{"id":85700,"date":"2025-02-04T15:10:26","date_gmt":"2025-02-04T18:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=85700"},"modified":"2025-02-04T15:10:32","modified_gmt":"2025-02-04T18:10:32","slug":"apos-sofrer-abuso-sexual-na-infancia-mulher-se-torna-policial-e-prende-proprio-agressor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/apos-sofrer-abuso-sexual-na-infancia-mulher-se-torna-policial-e-prende-proprio-agressor\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s sofrer abuso sexual na inf\u00e2ncia, mulher se torna policial e prende pr\u00f3prio agressor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Homem foi detido 16 anos ap\u00f3s in\u00edcio dos abusos. Agora atuando como policial civil em Chapec\u00f3, Jessica Martinelli escreveu um livro sobre o caminho at\u00e9 pris\u00e3o dele<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Joana Caldas, g1 SC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Policial-civil-Jessica-Martinelli-que-prendeu-o-proprio-agressor-%E2%80%94-Foto_Amalia-Candiotto-Divulgacao.jpeg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"484\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Policial-civil-Jessica-Martinelli-que-prendeu-o-proprio-agressor-%E2%80%94-Foto_Amalia-Candiotto-Divulgacao.jpeg?resize=720%2C484&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-85701\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Policial-civil-Jessica-Martinelli-que-prendeu-o-proprio-agressor-%E2%80%94-Foto_Amalia-Candiotto-Divulgacao.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Policial-civil-Jessica-Martinelli-que-prendeu-o-proprio-agressor-%E2%80%94-Foto_Amalia-Candiotto-Divulgacao.jpeg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Policial civil Jessica Martinelli, que prendeu o pr\u00f3prio agressor \u2014 Foto: Am\u00e1lia Candiotto\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando tinha 9 anos, Jessica Martinelli foi v\u00edtima de um crime, que continuou ocorrendo por cerca de dois anos e meio. Aos 15, denunciou o abuso sexual, mas encontrou in\u00fameras dificuldades com cada autoridade que contatou.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 25 anos, pouco mais de um ano ap\u00f3s se tornar policial civil em Chapec\u00f3, no Oeste de Santa Catarina, ela conseguiu prender, em 2016, o pr\u00f3prio agressor, um amigo da fam\u00edlia. Oito anos depois, aos 33, escreveu um livro, lan\u00e7ado no final do ano passado para contar essa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAT7tDLI8Yfj5y9Z50Z\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Siga nosso canal no WhatsApp e veja mais not\u00edcias<\/mark><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ela resolveu relatar em &#8220;A Calha&#8221; o que aconteceu tamb\u00e9m para trazer conforto a outras pessoas que tenham sofrido crimes semelhantes e que sofreram com a desconfian\u00e7a e a culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por ser uma hist\u00f3ria realmente que eu sei que motiva as v\u00edtimas a denunciarem, a contar. Al\u00e9m de trazer uma certa justi\u00e7a, porque muitas v\u00edtimas, eu ouvi isso, que a minha a\u00e7\u00e3o, o meu ato, de certa forma, trouxe conforto para elas. Porque muitas n\u00e3o tem mais como, pela quest\u00e3o de tempo, j\u00e1 n\u00e3o tem mais como prender o agressor&#8221;, disse ao <strong>g1<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Crime e den\u00fancia<\/mark><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>No livro, J\u00e9ssica narra que os abusos ocorreram quando ela tinha entre 9 e 11 anos e meio e s\u00f3 pararam depois que a amizade entre o agressor e a fam\u00edlia dela rompeu. O homem tinha 33 anos quando os crimes come\u00e7aram.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela, por\u00e9m, assim como in\u00fameras mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, n\u00e3o sentia uma abertura da pr\u00f3pria fam\u00edlia para contar a eles o que aconteceu. &#8220;Mas eu tinha necessidade de desabafar. Ent\u00e3o eu desabafava com amigas do col\u00e9gio, ou uma vizinha minha&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas amigas contou para a m\u00e3e, que veio conversar com Jessica e a encorajou a relatar os abusos a algu\u00e9m mais pr\u00f3ximo. &#8220;Eu contei para quem eu confiava, que \u00e9 a minha irm\u00e3&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, Jessica j\u00e1 estava com 15 anos. No mesmo dia, ela e a irm\u00e3 foram \u00e0 delegacia para denunciar o caso. Mas encontraram muitas dificuldades para que as autoridades levassem o caso a s\u00e9rio, segundo ela. &#8220;Eu tive que repetir milhares de vezes a mesma coisa, sabe?&#8221;, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acredita que tudo o que aconteceu na juventude dela seja um dos motivos que a levou \u00e0 escolha da profiss\u00e3o. &#8220;Eu olhava as fotos das mulheres policiais e eu via uma coisa que eu queria muito ter, que era a for\u00e7a. Essa for\u00e7a, essa coragem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 que entrei para pol\u00edcia para prender. Porque eu n\u00e3o ia imaginar que um processo ia levar 10 anos. \u00c9 que as coisas foram acontecendo. E deixar bem claro que as coisas s\u00f3 foram acontecendo porque eu ia movendo as coisas, sen\u00e3o n\u00e3o ia acontecer&#8221;. Jessica trabalha na Pol\u00edcia Civil h\u00e1 oito anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Pris\u00e3o<\/mark><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O agressor foi preso em 22 de dezembro de 2016. Jessica estava com a equipe na hora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando n\u00f3s est\u00e1vamos indo, era como se eu tivesse voltado aos 11 anos de idade. Eu estava dentro da viatura, mas eu tinha um misto de coragem: &#8216;Eu sou uma policial, eu vim prender o cara que fez tudo que fez comigo&#8217;. E, ao mesmo tempo, dava aquela tremedeira, muita ansiedade, medo. Sei l\u00e1, medo de ele fazer alguma coisa para mim&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os meus colegas o revistaram, mas fui eu que bati a porta da cela. E a sensa\u00e7\u00e3o realmente de encerramento de um ciclo de 10 anos. Um ciclo muito doloroso, que nenhuma v\u00edtima deveria ter que passar&#8221;, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o agressor foi julgado com base em uma norma anterior, ele j\u00e1 est\u00e1 em liberdade. &#8220;Eu acabei entrando na lei antiga, que eram os crimes contra os costumes. Hoje s\u00e3o crimes contra a dignidade sexual&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Conselhos<\/mark><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para quem passou por um abuso, ela tem aconselhamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Primeiramente, eu diria para elas: &#8216;Voc\u00ea n\u00e3o tem culpa. N\u00e3o tem culpa nenhuma&#8217;. No meu caso, eu me sentia culpada porque eu estava de biqu\u00edni, porque eu era mulher, porque eu era uma crian\u00e7a, uma menina. E eu me sentia culpada por n\u00e3o contar. Ent\u00e3o, respeite a sua hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela disse que \u00e9 importante poder contar para algu\u00e9m de confian\u00e7a. &#8220;N\u00e3o deixe isso armazenado, pensando &#8216;eu n\u00e3o vou contar para algu\u00e9m e isso vai passar&#8217;. Porque n\u00e3o passa. Vai ter um momento que voc\u00ea vai estourar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aconselho tamb\u00e9m a denunciar. Eu acredito que a pris\u00e3o do teu autor faz com que isso auxilie no ciclo da cura&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homem foi detido 16 anos ap\u00f3s in\u00edcio dos abusos. 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