{"id":63043,"date":"2022-02-21T20:12:51","date_gmt":"2022-02-21T23:12:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=63043"},"modified":"2022-02-21T20:12:52","modified_gmt":"2022-02-21T23:12:52","slug":"especialistas-alertam-para-o-aumento-do-consumo-de-bebidas-e-drogas-carnaval-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/especialistas-alertam-para-o-aumento-do-consumo-de-bebidas-e-drogas-carnaval-preocupa\/","title":{"rendered":"Especialistas alertam para o aumento do consumo de bebidas e drogas; Carnaval preocupa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Sociedade m\u00e9dica fala dos males e avisa para o crescimento do uso em feriados prolongados<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Comunica\u00e7\u00e3o Sem Fronteiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"537\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg?resize=800%2C537\" alt=\"\" class=\"wp-image-39098\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg?resize=768%2C515&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/dirigir-alcoolizado.jpg?resize=250%2C168&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No primeiro ano da pandemia da Covid-19, os brasileiros recorreram mais \u00e0s bebidas alc\u00f3olicas e \u00e0s drogas. Levantamento feito pela Global Drug Survey (GDS) em 2020 e divulgado no ano passado, mostra um aumento de 17.2% no consumo de maconha; 7.4% de coca\u00edna e de 12.7% de benzodiazep\u00ednicos (ansiol\u00edticos e hipn\u00f3ticos) no Brasil. Com rela\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool, o aumento foi de 13,1%, um pouco abaixo da m\u00e9dia mundial de 13,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi realizada com mais de 55 mil pessoas em todo o mundo e desenvolvida como parte de um esfor\u00e7o global para entender melhor o impacto da pandemia na vida das pessoas, com foco no uso de \u00e1lcool e outras drogas, sa\u00fade mental e relacionamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alertar sobre o assunto, foi criado o Dia Nacional de Combate \u00e0s Drogas e ao Alcoolismo, que \u00e9 comemorado em 20 de fevereiro. Ap\u00f3s dois anos de pandemia, a rotina das pessoas voltou a uma certa normalidade e os feriados prolongados seguem como oportunidade para o uso dessas subst\u00e2ncias. No Brasil, o principal deles \u00e9 o Carnaval, per\u00edodo popularmente conhecido pelas pessoas se extravasarem e cederem aos excessos. Neste ano, devido a variante \u00f4micron, muitas cidades cancelaram as celebra\u00e7\u00f5es da data, principalmente as p\u00fablicas, mas as festas particulares seguem permitidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Legalizadas, as bebidas alc\u00f3olicas s\u00e3o de f\u00e1cil acesso para as pessoas. O hepatologista Rafael Ximenes, percebe aumento de demanda ap\u00f3s feriados prolongados. <em>\u201cDepois de festas e feriados, aumenta a procura m\u00e9dica, seja de quem j\u00e1 consome \u00e1lcool e piora, seja de quem bebe pouco e passa mal\u201d<\/em>. Ele ainda fala dos sinais imediatos do consumo de \u00e1lcool. <em>\u201cEm um primeiro momento existem mudan\u00e7as de comportamento, perdas de reflexo, as quais causam acidentes, e ainda viol\u00eancia\u201d<\/em>, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico explica que o consumo constante e exagerado das bebidas causa, a longo prazo, pancreatite, cirrose, les\u00f5es neurol\u00f3gicas e no cora\u00e7\u00e3o, mas que no in\u00edcio elas n\u00e3o apresentam sinais. <em>\u201cOs sintomas s\u00f3 aparecem quando a doen\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 grave. A pancreatite causa dor na parte superior da barriga e diarreia. A icter\u00edcia, que s\u00e3o os olhos e a pele amarelados, pode ser sinal de cirrose ou hepatite alc\u00f3olica\u201d<\/em>, exemplifica Rafael, citando que uma forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 ir ao m\u00e9dico regularmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que