{"id":61794,"date":"2021-12-23T08:47:35","date_gmt":"2021-12-23T11:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=61794"},"modified":"2021-12-23T08:48:08","modified_gmt":"2021-12-23T11:48:08","slug":"o-natal-bonfinense-de-outrora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/o-natal-bonfinense-de-outrora\/","title":{"rendered":"O Natal bonfinense de outrora!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por S\u00e9rgio Reis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/MC_Bons-tempos-de-Natal.jpeg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/MC_Bons-tempos-de-Natal.jpeg?resize=593%2C445\" alt=\"\" class=\"wp-image-61795\" width=\"593\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/MC_Bons-tempos-de-Natal.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/MC_Bons-tempos-de-Natal.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Sa\u00edamos ao escurecer, munidos de apitos em busca da feira chique que se realizava na Pra\u00e7a Dr. Jos\u00e9 Gon\u00e7alves. O Beco do Bazar concentrava uma multid\u00e3o, que confraternizava, adquiria presentes, enquanto a meninada ensurdecia os mais velhos soprando os indefect\u00edveis apitos. Os bal\u00f5es de borracha eram de porte obrigat\u00f3rio pelos infantes, que os chamavam de &#8220;bolas de Natal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As lojas ficavam lotadas. Para adentrar no Cocone, Botininha, Ferreirinha, Cometa, Ant\u00f4nio da Loja, Gr\u00e3o Duque, Benel\u00edcio, Casa Marina, Geraldo Bega, era um sacrif\u00edcio pelo consumo. Na loja do Mour\u00e3o, crian\u00e7as um tanto retardat\u00e1rias entregavam ao Papai Noel seus pedidos de presentes, escritos a l\u00e1pis em folhas de cadernos. O Colorido, na esquina da Coreia, tentava chamar aten\u00e7\u00e3o fazendo previs\u00f5es para o ano vindouro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sorveteria do Chico servia delicias geladas muito apreciadas, concorrendo na prefer\u00eancia com o Almofadinha. No Bar do Teco, concentravam aqueles que preferiam uma Brahma gelada de casco escuro a uma caminhada pelo centro da urbe. Uma parcela da boemia preferia o bar da Uni\u00e3o. Outros, mais aficcionados, jogavam &#8216;snooker&#8217; no Ant\u00f4nio. Quem tamb\u00e9m gostava de jogo fazia apostas na barraca do Arn\u00f3bio Ca\u00e7ote.<\/p>\n\n\n\n<p>Na feira chique, a barraca principal era do &#8216;Santos&#8217;. Bem defronte aos Correios. Era um luxo! Ali se encontravam del\u00edcias que, naqueles tempos, nunca estavam nas prateleiras das mercearias da cidade, como uvas, nozes, avel\u00e3s, damascos, peras e ma\u00e7\u00e3s. Morder uma ma\u00e7\u00e3, na noite de Natal, era algo fant\u00e1stico. Como tinha um sabor diferente! Famosa e tamb\u00e9m muito frequentada era a Barraca do Jesus Sangalo, o av\u00f4 de Ivete.<\/p>\n\n\n\n<p>A caminhada prosseguia em busca de outras iguarias. O algod\u00e3o doce era a pr\u00f3xima parada. A crian\u00e7ada n\u00e3o dispensava tamb\u00e9m as castanhas de caju do Edgar da Cocada, servidas em cestinhas decoradas com papel celofane. As brevidades e ginetes eram encontrados com facilidade. As frutas tropicais que chegavam em ca\u00e7u\u00e1s lotados da Grota, eram muito disputadas. Encantadoras as mangas da Maravilha! Perto do Cruzeiro se encontrava o delicioso umbu do Riacho Seco.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mais velhos tomavam uns goles de gengibirra na banca do Zez\u00e9 Pece, bebida que desapareceu com os tempos. De repente surgia o Jega Velha vestido de Papai Noel, fazendo mais palha\u00e7adas do que vivendo o esp\u00edrito de Natal. Muito aguardado era o momento que surgia a Filarm\u00f4nica dos Ferrovi\u00e1rios, sempre sob a reg\u00eancia do maestro Z\u00e9 Moc\u00f3. A &#8220;furiosa&#8221; sempre executava dobrados inesquec\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 meia noite, na Catedral, o bispo D. Antonio, auxiliado pelo C\u00f4nego Lisboa e os padres Louren\u00e7o e Vicente, celebrava solenemente a Missa do Galo, enquanto as beatas, comandadas por D. Lidinha e D. Analgesina, soltavam os acordes musicais natalinos t\u00e3o bem ensaiados durante todo o ano, sob a reg\u00eancia especial do maestro Fernando Dantas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fogos espoucavam nos c\u00e9us, rivalizando com o brilho das estrelas, sob o comando da equipe de Nen\u00e9m Fogueteiro. Encerrado o culto religioso, todos se recolhiam a suas casas, pois a energia el\u00e9trica era desligada ap\u00f3s o evento. A meninada torcia pela chegada da manh\u00e3 para ver enfim o presente que o Papai Noel depositou nos sapatinhos!<\/p>\n\n\n\n<p>Bons tempos!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por S\u00e9rgio Reis Sa\u00edamos ao escurecer, munidos de apitos em busca da feira chique que se realizava na Pra\u00e7a Dr. Jos\u00e9 Gon\u00e7alves. 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