9 que s\u00e3o as grandes vil\u00e3s. Discord \u00e9 zero monitorado e controlado, n\u00e3o tem nenhum tipo de filtro, e transmite em tempo real desde abuso de crian\u00e7as, animais sendo maltratados, enfim, umas atrocidades. Isso a\u00ed \u00e9 uma parte criminosa. Mas tirando isso tem a parte que vai gerar ansiedade e depress\u00e3o nas crian\u00e7as, o v\u00edcio. Seguindo os especialistas, recomendamos esses aplicativos de controle parental, como o Qustodio. E tamb\u00e9m falamos com os pais para que estejam sempre atentos, n\u00e3o existe isso de invadir a privacidade do filho, tem que monitorar. Uma regra que \u00e9 muito legal que o Jonathan Haidt, que \u00e9 aquele estudioso americano, fala muito, \u00e9 sem telas no quarto. Porque a maioria das coisas acontece ali, no pr\u00f3prio quarto da crian\u00e7a, voc\u00ea pensa que ela est\u00e1 dormindo, est\u00e1 ali com a porta fechada, mas tem coisas acontecendo. Ent\u00e3o, n\u00e3o dormir com o aparelho dentro do quarto e se usar o computador, que seja em algum lugar em que a fam\u00edlia esteja presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f9e0ee0b2a8e8af75aa32c74f01e5708\"><strong>Como voc\u00eas orientam que ocorra a conversa com os filhos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estamos criando um guia de conversa. N\u00e3o achamos que com 14, 16 anos voc\u00ea vai entregar o celular e seu filho vai estar pronto para acessar tudo. Tem que ir conversando antes, educando. O que fazer se voc\u00ea \u00e9 exposto a um conte\u00fado impr\u00f3prio, a um conte\u00fado de viol\u00eancia? Voc\u00ea tem que falar com um adulto sobre qualquer coisa que te deixe desconfort\u00e1vel. N\u00e3o mande fotos sem roupa e se mandar, vem falar com a gente. Se algu\u00e9m est\u00e1 te chantageando com essas fotos ou com alguma informa\u00e7\u00e3o, fale com um adulto, ningu\u00e9m vai te culpar. Se voc\u00ea vir alguma coisa como cyberbullying, n\u00e3o participe. Ent\u00e3o, tem algumas conversas que d\u00e1 para ir puxando para abrir esse di\u00e1logo, ir preparando para esse momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4ba2d095dd1b032309fad04d3a536755\">O que voc\u00eas t\u00eam tido de retorno dos pr\u00f3prios adolescentes?<\/p>\n\n\n\n<p>Teve uma m\u00e3e que contou que o filho era o \u00fanico na sala que n\u00e3o tinha celular. E ele, agora, usa o fato da m\u00e3e ter assinado o acordo do Movimento Desconecta como um \u00e1libi, assim &#8220;olha, eu n\u00e3o sou louco, a minha m\u00e3e \u00e9 que n\u00e3o quer me dar porque ela assinou o acordo&#8221;. Virou uma desculpa, uma justificativa dos pr\u00f3prios adolescentes para os outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4fd3a1f123db96c16aa918da5d5ca3fa\"><strong>Mas eles entendem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ah, eles entendem. Na escola trouxemos palestrantes para falar com as crian\u00e7as, investimos no di\u00e1logo. Minha filha, com nove anos, j\u00e1 sabe que o excesso de telas faz mal para ela. Voc\u00ea vai construindo, eles v\u00e3o entendendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5ddf8469bb3e518afee17ba50e755b40\"><strong>E a lei de proibi\u00e7\u00e3o nas escolas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lei foi maravilhosa, porque acho que todo mundo concorda que escola n\u00e3o combina com celular. Na hora da aula, as crian\u00e7as t\u00eam que estar atentas, e, nos intervalos, t\u00eam que estar interagindo, brincando com os outros, brigando, fazendo as pazes, aprendendo a lidar. Isso protege as crian\u00e7as naquele per\u00edodo, mas quando saem da escola volta todo esse acesso. O que a gente percebeu \u00e9 que depois da lei, pelo fato de as crian\u00e7as n\u00e3o usarem o celular no per\u00edodo escolar, come\u00e7aram a usar menos fora tamb\u00e9m, num c\u00edrculo virtuoso. Usar menos significa usar menos.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento \u00e9 novo, mas essa discuss\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 nova. O que voc\u00ea sentiu do ano passado para esse? Depois da s\u00e9rie &#8216;Adolesc\u00eancia&#8217;, os estudos, os especialistas, a lei das escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que as fam\u00edlias est\u00e3o acordando. Era um problema que estava ali latente, ent\u00e3o eu acho que, trazendo tudo isso, a s\u00e9rie &#8220;Adolesc\u00eancia&#8221;, essas reportagens que v\u00eam surgindo mostrando todas essas as atrocidades que acontecem online. Agora estamos na expectativa de uma regulamenta\u00e7\u00e3o das redes sociais, estamos acompanhando de perto todas essas pol\u00edticas p\u00fablicas com muita expectativa e esperan\u00e7a de atingir cada vez mais e mais fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">DICAS<\/mark><\/strong><br><strong>Como orientar seu filho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O que fazer se voc\u00ea \u00e9 exposto a um conte\u00fado impr\u00f3prio, a um conte\u00fado de viol\u00eancia? Tem que falar com um adulto sobre qualquer coisa que te deixe desconfort\u00e1vel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o mande fotos sem roupa. Se mandar, venha falar com a gente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Se algu\u00e9m est\u00e1 te chantageando com essas fotos ou com alguma informa\u00e7\u00e3o: fale com um adulto, ningu\u00e9m vai te culpar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Se voc\u00ea vir alguma coisa como cyberbullying: n\u00e3o participe.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Uchoa Cinelli faz parte do Desconecta, uma iniciativa de m\u00e3es que tem ajudado a acabar com o argumento &#8216;todo mundo tem&#8217;. Por Constan\u00e7a Tatsch\/O Globo \u2014 S\u00e3o Paulo Eram apenas algumas m\u00e3es de uma escola de S\u00e3o Paulo preocupadas com os malef\u00edcios do uso de celulares pelos filhos. 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