algumas pessoas pensam, n\u00e3o \u00e9 o tipo da bebida que ir\u00e1 fazer mais ou menos mal, mas o seu consumo. <em>&#8220;Dependendo da quantidade ingerida, a cerveja \u00e9 mais leve, com menor teor alc\u00f3olico, mas as pessoas costumam beber mais\u201d<\/em>, ressalta Rafael Ximenes. <em>\u201cO recomendado \u00e9 que as mulheres consumam no m\u00e1ximo sete doses por semana e os homens 14, sendo que uma dose equivale a uma lata de cerveja, 40 ml de destilado ou uma ta\u00e7a de vinho de 125 ml\u201d<\/em>, indica o hepatologista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Outras drogas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A psiquiatra Lucila Pereira Neves conta que normalmente as pessoas come\u00e7am a beber ou experimentam drogas por curiosidade, incentivo de amigos, para se divertir ou para dar al\u00edvio a algum sentimento ruim, como tristeza, timidez ou ansiedade. <em>\u201cO uso repetitivo poder\u00e1 levar ao v\u00edcio devido a um mecanismo neurobiol\u00f3gico desencadeado pela pr\u00f3pria subst\u00e2ncia consumida, que leva a uma descarga de dopamina no c\u00e9rebro. A dopamina \u00e9 um neurotransmissor que nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de prazer. Com isso, ocorre o desejo de repetir o uso\u201d<\/em>, explica ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto as drogas quanto as bebidas trazem muitas consequ\u00eancias para quem consome. <em>\u201cOs males f\u00edsicos, como altera\u00e7\u00f5es hep\u00e1ticas, pulmonares, dores neurop\u00e1ticas, desnutri\u00e7\u00e3o; males cognitivos, como preju\u00edzo da intelig\u00eancia, aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e racioc\u00ednio. Existem os males emocionais, como depress\u00e3o, ansiedade e piora dos transtornos psiqui\u00e1tricos que a pessoa j\u00e1 possua; males sociais, com preju\u00edzo nos relacionamentos com familiares, amigos e profissionais. E ainda os males financeiros, pois o dependente qu\u00edmico, al\u00e9m de perder emprego ou n\u00e3o conseguir ser empregado, se desfaz de seus bens para financiar o v\u00edcio\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica destaca que a melhor forma de evitar o v\u00edcio \u00e9 n\u00e3o experimentar. <em>\u201cUma vez experimentadas, a chance de evolu\u00e7\u00e3o para depend\u00eancia pode ser imprevis\u00edvel, a depender de v\u00e1rios fatores\u201d<\/em>, explica. Um dependente qu\u00edmico n\u00e3o afeta apenas a si, mas tamb\u00e9m a quem est\u00e1 \u00e0 sua volta. <em>\u201cTraz tristeza aos familiares, que muitas vezes n\u00e3o sabem como ajudar. Al\u00e9m de ficar mais exposto a viol\u00eancia e acidentes e ele mesmo praticar atos violentos e criminosos, levando a repercuss\u00f5es jur\u00eddicas\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucila Pereira concorda que, ap\u00f3s o Carnaval e feriados prolongados, aumenta a procura por atendimento m\u00e9dico. <em>\u201cPrincipalmente por quem teve reca\u00edda, ou seja, j\u00e1 estava em um processo terap\u00eautico e procura com maior facilidade o atendimento m\u00e9dico, sem tanto medo e preconceito, que ainda s\u00e3o grandes entraves ao tratamento e a busca de ajuda\u201d<\/em>, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os tratamentos dispon\u00edveis para os dependentes qu\u00edmicos, ela cita a psicoterapia, terapia ocupacional, mudan\u00e7as do estilo de vida com atividade f\u00edsica regular, higiene do sono, alimenta\u00e7\u00e3o adequada e combate ao estresse, suporte espiritual e tratamento medicamentoso cl\u00ednico e psiqui\u00e1trico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade m\u00e9dica fala dos males e avisa para o crescimento do uso em feriados prolongados Por Comunica\u00e7\u00e3o Sem Fronteiras No primeiro ano da pandemia da Covid-19, os brasileiros recorreram mais \u00e0s bebidas alc\u00f3olicas e \u00e0s drogas. 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