{"id":61312,"date":"2021-12-05T09:32:07","date_gmt":"2021-12-05T12:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=61312"},"modified":"2021-12-05T09:32:31","modified_gmt":"2021-12-05T12:32:31","slug":"assedio-e-principal-violencia-a-meninas-e-mulheres-em-ambiente-virtual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/assedio-e-principal-violencia-a-meninas-e-mulheres-em-ambiente-virtual\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio \u00e9 principal viol\u00eancia a meninas e mulheres em ambiente virtual"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Dados s\u00e3o do estudo in\u00e9dito Viol\u00eancia Real do Mundo Virtual<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Por Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"479\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg?resize=800%2C479\" alt=\"\" class=\"wp-image-61313\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Assedio_a_mulheres_foto_madalena_rodrigues.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption><sub>Foto: Madalena Rodrigues<\/sub><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A principal viol\u00eancia que mulheres e meninas sofrem em ambientes digitais \u00e9 o ass\u00e9dio nas intera\u00e7\u00f5es virtuais (38%) e, na sequ\u00eancia, as amea\u00e7as de vazamento de imagens \u00edntimas (24%). Os dados s\u00e3o da segunda etapa do estudo in\u00e9dito <strong>Al\u00e9m Do Cyberbulliny: A Viol\u00eancia Real Do Mundo Virtual<\/strong>, desenvolvido pelo Instituto Avon em conjunto com a Decode, empresa especializada em pesquisa digital. O resultado corresponde ao per\u00edodo entre julho de 2020 e fevereiro de 2021, quando estavam em vigor as medidas de isolamento social e de fechamento de espa\u00e7os. A outra etapa do estudo foi realizada antes da pandemia de covid-19, entre janeiro de 2019 e mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Para investigar a viol\u00eancia de g\u00eanero na internet, o estudo analisou mais de 286 mil v\u00eddeos, 154 mil men\u00e7\u00f5es, coment\u00e1rios e rea\u00e7\u00f5es na forma de curtidas, compartilhamentos e repercuss\u00f5es que ocorreram em ambientes digitais, e mais de 164 mil postagens de not\u00edcias sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra conclus\u00e3o da pesquisa relacionada ao per\u00edodo de pandemia \u00e9 que metade dos casos de ass\u00e9dio envolve recebimento de mensagens n\u00e3o consensuais com conte\u00fado de conota\u00e7\u00e3o sexual. Foi relatado ainda o envio de fotos \u00edntimas e coment\u00e1rios de \u00f3dio contra as mulheres. Ex-companheiros s\u00e3o ligados a 84% dos relatos de stalking, que s\u00e3o casos de persegui\u00e7\u00e3o praticada em meios digitais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBoa parte de vazamentos de nudes envolve ex-companheiros, ex-parceiros, pessoas que receberam materiais enviados de forma consentida, s\u00f3 que n\u00e3o era consentido que eles espalhassem a seu bel-prazer\u201d<\/em>, disse a coordenadora de pesquisa e impacto do Instituto Avon, Beatriz Accioly, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento identificou tr\u00eas formas de propaga\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia no ambiente digital. A descentralizada, que \u00e9 a viol\u00eancia cometida diariamente contra mulheres e meninas. A ordenada, que ocorre a partir de grupos organizados de ataques, humilha\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m da que resulta do ato de compartilhar conte\u00fados \u00edntimos sem o consentimento ou a autoriza\u00e7\u00e3o dos envolvidos. Os pesquisadores observaram que as formas mais comuns de propaga\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias contra meninas e mulheres na internet s\u00e3o o ass\u00e9dio, o vazamento de nudes, a persegui\u00e7\u00e3o\/stalking e o registro de imagens sem consentimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Medo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a pesquisa, o resultado emocional e psicol\u00f3gico das viola\u00e7\u00f5es virtuais tem consequ\u00eancias que ultrapassam as barreiras digitais. Elas restringem a liberdade e o acesso de mulheres e meninas. O medo de sair de casa foi apontado por 35% das v\u00edtimas, e mais de 30% relataram efeitos psicol\u00f3gicos s\u00e9rios, como adoecimento ps\u00edquico, isolamento social e pensamentos suicidas. O