{"id":80840,"date":"2024-05-14T08:59:06","date_gmt":"2024-05-14T11:59:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=80840"},"modified":"2024-05-14T08:59:08","modified_gmt":"2024-05-14T11:59:08","slug":"infancia-despedacada-tive-uma-filha-do-meu-proprio-pai-diz-vitima-de-abusos-dos-12-aos-16-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/infancia-despedacada-tive-uma-filha-do-meu-proprio-pai-diz-vitima-de-abusos-dos-12-aos-16-anos\/","title":{"rendered":"\u2018Inf\u00e2ncia despeda\u00e7ada\u2019: \u2018Tive uma filha do meu pr\u00f3prio pai\u2019, diz v\u00edtima de abusos dos 12 aos 16 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Hoje com 29 anos, v\u00edtima relata como a viol\u00eancia mudou sua vida e a luta para superar o trauma.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por Tha\u00eds Esp\u00edrito Santo, g1 Rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Myara-Aline-Foto-Arte-g1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"653\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Myara-Aline-Foto-Arte-g1.jpg?resize=760%2C653&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-80841\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Myara-Aline-Foto-Arte-g1.jpg?w=760&amp;ssl=1 760w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Myara-Aline-Foto-Arte-g1.jpg?resize=300%2C258&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Foto: Arte g1<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mayara Aline Braga tinha 12 anos quando um suposto carinho do pai dela a machucou pela primeira vez. Dali em diante, ela relata que foram 4 anos sofrendo constantes abusos sexuais. A viol\u00eancia s\u00f3 parou depois de engravidar dele, aos 16.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2e4c71deade92d4d41276d9b92c0d70f wp-block-paragraph\"><strong>\u201cEu tive uma filha do meu pr\u00f3prio pai. Isso n\u00e3o \u00e9 pequeno. Como se tem estrutura de ter um filho de um abuso e ainda criar ele com amor? Sem o apoio de ningu\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 pequeno. Isso \u00e9 grave\u201d, conta a mo\u00e7a, hoje com 29 anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gravidez na adolesc\u00eancia, por si s\u00f3, \u00e9 desafiadora. Mas foi a partir da gesta\u00e7\u00e3o da filha que a adolescente, at\u00e9 ent\u00e3o fragilizada e assustada, teve for\u00e7as para enfrentar Marco Aur\u00e9lio Leonel da Silva, seu pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os anos se passaram, Mayara se casou e teve mais 3 filhos: 1 casal de g\u00eameos (hoje com 8 anos) e 1 menina (com 4 anos). Dentro de si, por\u00e9m, guarda feridas que relutam para cicatrizar e mem\u00f3rias que nunca ser\u00e3o apagadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-52c43f489faf4523ec33a5c07a339db1 wp-block-paragraph\"><strong>&#8216;Achei que era normal&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-conseguiu-ajuda-psicologica-em-um-programa-do-governo-do-RJ-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"455\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-conseguiu-ajuda-psicologica-em-um-programa-do-governo-do-RJ-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=800%2C455&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-80842\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-conseguiu-ajuda-psicologica-em-um-programa-do-governo-do-RJ-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?w=811&amp;ssl=1 811w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-conseguiu-ajuda-psicologica-em-um-programa-do-governo-do-RJ-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-conseguiu-ajuda-psicologica-em-um-programa-do-governo-do-RJ-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=768%2C437&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Mayara conseguiu ajuda psicol\u00f3gica em um programa do governo do RJ \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Gustavo Wanderley<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mayara foi morar com Marco Aur\u00e9lio aos 10 anos no Jardim Am\u00e9rica, na Zona Norte do Rio, depois de ser expulsa da casa pela m\u00e3e \u2014 que era v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, a \u00e1rea j\u00e1 era dominada pelo tr\u00e1fico, e a conviv\u00eancia com as drogas, a viol\u00eancia e as opera\u00e7\u00f5es policiais era rotineira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDepois que eu fiquei mocinha, depois da minha primeira menstrua\u00e7\u00e3o, ele abusou de mim. Dos 12 aos 13, eu achava completamente normal o que o abusador fazia comigo. Ele dizia que o primeiro homem de uma menina era o pai, que era o pai que preparava a menina para outros homens\u201d, relata Mayara.