{"id":66983,"date":"2022-08-01T01:00:00","date_gmt":"2022-08-01T04:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=66983"},"modified":"2022-07-31T22:05:31","modified_gmt":"2022-08-01T01:05:31","slug":"morre-no-rio-aos-96-anos-a-atriz-maria-fernanda-filha-da-poetisa-cecilia-meireles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/morre-no-rio-aos-96-anos-a-atriz-maria-fernanda-filha-da-poetisa-cecilia-meireles\/","title":{"rendered":"Morre no Rio, aos 96 anos, a atriz Maria Fernanda, filha da poetisa Cec\u00edlia Meireles"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Uma das \u00faltimas remanescentes da primeira gera\u00e7\u00e3o de atrizes modernas do Brasil, Maria Fernanda morreu na Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Jos\u00e9 em decorr\u00eancia de uma pneumonia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/mariafernanda.webp\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"462\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/mariafernanda.webp?resize=800%2C462\" alt=\"\" class=\"wp-image-66984\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/mariafernanda.webp?w=1008&amp;ssl=1 1008w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/mariafernanda.webp?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/mariafernanda.webp?resize=768%2C443&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption><sub>Maria Fernanda no papel de Gilda Baldaracci, personagem da novela Pai Her\u00f3i, de 1979 \u2014 Foto: Arquivo Globo\/Globo<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Morreu, neste s\u00e1bado (30), aos 96 anos de idade, a atriz Maria Fernanda, filha da poetisa Cec\u00edlia Meireles. Sua morte ocorreu na Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Jos\u00e9, no Humait\u00e1, onde estava internada desde ter\u00e7a-feira (26).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a unidade m\u00e9dica, Maria Fernanda morreu em decorr\u00eancia de uma pneumonia bacteriana. Vi\u00fava, ela deixou um \u00fanico filho, Luiz Heitor Fernando Meireles Gall\u00e3o, fruto de seu primeiro casamento com o diretor de TV Luiz Gallon. A fam\u00edlia n\u00e3o divulgou informa\u00e7\u00f5es sobre o funeral.<\/p>\n\n\n\n<p>Batizada Maria Fernanda Meirelles Correia Dias, a atriz nasceu no Rio de Janeiro em 25 em outubro de 1925. Era uma das tr\u00eas filhas da poetisa Cec\u00edlia Meireles, todas Marias (Maria Mathilde e Maria Elvira j\u00e1 s\u00e3o falecidas) com o pintor portugu\u00eas Fernando Correia Dias, que se suicidou quando ela tinha 10 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerada uma das \u00faltimas remanescentes da primeira gera\u00e7\u00e3o de atrizes modernas do Brasil, Maria Fernanda dedicou mais da metade de sua vida \u00e0 teledramaturgia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na televis\u00e3o, interpretou personagens marcantes em novelas hist\u00f3ricas como \u201cGabriela\u201d (1975) e \u201cPai Her\u00f3i\u201d (1979), da Globo. No cinema, participou de mais de 20 produ\u00e7\u00f5es, entre elas &#8220;Carlota Joaquina, Princesa do Brazil&#8221;, no qual interpretou a Rainha D. Maria I, a louca.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi no teatro que Maria Fernanda se consagrou artisticamente &#8211; foi Of\u00e9lia na primeira montagem brasileira da pe\u00e7a &#8220;Hamlet&#8221;, ganhou todos os pr\u00eamios teatrais do pa\u00eds pela ic\u00f4nica personagem Blanche DuBois, de \u201cUm Bonde Chamado Desejo\u201d e por anos foi jurada teatral do Pr\u00eamio Shell.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00faltimos trabalhos de Maria Fernanda como atriz foram em 2004, na pe\u00e7a \u201cA Import\u00e2ncia de Ser Fiel\u201d, do Grupo TAPA, e em 2015, no filme \u201cO Quinze\u201d (2005), baseado na obra de Rachel de Queiroz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-large-font-size\"><strong>Trajet\u00f3ria art\u00edstica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria Fernadna iniciou a carreira art\u00edstica em 1948, interpretando a personagem Of\u00e9lia, na primeira montagem de \u201cHamlet\u201d feita no Brasil, ao lado de atores como Sergio Cardoso e Sergio Britto. Logo depois, se mudou para a Europa para estudar artes c\u00eanicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida por sua voz marcante e rara sensibilidade interpretativa, Maria Fernanda alcan\u00e7ou sua consagra\u00e7\u00e3o como atriz em 1959 ao interpretar a neur\u00f3tica Blanche DuBois, em \u201cUm Bonde Chamado Desejo\u201d, de Tennessee Williams, considerada a maior personagem feminina do teatro universal.<\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a ficou em cartaz por quase dez anos e rendeu a Maria Fernanda os principais pr\u00eamios teatrais da \u00e9poca, incluindo o primeiro Pr\u00eamio Moli\u00e9re de Melhor Atriz (1963). Sua interpreta\u00e7\u00e3o se tornou t\u00e3o c\u00e9lebre que chegou a ser assistida pela pr\u00f3pria Vivien Leigh, vencedora do Oscar (1952) pelo mesmo papel, quando a atriz esteve em turn\u00ea pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma pe\u00e7a \u201cUm Bonde Chamado Desejo\u201d levou Maria Fernanda a protagonizar um epis\u00f3dio policial real em 1968, considerado o ano de chumbo da ditadura militar brasileira. A atriz foi detida por policiais militares durante apresenta\u00e7\u00e3o de uma remontagem do espet\u00e1culo em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da a\u00e7\u00e3o policial, a classe teatral se mobilizou em uma greve de 72 horas em todos os teatros do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. O desfecho foi a c\u00e9lebre \u201cPasseata da Cultura Contra a Censura\u201d, realizada na Cinel\u00e2ndia, no Centro do Rio, que reuniu um time hist\u00f3rico de atrizes marchando em frente \u00e0 multid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte da carreira de Maria Fernanda foi dedicada ao teatro. Ao longo de quase 70 anos, interpretou textos emblem\u00e1ticos de autores como Nelson Rodrigues, Martins Penna, Eur\u00edpedes, Tchekhov, Jean-Paul Sartre, Garc\u00eda Lorca, Bertolt Brecht, Arthur Miller, Strindberg, Oscar Wilde, Tchekhov e Jean Genet.<\/p>\n\n\n\n<p>No cinema, Maria Fernanda estrelou filmes na Atl\u00e2ntida e na Vera Cruz, os dois mais importantes est\u00fadios dos anos das d\u00e9cadas de 1940 e 1950. Em 1979, deu vida \u00e0 freira Joana Ang\u00e9lica, no filme hom\u00f4nimo de Walter Lima Jr., e em 1995, interpretou D. Maria I, a louca, no cl\u00e1ssico \u201cCarlota Joaquina, Princesa do Brazil\u201d, que marcou a retomada do cinema brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na TV, viveu grandes personagens como Scarlet O\u2019Hara, Ana Karenina, Salom\u00e9 e George Sand em atra\u00e7\u00f5es apresentadas ao vivo, ainda na d\u00e9cada de 1950. Na TV Globo brilhou em novelas hist\u00f3ricas como \u201cGabriela\u201d (1975) e \u201cPai Her\u00f3i\u201d (1979).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das \u00faltimas remanescentes da primeira gera\u00e7\u00e3o de atrizes modernas do Brasil, Maria Fernanda morreu na Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Jos\u00e9 em decorr\u00eancia de uma pneumonia. Morreu, neste s\u00e1bado (30), aos 96 anos de idade, a atriz Maria Fernanda, filha da poetisa Cec\u00edlia Meireles. 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