{"id":74507,"date":"2023-05-31T06:00:00","date_gmt":"2023-05-31T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=74507"},"modified":"2023-05-30T22:08:29","modified_gmt":"2023-05-31T01:08:29","slug":"tratamento-promissor-contra-cancer-e-estudado-pelo-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/tratamento-promissor-contra-cancer-e-estudado-pelo-sus\/","title":{"rendered":"Tratamento promissor contra c\u00e2ncer \u00e9 estudado pelo SUS"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><em>Terapia celular CAR-T pode tratar linfomas e leucemias avan\u00e7adas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Novo-tratamento-contra-cancer-Instituto-Nacional-do-Cancer-Divulgacao-Direitos-reservados.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"461\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Novo-tratamento-contra-cancer-Instituto-Nacional-do-Cancer-Divulgacao-Direitos-reservados.jpg?resize=770%2C461&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-74508\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Novo-tratamento-contra-cancer-Instituto-Nacional-do-Cancer-Divulgacao-Direitos-reservados.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Novo-tratamento-contra-cancer-Instituto-Nacional-do-Cancer-Divulgacao-Direitos-reservados.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Novo-tratamento-contra-cancer-Instituto-Nacional-do-Cancer-Divulgacao-Direitos-reservados.jpg?resize=768%2C460&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Instituto Nacional do C\u00e2ncer \/ Divulga\u00e7\u00e3o\/Direitos reservados<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O tratamento de alguns tipos de c\u00e2ncer, desenvolvido pelo Instituto Butantan, Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto, tem apresentado bons resultados e sua utiliza\u00e7\u00e3o no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) vem sendo estudada. Chamado de terapia celular CAR-T Cell, o procedimento j\u00e1 \u00e9 adotado nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses para tratar linfomas e leucemias avan\u00e7adas, como \u00faltimo recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa forma de tratamento, as c\u00e9lulas T do paciente (um tipo de c\u00e9lula do sistema imunol\u00f3gico) s\u00e3o alteradas em laborat\u00f3rio para reconhecer e atacar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de ant\u00edgeno quim\u00e9rico (chimeric antigen receptor, em ingl\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO T vem de linf\u00f3citos T, que s\u00e3o c\u00e9lulas do sangue respons\u00e1veis pelo combate a infec\u00e7\u00f5es e a alguns tipos de c\u00e2ncer\u201d, explica o professor de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Vanderson Rocha, tamb\u00e9m coordenador nacional de terapia celular da rede D\u2019Or.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 muito \u2018esperto\u2019, afirma Rocha. \u201cAs c\u00e9lulas T \u2018fogem\u2019 um pouco do reconhecimento das c\u00e9lulas do c\u00e2ncer. No tratamento, n\u00f3s retiramos essas c\u00e9lulas do paciente, atrav\u00e9s do sangue, e as colocamos em laborat\u00f3rio, para serem modificadas geneticamente, para \u2018arm\u00e1-las\u2019 contra as c\u00e9lulas do c\u00e2ncer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No programa de tratamento, um dos pacientes estava com linfoma n\u00e3o-Hodgkin. \u201cCerca de um m\u00eas ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas, podemos infundi-las no sangue. Ent\u00e3o, as c\u00e9lulas v\u00e3o se direcionar contra as c\u00e9lulas do tumor, porque est\u00e3o capacitadas a fazer isso, para poder combater os tumores, no caso desse paciente, o linfoma. Ele teve uma remiss\u00e3o completa um m\u00eas depois da inje\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas\u201d, acrescenta o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a terapia celular ainda est\u00e1 em fase experimental no Brasil, os pacientes foram tratados at\u00e9 agora de forma compassiva, ou seja, por decis\u00e3o m\u00e9dica, quando o c\u00e2ncer est\u00e1 em est\u00e1gio avan\u00e7ado e n\u00e3o h\u00e1 alternativas de terapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pacientes come\u00e7aram o tratamento no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, no interior paulista, em 2019. Nos Estados Unidos, o FDA (ag\u00eancia reguladora de sa\u00fade do pa\u00eds) fez a libera\u00e7\u00e3o para uso da ind\u00fastria farmac\u00eautica