{"id":62094,"date":"2022-01-07T07:08:18","date_gmt":"2022-01-07T10:08:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=62094"},"modified":"2022-01-07T07:08:19","modified_gmt":"2022-01-07T10:08:19","slug":"2021-a-ironia-de-mais-um-ano-que-ficara-marcado-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/2021-a-ironia-de-mais-um-ano-que-ficara-marcado-na-historia\/","title":{"rendered":"2021 &#8211; A ironia de mais um ano que ficar\u00e1 marcado na hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Andr\u00e9a Ladislau &#8211; Psicanalista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andrea-Ladislau-07012022.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andrea-Ladislau-07012022.jpg?resize=750%2C500\" alt=\"\" class=\"wp-image-62095\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andrea-Ladislau-07012022.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andrea-Ladislau-07012022.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Andrea-Ladislau-07012022.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption><sub>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/sub><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Existe um elemento no ano de 2021 que imputou e promoveu uma verdadeira aposta de cancelamentos e desejos para que ele seja mais um ano apagado da mem\u00f3ria de milhares de pessoas: A pandemia, que promoveu o desaparecimento definitivo de milhares de pessoas. Sim, mais 365 dias indescrit\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos, antes de seu fim ele j\u00e1 havia terminado, terminou praticamente logo ap\u00f3s ter iniciado. Terminou diante de tantas dores e inseguran\u00e7a que assolaram o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste cen\u00e1rio \u00e9 natural sentirmos um misto de sensa\u00e7\u00f5es como: a ideia de finitude, emo\u00e7\u00f5es afloradas, a esperan\u00e7a pelo que o novo pode nos trazer de bom, com a entrada em uma nova fase da vida, al\u00e9m de ang\u00fastias pinceladas de melancolia, saudosismos e depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A famosa depress\u00e3o de fim de ano que \u00e9 decorrente de uma sensa\u00e7\u00e3o de tristeza por revivermos na mente traumas passados ou um grande estresse ao longo dos \u00faltimos 365 dias. Mas especialistas de sa\u00fade mental acreditam que essa depress\u00e3o poder\u00e1 ser ainda mais devastadora. O estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico provocado pela pandemia, associado a perdas de milhares de pessoas, certamente, ir\u00e1 proporcionar transtornos ps\u00edquicos jamais vistos em anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 na reta final de um ano que, naturalmente, paramos para pensar e fazer levantamentos sobre as nossas conquistas e perdas ao longo dos meses. Nos enchemos de alegria com as transforma\u00e7\u00f5es vivenciadas, mas tamb\u00e9m colecionamos expectativas frustradas e muita indigna\u00e7\u00e3o e dor por lembrar daqueles que se foram.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, aumentamos nossa culpa interna para justificar projetos ou idealiza\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o obtivemos o resultado esperado. Por isso, para muitos, o fim do ano assume muito mais um aspecto depressivo e triste do que festivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2020, quando teve in\u00edcio a pandemia, vivenciamos a limita\u00e7\u00e3o dos afetos paralisando o planeta. O decreto do distanciamento social e do isolamento, que fizeram com que o mundo vivesse algo inexplic\u00e1vel e sem precedentes. A sa\u00fade psicol\u00f3gica da maioria das pessoas foi devastada, pois est\u00e1 diretamente ligada aos seus direitos de posse e \u00e0s suas liberdades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tirar uma, ou as duas, as pessoas se desintegram emocionalmente. E \u00e9 o que temos visto, j\u00e1 que estat\u00edsticas mostram um aumento consider\u00e1vel dos casos de transtornos mentais. Em poucos meses, o v\u00edrus matou milh\u00f5es de pessoas. Milhares infectados.<\/p>\n\n\n\n<p>Cientistas trabalhando incessantemente na conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas para que entendam que as vacinas podem ser a nossa salva\u00e7\u00e3o no \u00eaxito de conten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e de suas variantes. A verdade \u00e9 que, tanto 2020 quanto 2021, foram anos do mundo \u00e0s avessas. Anos extremamente dif\u00edceis de descrever. Onde o seu fim tem sido intensamente desejado por muitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que, devemos nos manter esperan\u00e7osos e resilientes para 2022. Mas para aqueles que perderam integrantes da fam\u00edlia, e alguns perderam at\u00e9 mais de um membro em um curto espa\u00e7o de tempo, inevitavelmente, acabam alimentando sentimentos mais pessimistas. Querem apenas o t\u00e9rmino de 2021. Querem deletar da mem\u00f3ria todo um ano, mesmo que isso seja imposs\u00edvel de ser feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 muito radical dizer foram anos perdidos. Anos que devem ser cancelados ou que n\u00e3o deveriam ter existido. Tivemos sim atrasos e retrocessos. Muitos projetos ficaram estacionados. Mas tamb\u00e9m nos apresentaram transforma\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es em todos os campos da vida. O que vamos fazer com as li\u00e7\u00f5es que aprendemos de forma t\u00e3o inusitada?