{"id":55291,"date":"2021-04-02T21:19:37","date_gmt":"2021-04-03T00:19:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=55291"},"modified":"2021-04-02T21:19:38","modified_gmt":"2021-04-03T00:19:38","slug":"cmed-determina-maior-reajuste-no-preco-dos-medicamentos-desde-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/cmed-determina-maior-reajuste-no-preco-dos-medicamentos-desde-2016\/","title":{"rendered":"Cmed determina maior reajuste no pre\u00e7o dos medicamentos desde 2016"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>An\u00fancio acontece em meio \u00e0 escassez de produtos cr\u00edticos para enfrentar a Covid-19; hospitais alertam para aumento vertiginoso dos pre\u00e7os<\/em><\/h5>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Criab%C3%A7aDopada-Remedios.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"740\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Criab%C3%A7aDopada-Remedios.jpg?resize=450%2C740\" alt=\"\" class=\"wp-image-41470\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Criab%C3%A7aDopada-Remedios.jpg?w=450&amp;ssl=1 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Criab%C3%A7aDopada-Remedios.jpg?resize=182%2C300&amp;ssl=1 182w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Criab%C3%A7aDopada-Remedios.jpg?resize=152%2C250&amp;ssl=1 152w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (Cmed) anunciou nesta quinta-feira (1) que o valor m\u00e1ximo dos pre\u00e7os dos rem\u00e9dios vai subir at\u00e9 10,08% em 2021. \u00c9 o maior aumento desde 2016. O teto da Cmed serve de refer\u00eancia para produtos comercializados no varejo, mas tamb\u00e9m para as compras p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 19 de mar\u00e7o, o \u00f3rg\u00e3o havia anunciado o valor da \u00faltima vari\u00e1vel que comp\u00f5e a f\u00f3rmula para o c\u00e1lculo dos reajustes &#8211; o Fator Y, que traduz a varia\u00e7\u00e3o nos custos de insumos no mercado em geral (energia el\u00e9trica, por exemplo) e varia\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que a f\u00f3rmula foi criada, em 2002, o Fator Y foi de 0% em quase todos os anos, com apenas duas exce\u00e7\u00f5es. Neste ano, o valor foi de 4,88%. Quanto maior o valor do Fator Y, maior o percentual de reajuste repassado aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2015, os medicamentos s\u00e3o divididos em tr\u00eas n\u00edveis em fun\u00e7\u00e3o do grau de concorr\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o de gen\u00e9ricos no mercado. Assim, se um medicamento faz parte da categoria com mais concorr\u00eancia e, portanto, seu pre\u00e7o est\u00e1 sob maior press\u00e3o do mercado, maior deve ser o seu percentual de reajuste. Em 2021, os reajustes por categoria foram os seguintes: 10,08% (n\u00edvel 1); 8,44% (n\u00edvel 2); 6,79% (n\u00edvel 3).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/idec.org.br\/noticia\/fatores-x-e-z-formula-do-reajuste-dos-medicamentos\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/idec.org.br\/noticia\/fatores-x-e-z-formula-do-reajuste-dos-medicamentos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clique aqui para entender a f\u00f3rmula de reajuste da Cmed<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices pela Cmed acontece em meio \u00e0 escassez de medicamentos usados no enfrentamento \u00e0 Covid-19, motivada pelo aumento exponencial da demanda e dos pre\u00e7os cobrados pela ind\u00fastria farmac\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com of\u00edcio enviado nesta semana pelo F\u00f3rum de Governadores do Nordeste ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, pelo menos 18 estados t\u00eam estoques no limite. A mesma press\u00e3o \u00e9 observada no setor privado: segundo levantamento do Sindicato dos Hospitais, Cl\u00ednicas e Laborat\u00f3rios do Estado de S\u00e3o Paulo (SindHosp), alguns medicamentos usados na UTI tiveram aumento de at\u00e9 900%, como \u00e9 o caso do rocur\u00f4nio, um relaxante muscular usado para facilitar a intuba\u00e7\u00e3o e a respira\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong>Aumento ainda maior para o consumidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vem alertando que o aumento sentido pelos consumidores nas farm\u00e1cias pode ser ainda maior, j\u00e1 que h\u00e1 uma grande dist\u00e2ncia entre os pre\u00e7os m\u00e1ximos estipulados pela Cmed e os valores no varejo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA tabela da Cmed \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o porque o pre\u00e7o estabelecido logo na chegada de um novo produto farmac\u00eautico ao pa\u00eds \u00e9, na maior parte das vezes, artificialmente alto. Na pr\u00e1tica, isso significa que o pre\u00e7o que pagamos na farm\u00e1cia depende dos supostos descontos aplicados pelas empresas &#8211; e isso faz com que os valores possam variar duas, tr\u00eas ou quatro vezes e, ainda assim, estar dentro dos limites da regula\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, explica Ana Carolina Navarrete, coordenadora do Programa de Sa\u00fade do Idec.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, cada reajuste anual anunciado pela Cmed coloca em evid\u00eancia a urg\u00eancia de aperfei\u00e7oar a regula\u00e7\u00e3o atual. Al\u00e9m das falhas na atribui\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os-teto, outro problema apontado pelo Instituto \u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o aos reajustes negativos &#8211; o que significa que, mesmo que o mercado esteja desacelerado ou o pa\u00eds atravesse uma crise sanit\u00e1ria, como \u00e9 o caso atualmente, os pre\u00e7os sempre v\u00e3o subir.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO que vemos \u00e9 que as distor\u00e7\u00f5es que come\u00e7am com a defini\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de entrada apenas aumentam com o passar dos anos, colocando os consumidores &#8211; e principalmente aqueles que dependem de tratamentos cont\u00ednuos &#8211; em uma situa\u00e7\u00e3o muito desfavor\u00e1vel\u201d<\/em>, completa Navarrete.<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado analisa um projeto de lei que pode alterar as regras para a defini\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de medicamentos no Brasil. O PL 5591\/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (ES), prev\u00ea entre outras coisas a possibilidade de reajustar os valores para baixo e coloca novos requisitos de transpar\u00eancia para a ind\u00fastria farmac\u00eautica com o objetivo de garantir pre\u00e7os-teto mais justos.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, o Idec lan\u00e7ou a campanha Rem\u00e9dio a Pre\u00e7o Justo para apoiar a aprova\u00e7\u00e3o da proposta. Para saber mais, acesse o site da campanha: www.remedioaprecojusto.org.br.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00fancio acontece em meio \u00e0 escassez de produtos cr\u00edticos para enfrentar a Covid-19; hospitais alertam para aumento vertiginoso dos pre\u00e7os A C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (Cmed) anunciou nesta quinta-feira (1) que o valor m\u00e1ximo dos pre\u00e7os dos rem\u00e9dios vai subir at\u00e9 10,08% em 2021. \u00c9 o maior aumento desde 2016. 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