{"id":86969,"date":"2025-04-08T08:32:28","date_gmt":"2025-04-08T11:32:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=86969"},"modified":"2025-04-08T08:32:30","modified_gmt":"2025-04-08T11:32:30","slug":"pesquisas-ajudam-o-pais-a-redescobrir-o-ameacado-pau-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/pesquisas-ajudam-o-pais-a-redescobrir-o-ameacado-pau-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisas ajudam o pa\u00eds a \u2018redescobrir\u2019 o amea\u00e7ado pau-brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Trabalho de cientistas como a bi\u00f3loga Patr\u00edcia da Rosa leva \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de novas popula\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m de varia\u00e7\u00f5es da \u00e1rvore.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Globo Rural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Biologa-Patricia-da-Rosa-%E2%80%94-Foto-Leo-Pinheiro-Valor.jpeg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"472\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Biologa-Patricia-da-Rosa-%E2%80%94-Foto-Leo-Pinheiro-Valor.jpeg?resize=720%2C472&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-86970\" style=\"width:677px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Biologa-Patricia-da-Rosa-%E2%80%94-Foto-Leo-Pinheiro-Valor.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Biologa-Patricia-da-Rosa-%E2%80%94-Foto-Leo-Pinheiro-Valor.jpeg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>A bi\u00f3loga Patr\u00edcia da Rosa: dois anos e meio de atividades de campo e \u2018minera\u00e7\u00e3o\u2019 de dados sobre o pau-brasil \u2014 Foto: Leo Pinheiro\/Valor<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O pau-brasil, a \u00e1rvore que deu nome ao pa\u00eds, continua amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o impede que ele siga, tamb\u00e9m, sendo redescoberto. Avan\u00e7os recentes nas pesquisas sobre a esp\u00e9cie podem abrir caminho para o Brasil construir uma nova rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1rvore que foi um dos marcos do in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Siga nosso canal no WhatsApp e veja mais not\u00edcias<\/mark><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga Patr\u00edcia da Rosa vai apresentar neste ano os resultados de um levantamento que mostrar\u00e1 a descoberta de 12 novas popula\u00e7\u00f5es de pau-brasil em matas nativas do Estado do Rio de Janeiro. Com essas e outras novas identifica\u00e7\u00f5es \u2014 s\u00e3o, ao todo, 17 \u2014, passar\u00e1 de 100 o n\u00famero de popula\u00e7\u00f5es da \u00e1rvore em seu ambiente original conhecidas pelos cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento estendeu-se por dois anos e meio, per\u00edodo em que a bi\u00f3loga fez incurs\u00f5es em \u00e1reas de mata nativa em toda a \u00e1rea de ocorr\u00eancia do pau-brasil. Esp\u00e9cie t\u00edpica da Mata Atl\u00e2ntica, a \u00e1rvore cresce em locais pr\u00f3ximos \u00e0 costa na faixa que vai do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia da Rosa vai relatar a identifica\u00e7\u00e3o de 12 popula\u00e7\u00f5es de pau-brasil no Estado do Rio de Janeiro em um artigo cient\u00edfico que est\u00e1 em fase de revis\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das atividades de campo, da qual tamb\u00e9m participou o bi\u00f3logo Nerivaldo Gomes Antas, o trabalho da pesquisadora incluiu \u201cminera\u00e7\u00e3o\u201d de dados e consultas a cientistas que, assim como ela, t\u00eam tentado conhecer melhor a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO brasileiro n\u00e3o conhece o pau-brasil\u201d, diz a bi\u00f3loga, correspons\u00e1vel por dois herb\u00e1rios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). \u201cTemos que pensar no pau-brasil como o nosso panda. S\u00e3o duas esp\u00e9cies que s\u00e3o bandeiras nacionais [o animal \u00e9 um s\u00edmbolo da China]. O pau-brasil tem que ser o nosso panda. Ningu\u00e9m sabe como um panda se reproduz, mas todo mundo o conhece\u201d. O informe sobre as pesquisas da cientista aparecem em reportagem deste m\u00eas da revista \u201cGlobo Rural\u201d, que chega hoje \u00e0s bancas e j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel no aplicativo Globo+ .<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pau-brasil-arvore-foto-blog-plantei.