<\/p>\n\n\n\n<p>Apagamos e fingimos nunca ter ocorrido? N\u00e3o podemos negar que foram anos de grandes aprendizados. Aprendemos a incluir em nossos dias um novo modo de viver. Apesar das graves consequ\u00eancias sociais e emocionais da pandemia, vivenciamos gestos mais solid\u00e1rios. Pessoas que antes n\u00e3o olhavam para o lado, resolveram se mexer e ajudar, de alguma maneira, seu pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caos mostrou um novo jeito de viver que, atrav\u00e9s das redes sociais e do online, nos aproximou mais das pessoas que amamos e que, por vezes est\u00e1vamos distantes. Idosos est\u00e3o mais inclusivos nas tecnologias e o contato foi facilitado por um mundo virtual que tomou novas propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Artistas se reinventaram para levar sua arte para a popula\u00e7\u00e3o, assim como m\u00e9dicos e profissionais de sa\u00fade mental tamb\u00e9m aderiram \u00e0 telemedicina, proporcionando mais conforto e seguran\u00e7a aos seus pacientes. A colabora\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3ximo nunca foi t\u00e3o intensificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos emp\u00e1ticos se espalham pelo mundo. A\u00e7\u00f5es louv\u00e1veis, afinal cuidar \u00e9 um ato glorioso que tende a tornar o mundo muito melhor. A mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de higiene e cuidado, para se evitar doen\u00e7as e promover uma melhor qualidade de vida, tamb\u00e9m se destaca dentro das novas rotinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, um dos pontos fortes foram as solu\u00e7\u00f5es encontradas para suportar o isolamento social estimulando a criatividade, o que demonstra que podemos adaptar a nossa capacidade de enfrentamento conforme o desafio proposto. Percebemos, a duras penas, que o decreto das prioridades e o modo operandis da comunica\u00e7\u00e3o global, sofreram altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas, mas, ao mesmo tempo, muito favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos aprendendo a planejar hor\u00e1rios e a descontruir a necessidade de acelera\u00e7\u00e3o, com os quais os conceitos de autodisciplina e autocontrole est\u00e3o sendo melhor canalizados. Par\u00e2metros de uma nova realidade trazida pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, um outro ponto super positivo foi a conscientiza\u00e7\u00e3o e entendimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia da sa\u00fade mental. O n\u00famero de pessoas em busca de atendimento psicoter\u00e1pico foi ampliado de forma consider\u00e1vel. A valoriza\u00e7\u00e3o do autoconhecimento e equil\u00edbrio emocional, proporcionados pela terapia, ficou evidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nossa capacidade em ser resiliente est\u00e1 sendo colocada \u00e0 prova a todo momento. Estamos sendo desafiados a fortalecer nossa percep\u00e7\u00e3o de mundo, para que assim possamos lidar melhor com o invis\u00edvel e com n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Visto que, tudo aquilo que foge ao nosso controle, certamente, poder\u00e1 desencadear inseguran\u00e7as, al\u00e9m de transtornos, neuroses ps\u00edquicas e desajustes em nosso organismo. Mas constatamos, da pior maneira, que n\u00e3o temos o controle sobre nada. Descobrimos um novo universo que exige do indiv\u00edduo muito mais sanidade e equil\u00edbrio, sem fugir da realidade. Gerando a necessidade de conciliar mundo interno com mundo externo de uma forma cada vez mais saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhados por outro vi\u00e9s, muitos h\u00e1bitos adquiridos em tempos de Covid-19, trouxeram a consci\u00eancia do senso de urg\u00eancia, o decreto das prioridades e a potencializa\u00e7\u00e3o do senso de coletividade, como estrat\u00e9gias de contribui\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Tempos dif\u00edceis que contribu\u00edram tamb\u00e9m para a aceita\u00e7\u00e3o e o reconhecimento dos nossos pr\u00f3prios limites, fortalecendo assim, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Trazendo ao consciente as aplica\u00e7\u00f5es do senso de pertencimento, da comunica\u00e7\u00e3o e da uni\u00e3o; excelentes aliados na prote\u00e7\u00e3o de nossa sobreviv\u00eancia f\u00edsica e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, n\u00e3o podemos negar que o ano de 2021 tamb\u00e9m mostrou um mundo diferente. Estamos num momento hist\u00f3rico, desafiador, inimagin\u00e1vel e, portanto, inesquec\u00edvel, que marcar\u00e1 para sempre a todos que por ele passaram. \u00c9 fato que, o ser humano se transformou, se n\u00e3o todos, a sua grande maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de ruptura tem promovido a valoriza\u00e7\u00e3o dos detalhes e a busca por escolhas mais conscientes. Podemos administrar melhor essa sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, que faz parte da condi\u00e7\u00e3o humana, e fortalecer nossas esperan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao amanh\u00e3. Que possamos juntar todos os aprendizados dos \u00faltimos meses e transformar em li\u00e7\u00f5es, entendendo que apesar de tudo, podemos gerenciar nossas emo\u00e7\u00f5es e promover o nosso bem-estar.<\/p>\n\n\n\n<p>Levando para este ano, as mudan\u00e7as de h\u00e1bitos e os novos posicionamentos, que nos faz ser mais fortes, mais emp\u00e1ticos, mais cooperativos e menos imediatistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Que possamos assim, valorizar mais os pequenos detalhes, os afetos e, dentro da evolu\u00e7\u00e3o humana, acrescentar ingredientes apimentados de harmonia, leveza e, principalmente, responsabilidades. Resgatando a esperan\u00e7a da chegada de um novo ano cheio de oportunidades e conquistas, com a chancela da plena certeza do nosso papel e de nossos valores, atrav\u00e9s de uma sa\u00fade mental equilibrada e saud\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9a Ladislau &#8211; Psicanalista Existe um elemento no ano de 2021 que imputou e promoveu uma verdadeira aposta de cancelamentos e desejos para que ele seja mais um ano apagado da mem\u00f3ria de milhares de pessoas: A pandemia, que promoveu o desaparecimento definitivo de milhares de pessoas. Sim, mais 365 dias indescrit\u00edveis. Para muitos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":59401,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-62094","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Dra-Andrea-Ladislau.jpg?fit=1280%2C853&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62094"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62096,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62094\/revisions\/62096"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59401"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}