{"id":58379,"date":"2021-08-01T23:24:03","date_gmt":"2021-08-02T02:24:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=58379"},"modified":"2021-08-01T23:24:04","modified_gmt":"2021-08-02T02:24:04","slug":"so-quem-vive-os-agostos-e-merecedor-da-primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/so-quem-vive-os-agostos-e-merecedor-da-primavera\/","title":{"rendered":"S\u00f3 quem vive os agostos \u00e9 merecedor da primavera"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png?resize=768%2C619\" alt=\"\" class=\"wp-image-58380\" width=\"768\" height=\"619\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png?resize=1024%2C825&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png?resize=300%2C242&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png?resize=768%2C619&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Reflexao_Passaro-01082021.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Lembro-me bem. Foi quando julho se foi que um vento mais gelado, mais destemperado, que arrastava ainda folhas deixadas pelo outono, me disse algumas verdades. Convenceu-me de que o c\u00e9u come\u00e7aria a apresentar metamorfoses avermelhadas. Que a poeira levantada por ele daria li\u00e7\u00f5es de que as coisas nem sempre ficam no mesmo lugar e que \u00e9 preciso aceitar que a poeira s\u00f3 assenta depois que os redemoinhos se v\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi quando julho se foi que a minha solid\u00e3o me convidou para uma conversa. E me contou de tempo de esperas. E me disse que o barulho das \u00e1rvores tinha algo a dizer sobre aceita\u00e7\u00e3o. E eu fiquei pensando como elas, as \u00e1rvores, aceitam as esta\u00e7\u00f5es que, se as estremecem, tamb\u00e9m lhes florescem os galhos. Mas tudo a seu tempo. Foi em agosto que descobri que os cachorros loucos s\u00e3o, na verdade, os uivos que n\u00e3o lan\u00e7amos ao vento. S\u00e3o nossos estremecimentos particulares que a nossa rigidez de certezas n\u00e3o nos permite encarar.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto \u00e9 m\u00eas jardineiro, \u00e9 dentro dele, ber\u00e7o do inverno, que as sementes dormem. Aguardam seu tempo de brotar. Agosto \u00e9 guardador da boa-nova, preparador de flores. Agosto \u00e9 quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das muta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mude, diz agosto, em seu recado de sementes. Aceite, diz agosto, com seu jeito frio de vento que levanta poeira e a faz avermelhar o c\u00e9u. Compartilhe, diz agosto. Agasalhos, sopas quentinhas, caf\u00e9s com chocolate, abra\u00e7os mais apertados \u2013 eles tamb\u00e9m aquecem a alma e aninham o corpo. Distribua mais afetos, que inverno \u00e9 acolhimento, \u00e9 tempo de preparar setembro. E, de setembro, todos sabemos o que esperar. Esperamos a arrebenta\u00e7\u00e3o das cores, que com seus mais variados nomes v\u00eam em forma de flores.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos apreciar agosto, receb\u00ea-lo com o espanto feliz de quem n\u00e3o desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas poeiras. Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color\"><strong><em>S\u00f3 quem vive bem os agostos \u00e9 merecedor da primavera<\/em>!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><strong>Miryan Lucy de Rezende<\/strong><br><em>Escritora e Educadora Infantil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembro-me bem. Foi quando julho se foi que um vento mais gelado, mais destemperado, que arrastava ainda folhas deixadas pelo outono, me disse algumas verdades. Convenceu-me de que o c\u00e9u come\u00e7aria a apresentar metamorfoses avermelhadas. 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