<br>O pai, al\u00e9m de muito agressivo, era viciado em drogas, conta ela: \u201cDos meus 12 aos 13 anos, eu permiti que meu pai abusasse de mim porque eu achei que era normal, porque meu pai me ensinou que era normal. Eu cresci com meu pai dizendo que aquilo estava certo. Se, dentro de mim, eu crescesse achando que aquilo era normal, talvez hoje eu fosse uma abusadora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois do nascimento da filha, ela chegou a amea\u00e7ar o pai para que ele n\u00e3o cometesse mais os abusos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTeve um dia que ele me deu uma surra muito forte, bateu a minha cabe\u00e7a e me fez desmaiar. Nesse dia, eu prometi a ele que se ele fizesse mais algo comigo ou usasse drogas enquanto minha filha estava dentro de casa, eu ia dar queixa dele na boca de fumo. Dali em diante, ele nem me bateu mais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-f49f619d9eaa9600c0b9934b057d3c2c wp-block-paragraph\"><strong>Gravidez marcada pela dor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-e-a-professora-de-maquiagem-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"441\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-e-a-professora-de-maquiagem-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=800%2C441&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-80843\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-e-a-professora-de-maquiagem-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?w=820&amp;ssl=1 820w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-e-a-professora-de-maquiagem-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=300%2C165&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-e-a-professora-de-maquiagem-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=768%2C423&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Mayara e a professora de maquiagem \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Gustavo Wanderley<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gravidez j\u00e1 \u00e9 um momento de sensibilidade para as mulheres, mas Mayara foi exposta tamb\u00e9m \u00e0 viol\u00eancia psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando eu engravidei, ele trabalhou muito meu psicol\u00f3gico. Quando minha m\u00e3e me expulsou de casa, ela disse: <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">\u2018Voc\u00ea vai morar com seu pai para ver o qu\u00e3o bom ele \u00e9, voc\u00ea vai bater na porta da minha casa gr\u00e1vida de um traficante, com o olho roxo, e minha porta vai estar fechada porque nem um pacote de comida voc\u00ea vai ter!\u2019\u201d<\/mark><\/strong>, relembra ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Mayara, o pai constantemente usava as falas da m\u00e3e para convenc\u00ea-la de que a jovem estava desamparada no mundo. A m\u00e3e s\u00f3 soube da gesta\u00e7\u00e3o quando ela j\u00e1 estava avan\u00e7ada, e s\u00f3 conheceu a neta aos 3 meses. Al\u00e9m da viol\u00eancia psicol\u00f3gica, o pai tentou gerar um aborto for\u00e7ado em Mayara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAssim que eu engravidei, eu lembro que ele me deu um rem\u00e9dio e uma bucha para eu cheirar. Ele disse que eu estava com o \u00fatero sujo, que como ele era um homem formado, o que sa\u00eda dele em mim me deixava suja. Ele me deu um ch\u00e1 e eu tive que ficar cheirando uma bucha em jejum por 24 horas. Eu sangrei por mais de um dia\u201d, afirma a jovem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-Leonel-Braga-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"672\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-Leonel-Braga-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=800%2C672&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-80844\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-Leonel-Braga-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?w=821&amp;ssl=1 821w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-Leonel-Braga-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=300%2C252&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Mayara-Leonel-Braga-%E2%80%94-Foto-Reproducao-Gustavo-Wanderley.png?resize=768%2C645&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Mayara Leonel Braga \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Gustavo Wanderley<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mayara conta que, como n\u00e3o deu certo, ele passou a dizer que a mo\u00e7a tinha \u201cse aventurado na adolesc\u00eancia e que n\u00e3o sabia quem era o pai da crian\u00e7a\u201d. O pr\u00e9-natal s\u00f3 foi feito com quase 6 meses de gesta\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, o