{"id":62739,"date":"2022-02-08T20:37:55","date_gmt":"2022-02-08T23:37:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=62739"},"modified":"2022-02-08T20:37:56","modified_gmt":"2022-02-08T23:37:56","slug":"chegando-ao-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/chegando-ao-destino\/","title":{"rendered":"Chegando ao destino"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Reflexao_08022022_Ximagem.jpeg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"625\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Reflexao_08022022_Ximagem.jpeg?resize=500%2C625\" alt=\"\" class=\"wp-image-62740\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Reflexao_08022022_Ximagem.jpeg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Reflexao_08022022_Ximagem.jpeg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption><sub>Foto: Ximagem<\/sub><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Durante anos, nas suas sess\u00f5es de medita\u00e7\u00e3o, o mestre observou a presen\u00e7a de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o mestre sozinho aproximou-se dele, interpelando-o: &#8211; Mestre, h\u00e1 muitos anos venho ao seu centro de medita\u00e7\u00e3o e tenho reparado no grande n\u00famero de monges e freiras ao seu redor e no n\u00famero ainda maior de leigos, homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns deles alcan\u00e7aram plenamente a realiza\u00e7\u00e3o. Qualquer um pode comprovar isso. Outros experimentaram certa mudan\u00e7a em sua vida. Tamb\u00e9m hoje s\u00e3o pessoas mais livres.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, senhor, tamb\u00e9m noto que h\u00e1 um grande n\u00famero de pessoas, entre as quais me incluo, que permanecem como eram. N\u00e3o mudaram nada, ou n\u00e3o mudaram para melhor. Por que h\u00e1 de ser assim, mestre? Por que o senhor n\u00e3o usa do seu poder e do seu amor para libertar a todos?<\/p>\n\n\n\n<p>O mestre sorriu e perguntou: &#8211; De que cidade voc\u00ea vem? &#8211; Eu venho de Rajagaha, mestre, a trezentos quil\u00f4metros daqui.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea ainda tem parentes ou neg\u00f3cios nessa cidade? &#8211; Sim, mestre. Tenho parentes, amigos e ainda mantenho neg\u00f3cios em Rajagaha, de modo que frequentemente vou para l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ent\u00e3o, meu jovem, voc\u00ea deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade. &#8211; Sim, mestre, eu o conhe\u00e7o perfeitamente. Diria que at\u00e9 com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Rajagaha, tantas vezes o percorri.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Deve, ent\u00e3o, acontecer de algumas pessoas \u00e0s vezes o procurarem, pedindo-lhe que lhes explique o caminho, at\u00e9 l\u00e1. Quando isso ocorre, voc\u00ea esconde alguma coisa delas ou explica-lhes claramente o caminho? &#8211; O que haveria para esconder, mestre? Eu lhes explico claramente o caminho, de maneira a n\u00e3o deixar nenhuma d\u00favida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E essas pessoas \u00e0s quais voc\u00ea d\u00e1 explica\u00e7\u00f5es t\u00e3o claras\u2026 todas elas chegam \u00e0 cidade? &#8211; Como poderiam, mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho at\u00e9 o fim \u00e9 que chegam a Rajagaha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; \u00c9 exatamente isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas v\u00eam a mim sabendo que sou algu\u00e9m que j\u00e1 percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas v\u00eam a mim e perguntam: &#8220;Qual \u00e9 o caminho para a realiza\u00e7\u00e3o&#8221;? E o que h\u00e1 para esconder? Eu lhes explico claramente o caminho. Se algu\u00e9m simplesmente abana a cabe\u00e7a e diz &#8220;Ah, \u00e9 um lindo caminho, mas n\u00e3o me darei ao trabalho de percorr\u00ea-lo&#8221;, como essa pessoa pode chegar ao seu destino?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o carrego ningu\u00e9m nos ombros. Ningu\u00e9m pode carregar ningu\u00e9m nos ombros at\u00e9 o seu destino. No m\u00e1ximo, \u00e9 poss\u00edvel dizer: &#8220;Este \u00e9 o caminho e \u00e9 assim que eu o percorro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Se voc\u00ea tamb\u00e9m trabalhar, se tamb\u00e9m caminhar, certamente atingir\u00e1 o seu destino. Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por si, sentir cada um dos seus passos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Quem deu um passo est\u00e1 um passo mais pr\u00f3ximo. Quem deu cem passos est\u00e1 cem passos mais pr\u00f3ximo. Mas voc\u00ea tem que percorrer o caminho por si s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><strong><em>AD<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos, nas suas sess\u00f5es de medita\u00e7\u00e3o, o mestre observou a presen\u00e7a de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo. Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o mestre sozinho aproximou-se dele, interpelando-o: &#8211; Mestre, h\u00e1 muitos anos venho ao seu centro de medita\u00e7\u00e3o e tenho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":62740,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-62739","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexao"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Reflexao_08022022_Ximagem.jpeg?fit=500%2C625&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62739"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62739\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62741,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62739\/revisions\/62741"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62740"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}