em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o uso da ind\u00fastria farmac\u00eautica come\u00e7ou em janeiro deste ano. Para quem pode pagar o tratamento, o custo \u00e9 de cerca de R$ 2 milh\u00f5es. O desafio brasileiro \u00e9 tornar a terapia acess\u00edvel em larga escala por meio da sa\u00fade p\u00fablica, mas ainda h\u00e1 um caminho a percorrer para que esteja dispon\u00edvel gratuitamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs c\u00e9lulas s\u00e3o retiradas, enviadas para os Estados Unidos e voltam para os pacientes. No caso espec\u00edfico do grupo de estudos, toda essa produ\u00e7\u00e3o foi feita no Brasil, por meio de pesquisa e ci\u00eancia, pela Fapesp [Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo], pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico], pelo Instituto Butant\u00e3, pela Funda\u00e7\u00e3o Hemocentro, Faculdade de Medicina da USP, na capital e em Ribeir\u00e3o Preto. Foi toda uma equipe de cientistas que permitiu a fabrica\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas\u201d, ressalta Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro caso de remiss\u00e3o da doen\u00e7a por meio dessa t\u00e9cnica no pa\u00eds ocorreu em 2019, mas o paciente morreu por outra causa dois meses depois do tratamento. \u201cO paciente obteve uma remiss\u00e3o parcial, mas pode ser que, naquele momento, ainda tivesse tempo de responder [totalmente ao tratamento]\u201d, detalha o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, a reportagem da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> contou a hist\u00f3ria do aposentado Vamberto Castro, que, aos 62 anos, estava com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais. Cerca de 20 dias ap\u00f3s o in\u00edcio do tratamento, a resposta de sa\u00fade do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas desapareceram. No fim do mesmo ano, no entanto, Vamberto morreu em decorr\u00eancia de um acidente dom\u00e9stico, n\u00e3o relacionado \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o governo de S\u00e3o Paulo ampliou a capacidade do programa. Dois centros de sa\u00fade, um na capital paulista e um em Ribeir\u00e3o Preto, t\u00eam produzido, desde ent\u00e3o, compostos para a terapia celular CAR-T. A capacidade inicial de tratamento ser\u00e1 de at\u00e9 300 pacientes por ano. O programa faz parte de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o entre o Instituto Butantan, a USP e o Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Resposta imediata<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, 14 pacientes foram tratados com o CAR-T Cell com verbas da Fapesp e do CNPq. Todos os pacientes tiveram remiss\u00e3o de pelo menos 60% dos tumores. A recupera\u00e7\u00e3o foi na rede SUS. \u201cAs respostas que estamos tendo aqui, \u00e9 claro que em um n\u00famero pequeno de pacientes, s\u00e3o muito semelhantes \u00e0s que temos fora do Brasil. Isso \u00e9 muito importante\u201d, observa Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um desses pacientes, Paulo Peregrino, a resposta foi imediata, conta o professor de hematologia. \u201cNesse caso, o que impressiona \u00e9 a resposta imediata de um paciente que tinha muitos tumores. Ent\u00e3o, as imagens [pet scan do corpo do paciente] mostram: tudo que \u00e9 preto [os tumores] desaparecem completamente em um m\u00eas. Repetimos recentemente as imagens, e continua tudo em remiss\u00e3o. Quer dizer, ele est\u00e1 livre do tumor neste momento. Por\u00e9m, para falar de cura, demora alguns anos, porque, mesmo fazendo isso, a doen\u00e7a pode voltar\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da not\u00edcia da remiss\u00e3o completa do c\u00e2ncer, Peregrino se disse surpreso. \u201cPrimeiro, n\u00e3o acreditei que estava daquele jeito, n\u00e3o conhecia aquela imagem [pet scan], n\u00e3o sabia que havia chegado naquele ponto e, ainda, depois que chegou aquele ponto [de remiss\u00e3o], depois do Car T Cell\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a disposi\u00e7\u00e3o de participar do estudo n\u00e3o foi apenas pela possibilidade de cura. \u201cQuando decidi pelo Car T Cell, eu sabia que era um estudo compassivo, que poderia ser usado &#8212; e deve ser usado &#8212; para que outras pessoas no futuro possam ter um tratamento com mais qualidade de vida. Isso, para mim, era um dos objetivos desde o in\u00edcio. Na hora em que me predisponho a fazer parte do estudo e deixar alguma coisa de conhecimento que possa ajudar os outros no futuro, estou