{"id":62809,"date":"2022-02-11T20:51:40","date_gmt":"2022-02-11T23:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=62809"},"modified":"2022-02-11T20:51:42","modified_gmt":"2022-02-11T23:51:42","slug":"esgotamento-fisico-e-mental-e-preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/esgotamento-fisico-e-mental-e-preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade\/","title":{"rendered":"Esgotamento f\u00edsico e mental: \u00c9 preciso aprender a ter paz e serenidade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Cl\u00e1udia May Philippi \u2013 Psic\u00f3loga Cl\u00ednica\/Can\u00e7\u00e3o Nova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formacao_preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formacao_preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade.jpg?resize=768%2C576\" alt=\"\" class=\"wp-image-62810\" width=\"768\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formacao_preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade.jpg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formacao_preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption><sub>Foto Ilustrativa: Zephyr18 by Getty Images<\/sub><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Diante de tantos tormentos que diariamente enfrentamos em nossa vida, muitas vezes, ter a paz e a serenidade parece algo muito distante. Cada vez mais, entre as pessoas de todas as classes sociais, a falta de paz e serenidade torna-se uma queixa em todas as idades, todos os sexos, todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o. Algumas pessoas, por vezes, apresentam aquilo que \u00e9 chamado, no meio m\u00e9dico, psiqui\u00e1trico e psicoter\u00e1pico de: s\u00edndrome do p\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse quadro \u00e9 caracterizado por uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es emocionais e f\u00edsicas, incluindo, por exemplo, taquicardia, falta de ar, sintomas que se mostram incontrol\u00e1veis. \u00c9 um tipo de medo, muito intenso e um tanto generalizado e, acima de tudo, \u00e9 um excelente exemplo do quanto se faz necess\u00e1ria uma reformula\u00e7\u00e3o de nossos h\u00e1bitos, de nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos um tempo corrido, uma vida impessoal, em que j\u00e1 n\u00e3o temos tempo para conversas, conviv\u00eancias. Falta a hora do jantar, do caf\u00e9; faltam os pequenos rituais familiares, em que todos se encontravam e se olhavam. Falta tempo para a intimidade. \u00c0s vezes, at\u00e9 existe tempo para essas coisas, mas a competitividade que somos \u201cobrigados\u201d a apresentar, torna nossas rela\u00e7\u00f5es frias, superficiais. Ficamos receosos quanto a confiar nas pessoas, nos expor, nos apegarmos, amarmos, dependermos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>A vida \u00e9 composta por desafios di\u00e1rios, por isso, precisamos de serenidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa falta de suporte afetivo, sutilmente, acaba por nos incutir um sentimento de desamparo que, muitas vezes, fornece a base para quadros como a s\u00edndrome de p\u00e2nico; a depress\u00e3o e a ansiedade. Voc\u00ea sabe do que estamos falando? J\u00e1 sentiu esse desamparo mesmo cercado de pessoas que, de alguma forma, devem nos amar, mas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quais n\u00e3o nos sentimos \u00e0 vontade para dividirmos o fardo do dia a dia? Voc\u00ea conhece algu\u00e9m assim? Por vezes, o fardo pesa, os problemas sufocam e nos vemos impossibilitados de dividir, com quem quer que seja, o que vivemos. Alguns n\u00e3o acreditam que o que vivem pode ser importante para algu\u00e9m; outros at\u00e9 sabem que aquilo que fazem \u00e9 importante sim, mas s\u00f3 \u00e9 importante, s\u00f3 \u00e9 valorizado pelo outro, se a pessoa for bem sucedida naquilo que faz, naquilo que vive.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de fracasso, de dificuldades, a pessoa \u00e9 levada a \u201cse virar\u201d sozinha. A situa\u00e7\u00e3o parece t\u00e3o sem sa\u00edda que muitos buscam uma solu\u00e7\u00e3o externa, um rem\u00e9dio, um conselho m\u00e1gico. No entanto, a solu\u00e7\u00e3o pode estar mais perto do que se imagina: pode estar \u201cdentro\u201d de voc\u00ea; na mudan\u00e7a dos seus h\u00e1bitos, nas suas iniciativas, principalmente nas rela\u00e7\u00f5es com aqueles que lhe s\u00e3o mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>O que minha hist\u00f3ria influ\u00eancia neste processo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas que vivem essa situa\u00e7\u00e3o a qual descrevemos, trazem em sua hist\u00f3ria uma rela\u00e7\u00e3o familiar na qual n\u00e3o foram valorizadas; v\u00e1rias vezes foram desqualificadas, criticadas, abandonadas, at\u00e9 mesmo violentadas. A fam\u00edlia, o primeiro suporte afetivo, n\u00e3o esteve presente. Outras pessoas encontram uma estrutura familiar super protetora, ou seja, cuidam, apoiam, mas n\u00e3o deixam a pessoa aprender a cuidar da vida, n\u00e3o deixam a pessoa experimentar frustra\u00e7\u00f5es e aprender a super\u00e1-las; assim, n\u00e3o desenvolvem confian\u00e7a. Tornam-se pessoas inseguras.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser \u00fatil pensar na fam\u00edlia da qual sa\u00edmos, pois fornece o modelo das rela\u00e7\u00f5es que aprendemos a construir; nos informa sobre a maneira como aprendemos a olhar para os outros: percebemos os outros como inimigos, como avaliadores? Ou (como deveria ser) os percebemos como aliados, c\u00famplices, na aventura que \u00e9 a vida? Se n\u00e3o sabemos quem s\u00e3o as pessoas importantes para n\u00f3s e se n\u00e3o sabemos desfrutar do apoio deles, qualquer coisa passa a ser amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E, se nos percebemos diante dos outros como rivais, se nos percebemos constantemente sob avalia\u00e7\u00e3o, a forma de sairmos dessa condi\u00e7\u00e3o para a condi\u00e7\u00e3o de amigos, companheiros, c\u00famplices \u00e9 por meio do di\u00e1logo. Um di\u00e1logo onde possamos assumir nossas fraquezas, pedir ajuda, sermos humildes. Ningu\u00e9m nasceu pronto, perfeito. E, de que adianta ser amado se n\u00e3o nos deixamos ser amados? De que adianta ser amado se n\u00e3o podemos desfrutar do colo, da amizade, da compreens\u00e3o daqueles a quem amamos?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante aprendermos a receber amor, a pedir ajuda, a solicitar apoio, reconhecer falhas. As rela\u00e7\u00f5es familiares s\u00e3o o melhor lugar para colocar isso em pr\u00e1tica. Fazer \u00e9 aprender a amar\u2026 Amar em via dupla: dar e receber amor; e ensinar o outro a faz\u00ea-lo. Assim, \u00e9 hora de retomar os pequenos h\u00e1bitos, talvez at\u00e9 os que foram citados no in\u00edcio deste texto e que nos tornam parte de algo maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cl\u00e1udia May Philippi \u2013 Psic\u00f3loga Cl\u00ednica\/Can\u00e7\u00e3o Nova Diante de tantos tormentos que diariamente enfrentamos em nossa vida, muitas vezes, ter a paz e a serenidade parece algo muito distante. Cada vez mais, entre as pessoas de todas as classes sociais, a falta de paz e serenidade torna-se uma queixa em todas as idades, todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":62810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-62809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formacao_preciso-aprender-a-ter-paz-e-serenidade.jpg?fit=768%2C576&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62809"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62811,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62809\/revisions\/62811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}