{"id":66365,"date":"2022-07-05T08:26:53","date_gmt":"2022-07-05T11:26:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=66365"},"modified":"2022-07-05T08:26:54","modified_gmt":"2022-07-05T11:26:54","slug":"depressao-pos-parto-saiba-o-que-e-e-como-identificar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/depressao-pos-parto-saiba-o-que-e-e-como-identificar\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o p\u00f3s-parto: saiba o que \u00e9 e como identificar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Estudos apontam que quase 40% das pu\u00e9rperas tiveram depress\u00e3o p\u00f3s-parto na pandemia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?resize=768%2C490\" alt=\"\" class=\"wp-image-66366\" width=\"768\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?resize=1024%2C653&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?resize=768%2C490&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?resize=1536%2C980&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Gravida_05072022.jpg?w=1600 1600w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Estudo conduzido em dois servi\u00e7os de sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em 2020, revelou que 38,8% das mulheres que deram \u00e0 luz nos hospitais p\u00fablicos da capital paulista apresentaram sintomas de depress\u00e3o p\u00f3s-parto. O percentual corresponde a quase o dobro da taxa de estudos nacionais anteriores ao per\u00edodo de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>A depress\u00e3o p\u00f3s-parto \u00e9 uma doen\u00e7a que se inicia algumas semanas ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a, podendo se estender sem limita\u00e7\u00e3o de tempo. Resumidamente, a mulher fica sem for\u00e7as e energia para seguir sua rotina. A doen\u00e7a n\u00e3o possui causa \u00fanica, mas pode ser explicada pela fase de puerp\u00e9rio \u2013 per\u00edodo ap\u00f3s o nascimento do beb\u00ea, marcado por altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, hormonais e emocionais<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo decorrer da gesta\u00e7\u00e3o, a mulher \u00e9 submetida a altas doses de horm\u00f4nios que afetam sua locomo\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio e mem\u00f3ria. Ap\u00f3s o parto, durante o puerp\u00e9rio, essa quantidade de horm\u00f4nios cai rapidamente, o que pode desencadear transtornos p\u00f3s-parto, como a depress\u00e3o\u201d, explica Yara Leite, gerente de Enfermagem do Hospital Bom Pastor, unidade pr\u00f3pria da Pr\u00f3-Sa\u00fade que atua como refer\u00eancia em Obstetr\u00edcia e Pediatria na regi\u00e3o de Guajar\u00e1-Mirim (RO).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da defici\u00eancia hormonal, a falta de uma rede de apoio e a sobrecarga materna, associadas ao medo de cont\u00e1gio pelo coronav\u00edrus e a necessidade de isolamento social \u2013 em decorr\u00eancia da pandemia da covid-19 \u2013, se destacam como motivos para a crescente taxa de depress\u00e3o p\u00f3s-parto no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A rede de apoio \u00e9 um grupo composto por todas as figuras que os pais e, principalmente, a m\u00e3e, podem contar para cuidados com o beb\u00ea, suporte emocional e escuta. Culturalmente, os av\u00f3s fazem parte da rede de apoio e, sendo esse o grupo de risco para a covid-19, sua aus\u00eancia acabou por agravar o estresse constante e consequente quadro de depress\u00e3o sofrido pelas m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniela Dias, psic\u00f3loga do Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB), unidade refer\u00eancia em atendimento \u00e0 gravidez de alto risco no interior paraense, analisa a rela\u00e7\u00e3o entre a pandemia e a taxa apresentada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo contexto da pandemia que enfrentamos, o medo do v\u00edrus se tornou um fator de risco para o desenvolvimento de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico, que aliado \u00e0 necessidade de isolamento em um momento muito marcante da vida, deixaram muitas mulheres sem amparo para seus pensamentos e ang\u00fastias\u201d, explicou a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, J\u00e9ssica Mendes se tornou m\u00e3e pela primeira vez, no Materno-Infantil de Barcarena. Com o nascimento prematuro da filha em meio \u00e0 pandemia, a jovem, de apenas 26 anos, precisou de aux\u00edlio para lidar com os novos sentimentos que surgiram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a gravidez e parto v\u00eam mais nervosismo, ansiedade, inseguran\u00e7a e medo. Ser m\u00e3e antes da previs\u00e3o de parto, em meio a uma pandemia, foi muito pra mim. Foi meu primeiro beb\u00ea e tive dificuldade em lidar com sentimentos. Voc\u00ea nunca se sente preparada para isso\u201d, relatou \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 depress\u00e3o p\u00f3s-parto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 a principal forma de se prevenir contra a depress\u00e3o p\u00f3s-parto. Por isso, \u00e9 fundamental que os m\u00e9dicos estejam preparados e tenham condutas atualizadas e as mulheres pacientes possam identificar os sinais de alerta, para buscar ajuda profissional. Daniela explicou a l\u00f3gica que envolve a depress\u00e3o p\u00f3s-parto e aponta os principais sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tristeza n\u00e3o est\u00e1 relacionada s\u00f3 com o nascimento da crian\u00e7a, ela permeia todas as atividades que antes eram prazerosas para a mulher, desde assistir sua s\u00e9rie favorita, a ir ao trabalho. Nesse caso, os sintomas mais comuns s\u00e3o sonol\u00eancia, falta de energia, altera\u00e7\u00f5es no apetite e ansiedade, como crises de p\u00e2nico e cuidado excessivo com o beb\u00ea\u201d, destacou a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 grande aliada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da preven\u00e7\u00e3o, existem outras medidas de prote\u00e7\u00e3o como, por exemplo, a amamenta\u00e7\u00e3o. Especialistas apontam que amamentar \u00e9 fundamental nesse papel, porque al\u00e9m de fortalecer a conex\u00e3o com o beb\u00ea, a pr\u00e1tica beneficia a sa\u00fade mental da m\u00e3e devido \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de ocitocina, conhecido como \u201chorm\u00f4nio do amor\u201d, que provoca sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar e relaxamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa carga hormonal ajuda a mulher a se sentir mais feliz e auxilia na recupera\u00e7\u00e3o da depress\u00e3o p\u00f3s-parto. Entretanto, o processo de amamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m demanda uma rede de apoio que a ampare e, consequentemente, ajudando na recupera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, ressaltou Yara.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o do aleitamento materno, h\u00e1 outras dicas para ajudar na preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra a depress\u00e3o p\u00f3s-parto:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Construir e acionar uma rede de apoio;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Ficar atenta \u00e0s emo\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Identificar casos de depress\u00e3o p\u00f3s-parto na fam\u00edlia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Realizar atividades f\u00edsicas;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Manter a qualidade do sono e per\u00edodos de descanso;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Participar de grupos de m\u00e3es;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 Buscar por ajuda especializada.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que em casos mais graves de depress\u00e3o, a mulher corre in\u00fameros riscos. Por isso, \u00e9 sempre recomendado entrar em contato com profissionais da sa\u00fade, como m\u00e9dicos obstetras e psic\u00f3logos, que ajudar\u00e3o na identifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, e psiquiatras, respons\u00e1veis pelo tratamento da doen\u00e7a por meio de psicoterapia e medicamentos compat\u00edveis com a amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos apontam que quase 40% das pu\u00e9rperas tiveram depress\u00e3o p\u00f3s-parto na pandemia. Estudo conduzido em dois servi\u00e7os de sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em 2020, revelou que 38,8% das mulheres que deram \u00e0 luz nos hospitais p\u00fablicos da capital paulista apresentaram sintomas de depress\u00e3o p\u00f3s-parto. 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