{"id":74860,"date":"2023-06-19T14:12:34","date_gmt":"2023-06-19T17:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=74860"},"modified":"2023-06-19T14:13:23","modified_gmt":"2023-06-19T17:13:23","slug":"dor-cronica-e-a-pandemia-do-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/dor-cronica-e-a-pandemia-do-seculo\/","title":{"rendered":"Dor cr\u00f4nica \u00e9 a pandemia do s\u00e9culo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Entre 30% e 50% da popula\u00e7\u00e3o mundial sofrem desta doen\u00e7a invis\u00edvel. Para a m\u00e9dica Dr\u00aa Amelie Falconi, fora a morte, n\u00e3o existe nada mais democr\u00e1tico que a dor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patr\u00edcia Jimenes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dor-cronica-fisioterapia-1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"444\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dor-cronica-fisioterapia-1.jpg?resize=800%2C444&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-74861\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dor-cronica-fisioterapia-1.jpg?w=805&amp;ssl=1 805w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dor-cronica-fisioterapia-1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dor-cronica-fisioterapia-1.jpg?resize=768%2C426&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Etimologicamente, o termo pandemia significa \u201calgo que aflige a todos\u201d. Deste ponto de vista, a m\u00e9dica intervencionista em dor, Dr\u00aa Amelie Falconi, afirma, sem medo de errar, que a dor cr\u00f4nica \u00e9 a pandemia do s\u00e9culo. \u201cPense em quantas pessoas voc\u00ea conhece com dores cr\u00f4nicas ou como produtos diversos, que prometem al\u00edvio das dores, s\u00e3o ofertados em todos os lugares\u201d, diz. De acordo com ela, fora a morte, n\u00e3o existe nada mais democr\u00e1tico que a dor. \u201cEla n\u00e3o diferencia g\u00eanero, classe social, religi\u00e3o ou faixa et\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Corroborando a vis\u00e3o de Dr\u00aa Amelie sobre o alcance da doen\u00e7a, estudo de 2021, realizado por pesquisadores ligados \u00e0 Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed) e diversas universidades e faculdades brasileiras, constatou que a preval\u00eancia da dor cr\u00f4nica no Brasil \u00e9 de 45.59%. Outro estudo realizado pela mesma sociedade em 2017 mostrou uma preval\u00eancia de 39%. \u201cSem d\u00favida a pandemia da COVID-19 foi uma das respons\u00e1veis por este aumento das dores cr\u00f4nicas\u201d. Para chegarem a este resultado, os cientistas respons\u00e1veis pelo estudo partiram de uma premissa de que a dor cr\u00f4nica afeta entre 30% e 50% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Ou seja, quase metade das pessoas em todo mundo sofrem com a doen\u00e7a, que, obviamente, n\u00e3o pode ser ignorada.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a m\u00e9dica intervencionista em dor, devido \u00e0 sua ampla preval\u00eancia, \u00f4nus econ\u00f4mico e social, associa\u00e7\u00e3o com quest\u00f5es de acesso e justi\u00e7a social, a dor cr\u00f4nica \u00e9 considerada cada vez mais um problema de sa\u00fade p\u00fablica. Do ponto de vista financeiro, ressalta Dr\u00aa Amelie, os impactos na sa\u00fade p\u00fablica s\u00e3o gigantescos \u201cPara se ter uma ideia, os Estados Unidos dispendem US$ 600 milh\u00f5es em custos diretos e indiretos de dor cr\u00f4nica anualmente\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Os indiv\u00edduos que sofrem de dor cr\u00f4nica percebem claramente como a doen\u00e7a \u00e9 custosa financeiramente. \u201cAl\u00e9m de aumentar o gasto mensal, com planos de sa\u00fade, consultas, reabilita\u00e7\u00e3o, rem\u00e9dios e psic\u00f3logo, a dor cr\u00f4nica atrapalha que seu portador ganhe dinheiro, porque o impede de trabalhar muitas vezes\u201d, explica Amelie. Outro aspecto importante da vida humana que a dor cr\u00f4nica gasta e que n\u00e3o pode ser recuperado como o dinheiro \u00e9 o tempo. \u201cO paciente perde v\u00e1rios momentos de lazer por estar em tratamento e quando est\u00e1 de \u2018folga\u2019 de m\u00e9dicos e outros profissionais de sa\u00fade, est\u00e1 com dor ou cansado demais\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse o cansa\u00e7o e o sofrimento f\u00edsico, portadores de dor cr\u00f4nica tamb\u00e9m precisam lidar com a descren\u00e7a de familiares, amigos, colegas de trabalho e at\u00e9 de profissionais. Conforme Dr\u00aa Amelie, como a dor \u00e9 algo um subjetivo e n\u00e3o aparece em exames, \u00e9 comum que muitos n\u00e3o saibam lidar com pacientes nesta