fazendo o bem\u201d, diz o publicit\u00e1rio, que tem 61 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo estava tratando de c\u00e2ncer h\u00e1 13 anos. Primeiro, foi um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, em 2010, que ele tratou at\u00e9 2014. Depois, em 2018, descobriu o linfoma n\u00e3o-Hodgkin, lembra o professor. \u201cPassou por seis ciclos de quimioterapia, mas a doen\u00e7a voltou depois de alguns anos, ent\u00e3o ele fez transplante de medula aut\u00f3logo. Por\u00e9m, no Paulo, a doen\u00e7a voltou ap\u00f3s o transplante, a\u00ed n\u00e3o havia mais possibilidade terap\u00eautica, e o c\u00e2ncer foi aumentando. Conseguimos infundir a c\u00e9lula T, e ele teve essa resposta maravilhosa, j\u00e1 est\u00e1 de alta.\u201d No domingo (28), Paulo teve saiu hospitalar e se recupera em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico diz que foi emocionante ver a resposta do paciente. \u201c\u00c9 um tratamento desenvolvido no Brasil, relativamente recente, e tivemos experi\u00eancia com outros casos, mas este realmente impressionou a todos. A equipe ficou surpresa com a resposta desse paciente, a quem n\u00e3o ter\u00edamos muito mais para oferecer e que iria para os cuidados paliativos\u201d, admite Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Rea\u00e7\u00f5es adversas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A terapia tem se mostrado eficaz, mas, como a maioria dos tratamentos de sa\u00fade complexos, apresenta rea\u00e7\u00f5es adversas. Na \u2018guerra\u2019 entre as c\u00e9lulas T alteradas em laborat\u00f3rio e o c\u00e2ncer, o corpo se inflama com os \u2018destro\u00e7os\u2019 dos c\u00e2nceres, e o paciente muitas vezes precisa ser monitorado em unidade de terapia intensiva (UTI), explica Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO paciente, ap\u00f3s a infus\u00e3o das c\u00e9lulas, vai ter uma rea\u00e7\u00e3o, uma inflama\u00e7\u00e3o importante destas. Cinquenta por cento dos pacientes que recebem essas c\u00e9lulas v\u00e3o ser tratados na UTI, porque t\u00eam que ser monitorizados, tomar anti-inflamat\u00f3rios e corticoides.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe ainda a s\u00edndrome de neurotoxicidade imunol\u00f3gica, no qual o paciente pode ter problemas neurol\u00f3gicos, como dificuldade de escrever e de andar. \u201cIsso tudo passa com o tempo, mas s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es importantes e adversas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rocha, os efeitos colaterais podem inclusive levar pacientes \u00e0 morte. \u201cPor\u00e9m, como adquirimos mais experi\u00eancia em tratar esse tipo de s\u00edndrome, t\u00eam melhorado muito os resultados da chamada s\u00edndrome de libera\u00e7\u00e3o de citocinas, que ocorre em processos graves e inflamat\u00f3rios. H\u00e1 tamb\u00e9m a defici\u00eancia imune: os pacientes que recebem as c\u00e9lulas CAR-T durante muito tempo v\u00e3o receber medicamentos para melhorar a imunidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Expectativas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rocha, ainda falta verba para a ci\u00eancia e a pesquisa para que a terapia seja disponibilizada em grande escala. \u201cCusta muito caro produzir essas c\u00e9lulas, e faltam ainda os estudos de fases 1 e 2, que v\u00e3o come\u00e7ar no pr\u00f3ximo m\u00eas, para demonstrar que funciona, que n\u00e3o tem toxicidade maior para os pacientes e que pode estar no servi\u00e7o p\u00fablico. Mas \u00e9 uma etapa que demora ainda alguns anos, por isso, \u00e9 importante investir em pesquisa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista destaca que existe ainda possibilidade de uso da t\u00e9cnica em caso de tumores s\u00f3lidos. \u201cO grande problema \u00e9 que as c\u00e9lulas T n\u00e3o conseguem [se] infiltrar no tumor. Ent\u00e3o, uma das possibilidades \u00e9 encontrar outros tipos de c\u00e9lulas que possam penetrar o tumor e, para isso, precisamos de verba e apoio para a comunidade cient\u00edfica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Anvisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) informa que o procedimento de obten\u00e7\u00e3o do produto \u00e0 base de c\u00e9lulas CAR-T, utilizado no paciente Paulo Peregrino, foi notificado em janeiro deste ano e avaliado com prioridade, favorecendo a pesquisa cient\u00edfica e o uso experimental para o tratamento do linfoma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Ag\u00eancia ressalta