estudo mostrou ainda que 21% delas exclu\u00edram suas contas das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo passou a fazer parte da vida de uma estudante de 19 anos, que prefere n\u00e3o ter o nome e nem o local onde mora identificados. No in\u00edcio de 2020, come\u00e7ou a receber mensagens de um perfil fake de homem. Pelo tipo de mensagem, ela j\u00e1 sabe que \u00e9 de um ex-colega de escola. A persegui\u00e7\u00e3o ou stalking ficou t\u00e3o forte que a estudante deixou de sair de casa, reduziu o n\u00famero de contatos nas redes sociais e come\u00e7ou a ter a preocupa\u00e7\u00e3o de que algo pudesse ocorrer, tanto com ela, quanto com algu\u00e9m da fam\u00edlia. Com a pandemia, ela, que estudava fora, teve que voltar para a sua cidade, onde tamb\u00e9m mora o perseguidor.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA\u00ed tudo piorou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ansiedade. Eu parei de sair, n\u00e3o s\u00f3 por causa da pandemia. N\u00e3o ia nem buscar o p\u00e3o na padaria, que \u00e9 perto de casa. Parei de sair, fechei as redes sociais, me fechei na quest\u00e3o psicol\u00f3gica emocional n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsica, de sair da rua. No fim do ano passado, essa pessoa tentou se aproximar de novo pelo perfil fake e a\u00ed mais crise de ansiedade. Neste ano, essa pessoa, com o perfil pessoal mesmo, tentou chegar perto dos meus amigos, dizendo &#8216;preciso falar muito com ela. Gosto muito dela. Preciso saber como ela est\u00e1&#8217;. Fiquei muito apavorada\u201d<\/em>, contou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O abalo emocional levou a estudante a fazer tratamento com uma psic\u00f3loga. <em>\u201cHoje estou melhor at\u00e9 para falar sobre isso, mas foi uma fase bem pesada. Colho os frutos disso at\u00e9 hoje, porque n\u00e3o me sinto \u00e0 vontade para postar coisas, penso trezentas vezes antes de postar algo refletindo sobre o caso de algu\u00e9m printar e mandar para tal pessoa. Emocionalmente, sinto que ainda estou muito presa a isso\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Suic\u00eddio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira fase da pesquisa, correspondente ao per\u00edodo entre janeiro de 2019 e mar\u00e7o de 2020, mais de 10% dos casos analisados se referem a relatos de meninas e mulheres, que depois de passarem por situa\u00e7\u00f5es de vazamentos sem consentimento, tiveram algum tipo de pensamento suicida. <em>\u201cUma em cada dez mulheres que passam por algum tipo, por exemplo, de vazamento de nudes, chega a pensar em tirar a pr\u00f3pria vida. Esse \u00e9 um dado muito grave\u201d<\/em>, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, quase 15% se sentiram culpadas e cerca de 36% demonstraram sentimento de desespero para saber como tirar o conte\u00fado do ar ou quais medidas judiciais seriam cab\u00edveis e r\u00e1pidas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA gente conseguiu trazer, com essa pesquisa, os impactos reais dessas viol\u00eancias. Eles s\u00e3o muito graves e v\u00e3o desde desenvolver medo de sair de casa, sair das redes sociais, ou seja, t\u00eam grande impacto sobre a liberdade de express\u00e3o e as formas de intera\u00e7\u00e3o. A gente usa a internet para procurar emprego, para trabalhar, para uma s\u00e9rie de coisas, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para entretenimento e divertimento\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAs emo\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em jogo, com desenvolvimento de ansiedade, estresse cr\u00f4nico, medo, ang\u00fastia t\u00eam impacto forte nas rela\u00e7\u00f5es dessas mulheres com as suas fam\u00edlias e sua rede de apoio. Para mim, a grande mensagem da pesquisa \u00e9 que o impacto do online n\u00e3o \u00e9 menos real do que a gente acha que \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o real. O virtual tamb\u00e9m \u00e9 real\u201d<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados s\u00e3o do estudo in\u00e9dito Viol\u00eancia Real do Mundo Virtual Por Ag\u00eancia Brasil A principal viol\u00eancia que mulheres e meninas sofrem em ambientes digitais \u00e9 o ass\u00e9dio nas intera\u00e7\u00f5es virtuais (38%) e, na sequ\u00eancia, as amea\u00e7as de vazamento de imagens \u00edntimas (24%). 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