{"id":68623,"date":"2022-09-14T13:30:00","date_gmt":"2022-09-14T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=68623"},"modified":"2022-09-14T10:09:14","modified_gmt":"2022-09-14T13:09:14","slug":"abelhas-e-seus-mecanismos-de-defesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/abelhas-e-seus-mecanismos-de-defesa\/","title":{"rendered":"Abelhas e seus mecanismos de defesa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg?resize=589%2C506\" alt=\"\" class=\"wp-image-68624\" width=\"589\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg?resize=1024%2C880&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg?resize=300%2C258&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg?resize=768%2C660&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Abelha-sem-ferrao-14092022.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo senso comum, as melopon\u00edneas \u2013 chamadas de abelhas sem ferr\u00e3o, ou ASF &#8211; s\u00e3o inofensivas, incapazes de se defender. Afinal, n\u00e3o ferroam&#8230; Ledo engano. Um estudo de universidades paulistas mostrou o oposto. Uma das defesas \u00e9 \u201cmorder\u201d o intruso, prendendo-se a ele, e o indiv\u00edduo at\u00e9 morre para proteger a col\u00f4nia. Na esp\u00e9cie\u00a0<em>Trigona hyalinata<\/em>, conhecida como guaxup\u00e9, as oper\u00e1rias chegam ao extremo de ter a cabe\u00e7a separada do corpo, por n\u00e3o soltar a mand\u00edbula, matando ou afugentando o predador ou saqueador. Morre, mas salva seus ninhos-col\u00f4nias, onde est\u00e3o o estoque de comida (mel e p\u00f3len) e a rainha, que coloca os ovos para manter a col\u00f4nia e as larvas que v\u00e3o perpetuar a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0Um estudo realizado por pesquisadores da University of Sussex, do Reino Unido, em colabora\u00e7\u00e3o com colegas da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) \u2013 ambas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) \u2013, revelou que, apesar de serem incapazes de ferroar como as abelhas da esp\u00e9cie\u00a0<em>Apis mellifera<\/em>\u00a0(a abelha africanizada) por terem o ferr\u00e3o atrofiado, as abelhas sem ferr\u00e3o apresentam diferentes mecanismos de defesa (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/d3ddd97e-fd6f-4694-5099-08da8453b54c\/http%253a%252f%252fbitly.ws%252fsmu9\/d45d2c11-ad47-4305-8833-7ebab591b358\/eloilto.ferreiracajuhy@gmail.com\/True\" target=\"_blank\">http:\/\/bitly.ws\/smu9<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>D\u00f3i menos, mas d\u00f3i!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mordida delas d\u00f3i menos que a ferroada de uma abelha africanizada, mas pode ser suficiente para defender a col\u00f4nia, afastando o agressor. Os pr\u00f3prios pesquisadores se transformaram em cobaias, para medir o n\u00edvel de dor causado pelo ataque de cada esp\u00e9cie de abelha sem ferr\u00e3o. Para tanto, colocaram seu pr\u00f3prio bra\u00e7o na entrada da col\u00f4nia, provocando as abelhas, como se fossem um agressor. Classificaram a dor que sentiram entre 0 (pequena beliscada) e 5, uma mordida que causa uma dor desagrad\u00e1vel, capaz de romper a pele se for persistente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores observaram que a mordida das abelhas do g\u00eanero\u00a0<em>Trigona\u00a0<\/em>\u00e9 mais dolorida do que as outras esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o. Observando na lupa, verificaram que elas possuem mand\u00edbulas serrilhadas, parecendo possuir cinco \u201cdentes\u201d afiados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores resolveram testar a persist\u00eancia das abelhas em defender sua col\u00f4nia, cujo limite \u00e9 o suic\u00eddio. Colocaram uma bandeira tremulando na entrada da col\u00f4nia, aparentando um agressor. As abelhas \u201cmorderam\u201d a bandeira, prendendo-se a ela. Ent\u00e3o, tiveram suas asas puxadas com pin\u00e7as, para ver se largavam o agressor, ou se preferiam ficar sem as asas \u2013 uma condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. As oper\u00e1rias de seis esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o mais agressivas demostraram disposi\u00e7\u00e3o de sofrer danos fatais e morrer, mas n\u00e3o soltavam a bandeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Outras formas de defesa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 sabemos que as abelhas africanizadas utilizam seu ferr\u00e3o, injetando uma toxina nos agressores, afastando-os e, em alguns casos, podendo mat\u00e1-los. Na natureza, as abelhas escolhem locais bem protegidos, dentro de ocos de \u00e1rvores grossas, numa cavidade entre pedras, ou no alto de \u00e1rvores, dificultando o acesso de predadores naturais como for\u00eddeos, formigas, lagartos, aranhas, p\u00e1ssaros, sapos, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o perigo for muito grande, as abelhas que percebem o risco \u2013 normalmente as guardi\u00e3s ou soldados \u2013 liberam subst\u00e2ncias vol\u00e1teis, que alertam todos os demais membros da col\u00f4nia. Esse alerta ajuda a formar um grande \u201cex\u00e9rcito\u201d, que se une para combater o invasor. Algumas esp\u00e9cies, como a jata\u00ed (<em>Tetragonisca angustula<\/em>) possuem uma guarda refor\u00e7ada perto do ninho, o que inclui uma \u201cfor\u00e7a a\u00e9rea\u201d de guardi\u00e3s que sobrevoam permanentemente a entrada do mesmo, para detectar qualquer perigo \u00e0 col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 esp\u00e9cies de abelhas que, \u00e0 noite, fecham a entrada do ninho com uma esp\u00e9cie de tela, que permite o ingresso de ar, mas impede a entrada de predadores. A teia \u00e9 constru\u00edda com cerume, que \u00e9 uma subst\u00e2ncia formada pela mistura de cera e resina, que foram coletadas de plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As abelhas vedam frestas no ninho com pr\u00f3polis, o que evita a entrada de predadores ou de microrganismos, como fungos ou bact\u00e9rias. Algumas esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o se defendem de invasores grudando bolinhas de pr\u00f3polis, em uma forma bem pegajosa, limitando os movimentos e podendo levar os agressores \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o possuem comportamento t\u00edmido e se escondem ao perceberem movimenta\u00e7\u00e3o perto do ninho. O objetivo \u00e9 dificultar ao agressor a localiza\u00e7\u00e3o do ninho. J\u00e1 outras esp\u00e9cies se defendem atacando os invasores. Voam ao seu redor, enrolam-se nos pelos e cabelos, mordiscando com suas mand\u00edbulas. Esp\u00e9cies de abelhas do g\u00eanero\u00a0<em>Oxytrigona<\/em>, produzem uma subst\u00e2ncia c\u00e1ustica nas gl\u00e2ndulas mandibulares, que causam dor em contato com a superf\u00edcie do corpo, podendo ocasionar queimaduras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comportamento defensivo das abelhas sem ferr\u00e3o mostra o quanto n\u00f3s, humanos, temos a aprender com insetos sociais. Eles colocam sua comunidade acima do indiv\u00edduo, e sacrificam a pr\u00f3pria vida para defender o coletivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo senso comum, as melopon\u00edneas \u2013 chamadas de abelhas sem ferr\u00e3o, ou ASF &#8211; s\u00e3o inofensivas, incapazes de se defender. Afinal, n\u00e3o ferroam&#8230; Ledo engano. Um estudo de universidades paulistas mostrou o oposto. Uma das defesas \u00e9 \u201cmorder\u201d o intruso, prendendo-se a ele, e o indiv\u00edduo at\u00e9 morre para proteger a col\u00f4nia. 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