{"id":67258,"date":"2022-08-06T22:39:55","date_gmt":"2022-08-07T01:39:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=67258"},"modified":"2022-08-06T22:39:58","modified_gmt":"2022-08-07T01:39:58","slug":"escrever-na-areia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/escrever-na-areia\/","title":{"rendered":"Escrever na areia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Reflexao_Escrever-na-areia.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"378\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Reflexao_Escrever-na-areia.jpg?resize=680%2C378\" alt=\"\" class=\"wp-image-67259\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Reflexao_Escrever-na-areia.jpg?w=680&amp;ssl=1 680w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Reflexao_Escrever-na-areia.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas estradas e sombrias montanhas da P\u00e9rsia, acompanhados de seus servos.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa manh\u00e3 chegaram \u00e0 margem de um rio onde era preciso transpor a corrente amea\u00e7adora. Ao saltar de uma pedra o jovem Mussa foi infeliz, falseando-lhe o p\u00e9 e precipitando-se no torvelinho espumejante das \u00e1guas em revoltas. Teria ali morrido, se n\u00e3o fosse Nagib, que se atirou nas correntezas e conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fez Mussa? Chamou os seus mais h\u00e1beis servos e ordenou-lhes que gravassem numa pedra esta legenda: \u201cNesse lugar, durante uma jornada Nagib salvou seu amigo Mussa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo viagem de regresso \u00e0s terras, sentados numa areia clara, puseram-se a conversar e por motivo f\u00fatil, surge de repente, uma desaven\u00e7a entre os dois. Discordaram, discutiram e Nagib, num \u00edmpeto de c\u00f3lera, esbofeteou brutalmente seu amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fez Mussa? N\u00e3o revidou a ofensa. Ergueu-se e tomando tranquilo seu bast\u00e3o escreveu na areia clara: \u201cNeste lugar, durante uma jornada, Nagib por motivo f\u00fatil, injuriou, gravemente seu amigo Mussa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um de seus ajudantes observou respeitoso: \u2013 Senhor, da primeira vez, para exaltar a abnega\u00e7\u00e3o de Nagib, mandaste gravar, para sempre, na pedra, o fato heroico. E agora, que ele acaba de ofender-vos, t\u00e3o gravemente, limitas a escrever na areia incerta o ato de viol\u00eancia e covardia. A primeira legenda ficar\u00e1 para sempre. Todos os que passarem por este local dela ter\u00e3o not\u00edcia. Esta outra, por\u00e9m, riscada no tapete da areia, antes do cair da tarde, ter\u00e1 desaparecido como um tra\u00e7o de espumas entre as ondas do mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Respondeu Mussa sabiamente: \u2013 \u00c9 que, o benef\u00edcio que recebi de Nagib permanecer\u00e1 para sempre em meu cora\u00e7\u00e3o. Mas, a inj\u00faria, escrevo-a na areia, como um voto, para que depressa se apague e mais depressa ainda, desapare\u00e7a da minha lembran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 meu amigo! Aprende a gravar na pedra os favores que receberes, os benef\u00edcios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e est\u00edmulo que receberes.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprende, por\u00e9m, a escrever na areia, as inj\u00farias, as ingratid\u00f5es, as ofensas e ironias que te ferirem pela estrada da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprende a GRAVAR\u2026 Na pedra. Aprende a ESCREVER\u2026 Na areia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas estradas e sombrias montanhas da P\u00e9rsia, acompanhados de seus servos. Certa manh\u00e3 chegaram \u00e0 margem de um rio onde era preciso transpor a corrente amea\u00e7adora. Ao saltar de uma pedra o jovem Mussa foi infeliz, falseando-lhe o p\u00e9 e precipitando-se no torvelinho espumejante das \u00e1guas em revoltas. 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