{"id":49795,"date":"2020-10-01T00:22:53","date_gmt":"2020-10-01T03:22:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=49795"},"modified":"2020-10-01T00:22:55","modified_gmt":"2020-10-01T03:22:55","slug":"o-cheque-escondido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/o-cheque-escondido\/","title":{"rendered":"O cheque escondido"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"601\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?resize=800%2C601\" alt=\"seaside\" class=\"wp-image-47503\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?resize=1024%2C769&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?resize=768%2C577&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?resize=1536%2C1154&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?w=1731&amp;ssl=1 1731w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pexels-photo-994605.jpeg?w=1600 1600w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption><em>Photo by Fabian Wiktor on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/seaside-994605\/\">Pexels.com<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e comportamento eram uma decep\u00e7\u00e3o para seus pais que, como bons crist\u00e3os, sonhavam em v\u00ea-lo formado e bem sucedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Um belo dia, o bom pai lhe prop\u00f4s um acordo: se voc\u00ea, meu filho, mudar de comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a universidade de medicina, lhe darei ent\u00e3o um carro de presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa do carro, o rapaz mudou da \u00e1gua para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupa\u00e7\u00e3o. Sabia que a mudan\u00e7a do rapaz n\u00e3o era fruto de uma convers\u00e3o sincera, mas apenas do interesse em obter o autom\u00f3vel. Isso era ruim!<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de medicina! Como havia prometido, o pai convidou a fam\u00edlia e os amigos para uma festa de comemora\u00e7\u00e3o. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o autom\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou as m\u00e3os uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa era uma b\u00edblia.<\/p>\n\n\n\n<p>O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse. A partir daquele dia o sil\u00eancio e dist\u00e2ncia separavam pai e filho. O jovem se sentia tra\u00eddo e, agora, lutava para ser independente.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava not\u00edcias a fam\u00edlia. O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as tentativas do pai para reatar os la\u00e7os foram em v\u00e3o. At\u00e9 que um dia o velho, muito triste com a situa\u00e7\u00e3o, adoeceu e n\u00e3o resistiu. Faleceu. No enterro, a m\u00e3e entregou ao filho, indiferente, a b\u00edblia que teria sido o \u00faltimo presente do pai e que havia sido deixada para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>De volta a sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque.<\/p>\n\n\n\n<p>A carta dizia: <em>\u201cMeu querido filho, sei o quanto voc\u00ea deseja ter um carro. Eu prometi e aqui est\u00e1 o cheque para que voc\u00ea escolha aquele carro que lhe agradar. No entanto, fiz quest\u00e3o de lhe dar um presente ainda melhor, a B\u00edblia Sagrada. Nela aprender\u00e1s o amor de Deus e a fazer o bem, n\u00e3o pelo prazer da recompensa, mas pela gratid\u00e3o e pelo dever de consci\u00eancia\u201d<\/em>. Corro\u00eddo de remorso, o filho caiu em profundo pranto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><strong>Como \u00e9 triste a vida dos que n\u00e3o sabem perdoar. Isso leva a erros terr\u00edveis e a um fim ainda pior.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><strong>Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem voc\u00ea pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, ver\u00e1 que h\u00e1 tamb\u00e9m um \u201ccheque escondido\u201d em todas as diversidades da vida.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e comportamento eram uma decep\u00e7\u00e3o para seus pais que, como bons crist\u00e3os, sonhavam em v\u00ea-lo formado e bem sucedido. 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