{"id":75804,"date":"2023-08-05T10:47:14","date_gmt":"2023-08-05T13:47:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=75804"},"modified":"2023-08-05T10:47:31","modified_gmt":"2023-08-05T13:47:31","slug":"17-anos-da-lei-maria-da-penha-advogada-explica-por-que-mulheres-ainda-temem-denunciar-violencia-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/17-anos-da-lei-maria-da-penha-advogada-explica-por-que-mulheres-ainda-temem-denunciar-violencia-na-bahia\/","title":{"rendered":"17 anos da Lei Maria da Penha: Advogada explica por que mulheres ainda temem denunciar viol\u00eancia na Bahia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Dados do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam quase 13 mil registros de viol\u00eancia contra a mulher na BA, no primeiro semestre de 2023.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Camila Crepaldi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Violencia-contra-a-mulher-05.08.23.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Violencia-contra-a-mulher-05.08.23.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75805\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Violencia-contra-a-mulher-05.08.23.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Violencia-contra-a-mulher-05.08.23.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Violencia-contra-a-mulher-05.08.23.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos temos acompanhado a explos\u00e3o do n\u00famero de casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra mulheres no Brasil, principalmente durante o per\u00edodo de pandemia. Atualmente, de acordo com dados do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Estado da Bahia registrou 80.564 mil casos de viol\u00eancia contra a mulher, mas somente 12.686 mil den\u00fancias foram feitas. Neste cen\u00e1rio, est\u00e3o entre as principais viol\u00eancias a f\u00edsica, dom\u00e9stica, sexual, psicol\u00f3gicas, patrimonial e moral.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada e professora do curso de Direito da Faculdade Pit\u00e1goras, Silvia Santana, aponta que o medo de denunciar ainda \u00e9 um grande obst\u00e1culo para muitas mulheres, devido a fatores como hist\u00f3rico de viol\u00eancia, depend\u00eancia financeira e afetiva, falta de conhecimento sobre seus direitos e vergonha de se afastar do agressor. Ela enfatiza que as leis, como a Lei Maria da Penha, desempenham um papel crucial para combater a viol\u00eancia e empoderar as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar ganhou for\u00e7a com a Lei Maria da Penha que assegura \u00e0s v\u00edtimas, a dist\u00e2ncia do agressor e atendimento especializado para den\u00fancias. N\u00e3o se trata de uma medida protetiva para mulheres apenas, estamos falando de uma passo rumo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de uma mentalidade da sociedade que vive resqu\u00edcios de uma gera\u00e7\u00e3o ainda mais machista do que a que vemos nos dias atuais\u201d, destaca a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista ressalta que, por meio da Lei Maria da Penha, vidas que seriam perdidas passaram a ser preservadas, e mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar ganharam direito a prote\u00e7\u00e3o, fortalecendo a autonomia das v\u00edtimas. Al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o das leis vigentes no Brasil, em especial a Lei Maria da Penha, a melhor resposta para mudar o cen\u00e1rio de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a principal orienta\u00e7\u00e3o da advogada para a mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar \u00e9 superar o medo de denunciar o seu agressor, independentemente de o temor do processo. A v\u00edtima deve procurar por profissionais para buscar ajuda psicol\u00f3gica, fundamental para que as v\u00edtimas consigam sair do estado de depend\u00eancia emocional. Al\u00e9m disso, os telefones 180 (Central de Atendimento \u00e0 Mulher) e 190 (Pol\u00edcia Militar) s\u00e3o meios seguros para denunciar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam quase 13 mil registros de viol\u00eancia contra a mulher na BA, no primeiro semestre de 2023. Por Camila Crepaldi Nos \u00faltimos anos temos acompanhado a explos\u00e3o do n\u00famero de casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra mulheres no Brasil, principalmente durante o per\u00edodo de pandemia. 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