pai namorava a atual esposa, que tentou ajudar a adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mayara explicou que o pai ordenou que contasse a seguinte hist\u00f3ria para a madrasta: \u201cOlha, eu t\u00f4 gr\u00e1vida e preciso que voc\u00ea me leve para fazer uma ultra, mas o meu pai n\u00e3o pode saber\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEle deu o dinheiro da ultra e disse que queria saber o tamanho do feto <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\">porque ele estava com dinheiro para fazer um aborto<\/mark><\/strong>. Na ultra, vi que j\u00e1 estava com 5 para 6 meses. Cheguei em casa e disse que n\u00e3o ia fazer um aborto\u201d, relata Mayara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquele dia, ent\u00e3o, a jovem conta que foi espancada mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-776f50a0c53a6aa5e3633e55d62f55b1 wp-block-paragraph\"><strong>\u201cEle esperou a namorada ir embora e disse: \u2018Voc\u00ea que est\u00e1 decidindo ter a crian\u00e7a. Eu estou tentando consertar um problema que voc\u00ea arrumou. J\u00e1 que voc\u00ea quer ter essa crian\u00e7a, voc\u00ea vai sustentar porque do meu bolso n\u00e3o sai um real. Voc\u00ea vai ter que largar a escola e trabalhar porque essa crian\u00e7a n\u00e3o tem nem o que vestir, e n\u00e3o sou eu que vou botar o que comer pra ela\u2019\u201d, relembra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a gravidez, o pai tentou violentar a jovem novamente, diz Mayara: \u201cEle dizia muito que eu tinha que ter rela\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m para abrir passagem porque corria o risco de a crian\u00e7a ficar presa em mim e eu e ela morrer no parto. E ele dizia que eu n\u00e3o podia ter rela\u00e7\u00e3o com outra pessoa al\u00e9m do pai da crian\u00e7a, porque sen\u00e3o ela sa\u00eda especial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-1cb7e5709c7a32c3007df10e3091100f wp-block-paragraph\"><strong>\u201cInfelizmente, minha filha tem o sobrenome dele. Est\u00e1 l\u00e1 como av\u00f4, e ele \u00e9 av\u00f4, mas \u00e9 pai ao mesmo tempo\u201d, completa ela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crian\u00e7a foi registrada pelo atual marido de Mayara, que criou e deu amor \u00e0 menina como pai desde os primeiros meses. Mesmo assim, o nome do pai biol\u00f3gico, que \u00e9 av\u00f4, consta nos documentos por causa do registro da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3ecc9ddaecadc0ce390a33c304b2c887 wp-block-paragraph\"><strong>Rotina de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMinhas amigas tinham medo dele\u201d, foi uma das frases usadas por Mayara para definir como o pai era visto. Frequentemente, ela chegava machucada ou com hematomas na escola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu chegava com o pulso aberto, marcada. Uma vez, ele me pegou pelo cabelo e me deu uma surra da escola at\u00e9 em casa. N\u00e3o \u00e9 como se meus amigos n\u00e3o soubessem, mas eles tinham muito medo e tamb\u00e9m n\u00e3o sabiam assimilar o que estava acontecendo, eles eram crian\u00e7as assim como eu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das colegas de classe, uma vez, percebeu que o que acontecia n\u00e3o era normal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEla dizia que n\u00e3o era certo meu pai abrir meu pulso porque eu n\u00e3o queria fazer caf\u00e9, que era o que eu dizia para ela. Realmente, se eu n\u00e3o fizesse o caf\u00e9, ele me batia. Mas se eu n\u00e3o quisesse fazer sexo com ele, ele me batia. Se eu negasse, ele tamb\u00e9m me batia. Eles notavam que ele era agressivo, ent\u00e3o tamb\u00e9m tinham medo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes dos abusos, ele se comportava como um pai exemplar para a garota, segundo a filha. Mas ela cresceu vendo a m\u00e3e sofrer viol\u00eancia dom\u00e9stica e ser agredida. Esse foi um dos fatores que mais geraram inseguran\u00e7a na adolescente nos anos em que ela era abusada \u2014 ela n\u00e3o se sentia amparada para contar a ningu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6c6b24df32fb1f5380fbff63be761d1d wp-block-paragraph\"><strong>\u201cO pior que um abusador pode fazer com voc\u00ea, al\u00e9m de te encostar, \u00e9 trabalhar o seu psicol\u00f3gico. Eles dizem que voc\u00ea gostou, que voc\u00ea deixou, quando voc\u00ea n\u00e3o fez nada disso. Que a culpa \u00e9 sua, quando a culpa n\u00e3o \u00e9 sua\u201d, destaca ela.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje com 29 anos, v\u00edtima relata como a viol\u00eancia mudou sua vida e a luta para superar o trauma. 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