condi\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de n\u00e3o saber o que \u00e9 dor, n\u00f3s profissionais tamb\u00e9m sa\u00edmos da faculdade com defici\u00eancias severas como falta de empatia e compaix\u00e3o com os portadores dessa doen\u00e7a\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de conhecimento m\u00e9dico sobre o assunto faz com que milhares de pacientes com dor cr\u00f4nica saiam dos consult\u00f3rios sem um controle adequado da dor. J\u00e1 a falta de compreens\u00e3o, acolhimento e empatia por parte das pessoas pr\u00f3ximas faz com que o fardo da dor se torne ainda mais dif\u00edcil de suportar. De fato, segundo Dr\u00aa Amelie, o contexto de ignor\u00e2ncia e descren\u00e7a compromete toda a abordagem da dor e faz com que pacientes n\u00e3o se tratem de maneira adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiferente de um paciente com doen\u00e7a card\u00edaca, que tem medo de passar por uma cirurgia, um portador de dor cr\u00f4nica deseja a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica como primeira op\u00e7\u00e3o de tratamento\u201d, comenta a m\u00e9dica intervencionista em dor. Isso ocorre, segundo ela, porque n\u00e3o se leva t\u00e3o a s\u00e9rio uma doen\u00e7a invis\u00edvel quanto uma doen\u00e7a que se v\u00ea. \u201cEm um mundo ideal, por\u00e9m, cuidar\u00edamos da dor da mesma maneira que cuidamos de um cora\u00e7\u00e3o: seguindo etapas e corrigindo fatores de riscos, que s\u00e3o respons\u00e1veis por desencadear e alimentar a dor cr\u00f4nica\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><strong>Os passos que precisam ser respeitados no tratamento da dor cr\u00f4nica s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Primordialmente, de acordo com a m\u00e9dica intervencionista em dor, o paciente deve ser submetido a um tratamento conservador ativo, ou seja, uma fisioterapia bem-feita, de prefer\u00eancia uma fisioterapia particular (n\u00e3o gen\u00e9rica). Apenas, se este caminho n\u00e3o funcionar, deve-se ir para o plano B: cirurgia. Por sua vez, conforme Dr\u00aa Amelie, corrigir fatores de risco significa interferir no estilo de vida da pessoa, estimulando-a a praticar atividade f\u00edsica, dormir bem, comer adequadamente e cuidar da sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>No tratamento da dor cr\u00f4nica n\u00e3o se pode esquecer do uso de medicamentos. Estes s\u00e3o importantes para devolver uma certa autonomia ao portador da doen\u00e7a, para que ele d\u00ea prosseguimento \u00e0 fisioterapia, por exemplo. Contudo, alerta Dr\u00aa Amelie, controlar a dor com farmacol\u00f3gicos n\u00e3o significa us\u00e1-los de forma indiscriminada, mas sim com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. \u201cO uso de rem\u00e9dios sem orienta\u00e7\u00e3o pode atrapalhar o funcionamento dos outros rem\u00e9dios que voc\u00ea utiliza e, consequentemente, o tratamento de outra doen\u00e7a. Pior: automedicar-se pode causar a cronifica\u00e7\u00e3o da dor\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Dr\u00aa Amelie explica que a dor \u00e9 multifatorial, com intera\u00e7\u00f5es complexas entre muitos fatores biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais. Em outras palavras, a dor influencia em tudo e tudo influencia na dor. Conforme ela, quando o paciente usa e abusa de rem\u00e9dios ele trata apenas os sintomas dessa dor, que, por terem causas variadas, n\u00e3o s\u00e3o resolvidas com a utiliza\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios. \u201cChamo isso de &#8216;enxugar gelo&#8217; na dor cr\u00f4nica. O paciente n\u00e3o modificou o que est\u00e1 causando a dor, ent\u00e3o, a consequ\u00eancia \u00e9 ela intensificar e torn\u00e1-la permanente\u201d diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo influencia na dor cr\u00f4nica, Dr\u00aa Amelie volta a ressaltar a import\u00e2ncia de empregar medidas al\u00e9m das farmacol\u00f3gicas para ajudar no controle da dor, mas tamb\u00e9m para melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade e reduzir os sintomas associados. Por fim, conforme a m\u00e9dica intervencionista em dor, para obter bons resultados no tratamento da dor cr\u00f4nica, n\u00e3o basta olhar apenas para a doen\u00e7a. \u201cCada dor se manifesta de uma maneira totalmente diferente e individual. O mesmo tratamento apresenta resultados diferentes em pessoas diferentes. Isso mostra porque precisamos olhar para a pessoa, al\u00e9m da dor\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 30% e 50% da popula\u00e7\u00e3o mundial sofrem desta doen\u00e7a invis\u00edvel. 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