{"id":51262,"date":"2020-11-24T22:31:22","date_gmt":"2020-11-25T01:31:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=51262"},"modified":"2020-11-24T22:31:29","modified_gmt":"2020-11-25T01:31:29","slug":"o-sonho-de-martin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/o-sonho-de-martin\/","title":{"rendered":"O sonho de Martin"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"614\" height=\"411\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Reflex%C3%A3o_07.02.2020.jpg?resize=614%2C411\" alt=\"\" class=\"wp-image-41050\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Reflex%C3%A3o_07.02.2020.jpg?w=614&amp;ssl=1 614w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Reflex%C3%A3o_07.02.2020.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Reflex%C3%A3o_07.02.2020.jpg?resize=250%2C167&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Martin era uma crian\u00e7a observadora que amava a liberdade. Ele podia suportar broncas, mas as rea\u00e7\u00f5es de desprezo causavam-lhe grande impacto emocional. Infelizmente, elas foram muito constantes nos principais cap\u00edtulos de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua pele era negra e ele n\u00e3o entendia como isso poderia justificar a discrimina\u00e7\u00e3o que sofria pelas pessoas que tinham a pele branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, brancos e negros tinham os mesmos sentimentos, a mesma capacidade de pensar, a mesma necessidade de ter amigos e de amar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando repousava sua cabe\u00e7a no travesseiro, o jovem Martin viajava no mundo de suas ideias e se questionava: <em>&#8220;Por que os negros n\u00e3o podem frequentar as mesmas escolas, os mesmos clubes, os mesmos bancos das igrejas, o mesmo transporte p\u00fablico que os brancos? Por que n\u00e3o posso ter amigos brancos? N\u00e3o somos todos seres humanos?&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ele conheceu de perto a dor indecifr\u00e1vel da humilha\u00e7\u00e3o. Sofria pela discrimina\u00e7\u00e3o de que era v\u00edtima todo o seu povo. Resolveu fazer teologia a fim de navegar pelo mundo espiritual e encontrar respostas para o injusto mundo social onde estava inserido.<\/p>\n\n\n\n<p>Penetrou no sonho de Deus que nunca fez discrimina\u00e7\u00e3o de pessoas, nunca distinguiu nobres de miser\u00e1veis, reis de s\u00faditos, l\u00facidos de loucos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi contagiado pelo sonho dos direitos humanos e do respeito pela vida.<br>Nessa trajet\u00f3ria conheceu a hist\u00f3ria do mestre dos mestres.<\/p>\n\n\n\n<p>A humanidade de Jesus Cristo influenciou a humanidade do jovem Martin. Viu nele o modelo mais excelente de algu\u00e9m que combatia toda a forma de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ler sobre Jesus, Martin ficava impressionado com a sua coragem de correr riscos para proteger as pessoas segregadas de seu tempo. Os sonhos do mestre Jesus colocaram combust\u00edvel nos sonhos de Martin.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, resolveu fazer uma incurs\u00e3o pela filosofia e aprendeu a n\u00e3o calar a sua voz. Tinha uma carreira promissora. Poderia ter seguido seu pr\u00f3prio caminho e seus pr\u00f3prios interesses. No entanto, preferiu dar seu tempo e sua intelig\u00eancia para alterar a hist\u00f3ria dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Queria contribuir para o bem da humanidade. Tinha pouco mais de vinte e cinco anos, mas era arrojado, culto e determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sonhava em mostrar aos desprezados que eles n\u00e3o deveriam se envergonhar de si mesmos, que nada \u00e9 mais digno do que um ser humano. Posteriormente, participou ativamente do movimento em prol dos direitos civis.<\/p>\n\n\n\n<p>O clima era tenso e ele sabia que poderia perder a vida a qualquer momento. Mas n\u00e3o conseguia silenciar seus sonhos. Tornou-se um grande l\u00edder.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua casa sofreu atentados \u00e0 bomba, mas isso n\u00e3o o silenciou. Sofreu um atentado na noite de aut\u00f3grafos de seu livro <em>&#8220;A caminho da liberdade&#8221;<\/em>. Sobreviveu, recuperou-se e continuou seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi preso diversas vezes, mas nada parecia abalar aquele sonhador. Sua voz contagiava cora\u00e7\u00f5es e, por isso, recebeu o pr\u00eamio Nobel da Paz.<\/p>\n\n\n\n<p>E, em 04 de setembro de 1968, em Memphis, foi morto por um atirador. Martin Luther King morreu pelos seus sonhos, os quais n\u00e3o morreram com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivem, ainda, e viver\u00e3o para sempre no cora\u00e7\u00e3o daqueles que se deixam tocar pela sua hist\u00f3ria e mensagem de vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Martin era uma crian\u00e7a observadora que amava a liberdade. Ele podia suportar broncas, mas as rea\u00e7\u00f5es de desprezo causavam-lhe grande impacto emocional. 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