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"398\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pau-brasil-arvore-foto-blog-plantei.png?resize=740%2C398&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-86971\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pau-brasil-arvore-foto-blog-plantei.png?w=740&amp;ssl=1 740w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pau-brasil-arvore-foto-blog-plantei.png?resize=300%2C161&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Blog Plantei<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A lista de 17 novos registros de popula\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie inclui, entre outros achados, os da equipe da professora Valqu\u00edria Ferreira Dutra, do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES). Ela relatou a identifica\u00e7\u00e3o de duas popula\u00e7\u00f5es de uma linhagem, ou \u201cvaria\u00e7\u00e3o\u201d, de pau-brasil que, em matas nativas, s\u00f3 existe no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O feito da professora Valqu\u00edria Dutra ilustra uma curiosa contradi\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com a \u00e1rvore que inspirou seu nome de batismo. Ainda que o pau-brasil tenha sido o primeiro produto com potencial comercial que os portugueses identificaram ap\u00f3s o desembarque inaugural, em 1500, at\u00e9 hoje os conhecimentos sobre a \u00e1rvore s\u00e3o escassos<\/p>\n\n\n\n<p>Foi s\u00f3 nos \u00faltimos 20 anos, por exemplo, que os pesquisadores passaram a trabalhar com o conhecimento de que n\u00e3o existe um s\u00f3 \u201ctipo\u201d de pau-brasil. Se consideradas as diferen\u00e7as vis\u00edveis desses \u201ctipos\u201d \u2014 ou \u201clinhagens\u201d, como definem os cientistas \u2014, s\u00e3o tr\u00eas as varia\u00e7\u00f5es principais. A linhagem mais conhecida \u00e9 a arruda, que ganhou esse apelido porque suas folhas, pequenas e distribu\u00eddas de maneira uniforme pelos ramos, lembram as da planta medicinal, tamb\u00e9m usada em cerim\u00f4nias religiosas. A \u201claranja\u201d, com folhas grandes, \u00e9 t\u00edpica da Bahia. J\u00e1 a \u201ccaf\u00e9\u201d, de folhas m\u00e9dias, ocorre somente em raros enclaves de Mata Atl\u00e2ntica do Esp\u00edrito Santo. As pesquisas da professora Valqu\u00edria Ferreira Dutra identificaram duas popula\u00e7\u00f5es dessa linhagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga Patr\u00edcia da Rosa conta que caracter\u00edsticas bastante pr\u00f3prias do pau-brasil do Rio de Janeiro e do que nasce em parte do Nordeste, na faixa pr\u00f3xima a Pernambuco, atestam que n\u00e3o existe um s\u00f3 tipo de pau-brasil \u201carruda\u201d, mas tr\u00eas. Essa conclus\u00e3o \u00e9 parte central das pesquisas da bi\u00f3loga para seu doutorado na Escola Nacional de Bot\u00e2nica Tropical do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro. No trabalho, que ela poder\u00e1 defender at\u00e9 o fim do ano, a pesquisadora vai propor que as iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie considerem as caracter\u00edsticas e necessidades de cinco linhagens da \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 pouco para uma esp\u00e9cie que muitos brasileiros nunca viram nem mesmo em fotografias. \u201cQuando n\u00f3s come\u00e7amos o trabalho de pesquisa na d\u00e9cada de 1980, a ideia era que o pau-brasil estava extinto. Era o que se dizia nas escolas\u201d, conta o bi\u00f3logo Haroldo de Lima, do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, orientador de Patr\u00edcia da Rosa no doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado de Luciano Paganucci de Queiroz, da Universidade Estadual de Feira de Santana, e de um grupo de cientistas estrangeiros, Lima participou do estudo que mostrou que, ao contr\u00e1rio do que se acreditava, a \u00e1rvore brasileira representa uma linhagem evolucion\u00e1ria \u00fanica, o que assegurou a ela o direito de ter um g\u00eanero pr\u00f3prio, o Paubrasilia. Foi assim que a \u00e1rvore, que mais de dois s\u00e9culos antes, em 1789, havia recebido do naturalista franc\u00eas Jean-Baptiste Lamarck o nome cient\u00edfico Caesalpinia echinata, virou a Paubrasilia echinata. Isso ocorreu em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas ainda est\u00e3o descobrindo a \u00e1rvore, mas j\u00e1 sabem quais ferramentas s\u00e3o eficientes para perpetuar a esp\u00e9cie. Criar unidades de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma delas, diz Claudia Barros, pesquisadora do Jardim Bot\u00e2nico do Rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho de cientistas como a bi\u00f3loga Patr\u00edcia da Rosa leva \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de novas popula\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m de varia\u00e7\u00f5es da \u00e1rvore. Por Globo Rural O pau-brasil, a \u00e1rvore que deu nome ao pa\u00eds, continua amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o impede que ele siga, tamb\u00e9m, sendo redescoberto. 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