que essa n\u00e3o \u00e9 uma terapia de rotina e n\u00e3o se aplica a todo tipo de c\u00e2ncer, e que estudos adicionais precisam ser conduzidos\u201d, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>A ag\u00eancia reguladora acrescenta que est\u00e1 empenhada na avalia\u00e7\u00e3o de novas terapias avan\u00e7adas e que recentemente selecionou dois projetos, por meio de um edital de chamamento, com o objetivo de apoiar a aprova\u00e7\u00e3o de ensaios cl\u00ednicos e a produ\u00e7\u00e3o da promissora terapia no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto tem conduzido a administra\u00e7\u00e3o do produto em um contexto experimental, fora da estrutura de um ensaio cl\u00ednico controlado. Esse recurso \u00e9 aplic\u00e1vel em circunst\u00e2ncias onde h\u00e1 risco imediato \u00e0 vida do paciente ou quando se trata de doen\u00e7as para as quais n\u00e3o existem alternativas terap\u00eauticas dispon\u00edveis no pa\u00eds. O uso experimental deve ser notificado \u00e0 Ag\u00eancia, conforme previsto em seu regulamento t\u00e9cnico (RDC 505\/2022)\u201d, completa a nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Projeto piloto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Anvisa informa que tem um projeto piloto de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica regulat\u00f3ria para o desenvolvimento de produtos de terapia avan\u00e7ada (PTAs) de interesse do SUS. O Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto foram aprovados pelo edital de chamamento, que tem como objetivo selecionar desenvolvedores nacionais para participar da iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo do projeto \u00e9 estabelecer um modelo de coopera\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria din\u00e2mico e eficaz. \u201cTal coopera\u00e7\u00e3o envolver\u00e1 a Anvisa, os pesquisadores e desenvolvedores brasileiros e o setor produtivo de sa\u00fade nacional. Este esfor\u00e7o colaborativo tem como meta estimular o desenvolvimento de PTAs para uso no SUS, abordando a demanda de um n\u00famero cada vez maior de pacientes com uma grande variedade de doen\u00e7as sem alternativas terap\u00eauticas adequadas. Essas doen\u00e7as incluem dist\u00farbios gen\u00e9ticos raros, doen\u00e7as autoimunes e oncol\u00f3gicas\u201d, destaca a ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do projeto piloto \u00e9 buscar estrat\u00e9gias para alcan\u00e7ar elevados padr\u00f5es de seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e qualidade dos produtos em estudo, para satisfazer as necessidades dos pacientes brasileiros de maneira oportuna, impulsionando o desenvolvimento e a aprova\u00e7\u00e3o dessas terapias avan\u00e7adas de forma \u00e1gil, informa a ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de os desenvolvedores j\u00e1 terem iniciado as intera\u00e7\u00f5es com a ag\u00eancia, os protocolos pr\u00e9-cl\u00ednicos e cl\u00ednicos do produto em quest\u00e3o ainda est\u00e3o em fase de ajustes, diz a Anvisa. Em mar\u00e7o de 2023, ap\u00f3s a submiss\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o inicial para o estudo, a Anvisa pediu mais esclarecimentos sobre requisitos espec\u00edficos de ensaios pr\u00e9-cl\u00ednicos de seguran\u00e7a, quest\u00f5es relacionadas ao ensaio cl\u00ednico proposto e avalia\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDeve-se ressaltar tamb\u00e9m que a documenta\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o do produto e aos respectivos controles est\u00e1 sendo elaborada e ainda n\u00e3o foi submetida \u00e0 Ag\u00eancia para an\u00e1lise\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, somente ap\u00f3s receber respostas aos questionamentos feitos e a documenta\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da terapia, a Anvisa poder\u00e1 se pronunciar sobre a aprova\u00e7\u00e3o do ensaio cl\u00ednico proposto. Vale salientar que o projeto j\u00e1 foi classificado como priorit\u00e1rio para an\u00e1lise pela ag\u00eancia\u201d, conclui a nota.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terapia celular CAR-T pode tratar linfomas e leucemias avan\u00e7adas. Por Ag\u00eancia Brasil O tratamento de alguns tipos de c\u00e2ncer, desenvolvido pelo Instituto Butantan, Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto, tem apresentado bons resultados e sua utiliza\u00e7\u00e3o no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) vem sendo estudada. 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