{"id":45880,"date":"2020-06-30T16:40:17","date_gmt":"2020-06-30T19:40:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=45880"},"modified":"2020-06-30T16:40:19","modified_gmt":"2020-06-30T19:40:19","slug":"nosso-sao-joao-a-tradicao-da-fogueira-das-mocas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/nosso-sao-joao-a-tradicao-da-fogueira-das-mocas\/","title":{"rendered":"Nosso S\u00e3o Jo\u00e3o: A tradi\u00e7\u00e3o da &#8220;Fogueira das Mo\u00e7as&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"526\" height=\"526\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/MinhaCidade-FogueiraDasMo%C3%A7as.jpg?resize=526%2C526\" alt=\"\" class=\"wp-image-45881\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/MinhaCidade-FogueiraDasMo%C3%A7as.jpg?w=526&amp;ssl=1 526w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/MinhaCidade-FogueiraDasMo%C3%A7as.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/MinhaCidade-FogueiraDasMo%C3%A7as.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"(max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fogueira das mo\u00e7as come\u00e7ou com uma ideia da Professora Giselda Sim\u00f5es Jambeiro, no m\u00eas de junho, no ano de 1970. Ela reuniu-se com Catarina, F\u00e1tima, Marly Jambeiro, Carmelita, Rute de D. Mari\u00e1, Lilinda de m\u00e3e J\u00falia, Ivana, C\u00e9lia S\u00e1 e Cac\u00e1, sugerindo fazer uma fogueira de ramos no dia 30 de junho, \u201cDia de S\u00e3o Mar\u00e7al\u201d, para homenagear as \u201cMo\u00e7as\u201d. A sugest\u00e3o foi aceita e no mesmo ano realizaram a primeira edi\u00e7\u00e3o, tendo como s\u00edtio o campinho de futebol da Rua Visconde do Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o Mar\u00e7al \u00e9 o padroeiro do desapego, do povo das \u00e1guas e das mulheres das mar\u00e9s. A celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma marca cultural que encerra os festejos juninos, perdurando at\u00e9 a madrugada de 1\u00ba de julho, em rever\u00eancia ao \u00faltimo dos quatro santos do per\u00edodo junino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u201cfogueira das mo\u00e7as\u201d tomou uma dimens\u00e3o, tal que o evento passou a fazer parte do calend\u00e1rio do S\u00e3o Jo\u00e3o de Senhor do Bonfim, marcando o encerramento das festividades juninas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na tarde do dia 30 de junho, as mo\u00e7as se reuniam para o planejamento e log\u00edstica da festa, a arruma\u00e7\u00e3o da rua, coleta dos pr\u00eamios, compra das comidas e bebidas. Definia-se tamb\u00e9m onde iriam buscar a \u00e1rvore: se na Ro\u00e7a de Seu Deca (Rua da Olaria), na Gruna (nas proximidades da fazenda Su\u00ed\u00e7a), ou na Rua Carrapichel (antiga estrada Bonfim-Juazeiro).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo saia para pegar o ramo da fogueira, com apoio da rapaziada da rua: Fernando Jambeiro, Alberto Lira (Lacerdinha); Francisco Lira (Vivi) e Raimundo (vermelho filho de D. Mari\u00e1), que faziam a condu\u00e7\u00e3o. Nos anos seguintes, a turma recebeu refor\u00e7o da garotada: Mar\u00e3o, Gu\u00e9, Biriba, Marquinho Batatinha, Cl\u00e1udio (filho de Zequinha testa rachada), Alcides, Jer\u00e9co, Pedrinho e Expedito Jambeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por volta das 17 horas, o cortejo retornava com a fogueira. Come\u00e7ava a ornamenta\u00e7\u00e3o e coloca\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios (saco de pipoca, laranja, milho, garrafas de vinho, bolo, roletes de cana e outras prendas); tudo bem amarrado nos galhos. Cavava-se um buraco e enfincava-se a \u201c\u00e1rvore\u201d, que era erguida no centro do campinho. Enquanto isso, outra parte das mo\u00e7as arrumava bandeirolas e outros adere\u00e7os, com palha de coqueiro e ouricuri. Esse era o palco da festa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegada \u00e0 noite, a fogueira era acesa e da\u00ed come\u00e7ava a \u201cguerra de espadas\u201d, tendo os moradores com defensores, enquanto os espadeiros se reuniam para \u201ccomer a fogueira crua\u201d. Diante de toda aquela disputa, a molecada e curiosos esperavam ansiosos que o fogo consumisse o caule, at\u00e9 a \u201c\u00e1rvore\u201d cair. Como a madeira era verde e demorava a ser consumida, os expectadores ficavam de olho nas guloseimas e pr\u00eamios que iriam pegar, na hora do \u201cavan\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos poucos, o fogo consumia o tronco da \u00e1rvore e era poss\u00edvel perceber a inclina\u00e7\u00e3o para sua queda. Gritavam: \u201ca fogueira caiu!\u201d. Da\u00ed, tinha in\u00edcio \u00e0 correria pelos brindes, enquanto as espadas e o foguet\u00f3rio \u201ccomiam no centro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passado esse momento, come\u00e7ava o forr\u00f3 ao som de radiola. O arrasta-p\u00e9 era acompanhado de \u201ccomes e bebes\u201d, em uma resid\u00eancia previamente escolhida, e se estendia noite adentro. E assim, os festejos Juninos eram encerrados em nossa cidade, restando uma grande saudade, e aguardando para tudo se repetir no ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por <em>Carlos Alberto Neves, &#8220;Biriba&#8221;<\/em><\/strong><br><em>Foto: Ivang\u00edlson<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fogueira das mo\u00e7as come\u00e7ou com uma ideia da Professora Giselda Sim\u00f5es Jambeiro, no m\u00eas de junho, no ano de 1970. Ela reuniu-se com Catarina, F\u00e1tima, Marly Jambeiro, Carmelita, Rute de D. 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