{"id":41780,"date":"2020-03-08T10:06:32","date_gmt":"2020-03-08T13:06:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=41780"},"modified":"2020-03-08T10:06:38","modified_gmt":"2020-03-08T13:06:38","slug":"violencia-contra-a-mulher-brasil-tem-leis-progressistas-mas-ainda-enfrenta-barreiras-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/violencia-contra-a-mulher-brasil-tem-leis-progressistas-mas-ainda-enfrenta-barreiras-culturais\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra a mulher: Brasil tem leis progressistas, mas ainda enfrenta barreiras culturais"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Dois ter\u00e7os dos pa\u00edses do mundo possuem leis punitivas, segundo Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime<\/em><\/h5>\n\n\n\n<p><strong>M2 Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lei-mulher_1.jpg?resize=514%2C294\" alt=\"\" class=\"wp-image-28901\" width=\"514\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lei-mulher_1.jpg?w=334&amp;ssl=1 334w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lei-mulher_1.jpg?resize=300%2C172&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/lei-mulher_1.jpg?resize=250%2C143&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 514px) 100vw, 514px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Numa compara\u00e7\u00e3o internacional, o Brasil est\u00e1 no hall dos 140 pa\u00edses que possuem leis que punem, de alguma maneira, a viol\u00eancia contra a mulher. Isso representa dois ter\u00e7os das na\u00e7\u00f5es. Ainda restam 40 que simplesmente n\u00e3o possuem legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento divulgado essa semana pelo N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da USP e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica revelou que, embora o n\u00famero de homic\u00eddios dolosos de mulheres tenha diminu\u00eddo no ano passado no pa\u00eds (queda de 14,1%, 3.739 casos), o de feminic\u00eddios aumentou 7,3% (1.314 mulheres casos, uma mulher a cada sete horas).<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2015, a legisla\u00e7\u00e3o mudou no Brasil e passou a prever penas mais graves para aqueles homic\u00eddios que estejam ligados \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o da mulher. <em>\u201cGeralmente, o feminic\u00eddio envolve viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar ou clara discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher. S\u00e3o crimes de \u00f3dio motivados pela condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, geralmente impulsionados pelo ci\u00fame, pelo motivo passional. A pena varia de 12 a 30 anos de pris\u00e3o\u201d<\/em>, explica o criminalista Leonardo Pantale\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns especialistas apontam que o crescimento no n\u00famero de feminic\u00eddios, desde quando ele foi inclu\u00eddo na lei penal, n\u00e3o significa necessariamente o aumento da viol\u00eancia contra a mulher, mas sim um enquadramento mais correto do tipo de crime.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cPode ser que estejamos melhorando nossa estrutura de atendimento, mas a viol\u00eancia contra a mulher ainda \u00e9 uma quest\u00e3o que envolve, historicamente, uma cultura de diminui\u00e7\u00e3o da mulher, de sua condi\u00e7\u00e3o e seus direitos. Os avan\u00e7os vieram amparados na lei, mas n\u00e3o significa que j\u00e1 conseguiram mudar a cultura. Esse \u00e9 um processo lento, gradual. Sem contar que ainda temos que romper a barreira do sil\u00eancio, j\u00e1 que muitas mulheres, v\u00edtimas de viol\u00eancia, n\u00e3o denunciam\u201d<\/em>, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da ONU Mulheres, os pa\u00edses que mais denunciam os crimes de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o os Estados Unidos e os da Europa Ocidental, justamente aqueles que possuem leis mais protetivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os n\u00fameros ainda sejam alarmantes no Brasil, temos tido alguns avan\u00e7os no que diz respeito \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade. \u00c9 o que acredita Acacio Miranda Filho, professor e mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Granada (Espanha).<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cTodos os regramentos existentes no Brasil foram tipificados em virtude de tratados e conven\u00e7\u00f5es internacionais dos quais somos signat\u00e1rios. E os instrumentos jur\u00eddicos foram importantes para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o acerca da igualdade entre homens e mulheres. Em outros pa\u00edses, onde essa equipara\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o difundida, os \u00edndices s\u00e3o mais alarmantes, como o caso da R\u00fassia e o de alguns pa\u00edses africanos\u201d<\/em>, reflete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois ter\u00e7os dos pa\u00edses do mundo possuem leis punitivas, segundo Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime M2 Comunica\u00e7\u00e3o Numa compara\u00e7\u00e3o internacional, o Brasil est\u00e1 no hall dos 140 pa\u00edses que possuem leis que punem, de alguma maneira, a viol\u00eancia contra a mulher. Isso representa dois ter\u00e7os das na\u00e7\u00f5es. 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