{"id":57782,"date":"2021-07-09T08:26:18","date_gmt":"2021-07-09T11:26:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=57782"},"modified":"2021-07-09T08:26:19","modified_gmt":"2021-07-09T11:26:19","slug":"um-mundo-sem-bar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/um-mundo-sem-bar\/","title":{"rendered":"Um mundo sem bar"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/BAR.jpeg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/BAR.jpeg?resize=800%2C600\" alt=\"\" class=\"wp-image-57783\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/BAR.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/BAR.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/BAR.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero viver em um mundo sem bar. N\u00e3o sei qual vai ser o novo normal depois do fim da quarentena, mas, definitivamente, n\u00e3o quero viver em um mundo sem bar. N\u00e3o \u00e9 pelo \u00e1lcool, acreditem. Se fosse s\u00f3 por beber, ficaria em casa com meu estoque de garrafinhas. N\u00e3o tem nada a ver com porres, ressacas ou qualquer comportamento autodestrutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, amigos. Bar \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da vida, do amor, da intelig\u00eancia e do companheirismo. No final da linha evolutiva tra\u00e7ada por Darwin, podem apostar, o que se v\u00ea \u00e9 um homem sentado no balc\u00e3o de um bar, tomando sua cervejinha em paz. Sem bar, o que nos resta \u00e9 o meteoro (ou a pandemia).<\/p>\n\n\n\n<p>Bar \u00e9 igreja, startup, sal\u00e3o de beleza, consult\u00f3rio psiqui\u00e1trico, UTI, SUS, ONU, OMS\u2026 Bar \u00e9 meio ambiente, Minist\u00e9rio da Cultura, Economia, Educa\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Direitos Humanos. O bar \u00e9 a arena das nossas maiores emo\u00e7\u00f5es. Bar \u00e9 o consolo de quem perdeu. O p\u00f3dio dos campe\u00f5es. E o olimpo de quem n\u00e3o quer competir.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou um sujeito adapt\u00e1vel. Posso viver sem muitas coisas. Abro m\u00e3o de quase tudo que possa resultar na aglomera\u00e7\u00e3o de seres humanos e, consequentemente, facilitar a dissemina\u00e7\u00e3o da nojenta da covid-19. Ou seja, est\u00e1dios de futebol, festivais de m\u00fasica e clubes de swing n\u00e3o mais contar\u00e3o com a minha presen\u00e7a pelo tempo determinado pelas autoridades. Mas um mundo sem bar \u00e9 um mundo pior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um mundo sem happy hour, sem aquela olhadinha para o rel\u00f3gio perto do fim do expediente, sem a gravata frouxa e torta no pesco\u00e7o, sem aquele suspiro de al\u00edvio ao se aboletar em um banco e encostar os cotovelos no balc\u00e3o. Um mundo sem balc\u00e3o de bar \u00e9 um mundo muito pior. \u00c9 um mundo sem a nossa t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o, sem a lousa em que rabiscamos projetos, fugas e desastrados sonetos de (des)amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero viver em um mundo sem bolovo, shot de Cynar, caipirinha, dry martini ou negroni. N\u00e3o quero viver em um mundo sem amendoim, por\u00e7\u00e3o de azeitona ou pururuca. Eu n\u00e3o quero viver em um mundo sem saideira. Eu n\u00e3o quero viver em um mundo em que eu n\u00e3o possa desenhar no ar aquele gesto universal que, em qualquer idioma, significa \u201cfecha a conta, por favor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um mundo sem bar \u00e9 um mundo sem as melhores pessoas. Como deve ser ruim um mundo em que nenhum gar\u00e7om nos chame pelo nome, em que nenhum bartender saiba qual o nosso coquetel preferido, em que nenhuma musa nos lance um olhar de desprezo ao deixar o recinto com o cara errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Um mundo sem bar \u00e9 um mundo sem empatia. \u00c9 um mundo sem amor ao pr\u00f3ximo. \u00c9 um mundo de indiferen\u00e7a. Um mundo cheio de \u201cE da\u00ed? Lamento. Quer que eu fa\u00e7a o qu\u00ea?\u201d Vai por mim! Mesmo que esse pr\u00f3ximo esteja na mesa ao lado falando bobagens, contando mentiras ou piadas ruins, ele tamb\u00e9m ser\u00e1 digno desse sublime amor de bar. Mesmo que seja um mala, um inconveniente, algu\u00e9m exaustivamente alegre ou infeliz como um cactos, ele sempre ser\u00e1 digno do infinito amor de bar.<\/p>\n\n\n\n<p>No bar, todo desconhecido ganha um voto de confian\u00e7a imediato. Todo estranho confirma Rousseau \u2013 e \u00e9 bom por natureza. O bar \u00e9 a nossa maior inven\u00e7\u00e3o. \u00c9 a nossa alma coletiva. Nosso colo de m\u00e3e. Bares funcionam como postos de abastecimento da humanidade. \u2013 Enche a\u00ed meu cora\u00e7\u00e3o com sua melhor gasolina aditivada de alma.<\/p>\n\n\n\n<p>Um brinde, sa\u00fade!<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero viver em um mundo sem bar. Quando tudo isso passar, vou sair de casa e ir direto para um balc\u00e3o. Quem puder que me siga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu n\u00e3o quero viver em um mundo sem bar. N\u00e3o sei qual vai ser o novo normal depois do fim da quarentena, mas, definitivamente, n\u00e3o quero viver em um mundo sem bar. N\u00e3o \u00e9 pelo \u00e1lcool, acreditem. Se fosse s\u00f3 por beber, ficaria em casa com meu estoque de garrafinhas. 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