{"id":41539,"date":"2020-02-27T11:22:52","date_gmt":"2020-02-27T14:22:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=41539"},"modified":"2020-02-27T11:22:58","modified_gmt":"2020-02-27T14:22:58","slug":"especialistas-destacam-atuacao-da-sociedade-civil-como-fundamental-no-enfrentamento-as-violencias-contra-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/especialistas-destacam-atuacao-da-sociedade-civil-como-fundamental-no-enfrentamento-as-violencias-contra-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Especialistas destacam atua\u00e7\u00e3o da sociedade civil como fundamental no enfrentamento \u00e0s viol\u00eancias contra as mulheres"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>\u201cApesar de termos movimentos de mulheres fortes, temos leis ainda muito restritivas no \u00e2mbito dos direitos sexuais e reprodutivos\u201d &#8211; Talita Rodrigues, mestranda em sa\u00fade p\u00fablica pela Fiocruz e integrante do Coletivo Mangueiras<\/em><\/h5>\n\n\n\n<p><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES PARA A IMPRENSA<\/strong><br>Rachel Quintiliano &#8211; Oficial de Comunica\u00e7\u00e3o do UNFPA no Brasil<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher.jpg?resize=504%2C335\" alt=\"\" class=\"wp-image-5940\" width=\"504\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher.jpg?resize=250%2C166&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 504px) 100vw, 504px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia contra mulheres e meninas \u00e9 uma das viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, baseadas em g\u00eanero, mais recorrentes no mundo. Segundo dados da <strong>ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/strong>, uma em cada tr\u00eas mulheres sofrer\u00e1 abuso f\u00edsico ou sexual durante a vida. Apesar dos in\u00fameros esfor\u00e7os dos dispositivos e equipamentos de governo dispon\u00edveis e existentes para preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento, nos \u00e2mbitos local, nacional e internacional, os casos seguem aumentando. Neste sentido, a luta impulsionada por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil se apresenta como estrat\u00e9gica para a mudan\u00e7a deste cen\u00e1rio.  <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da <strong>13\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong>, do <strong>F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong>, em 2018, <strong><em>1.206 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio<\/em><\/strong>, sendo <strong><em>61% delas mulheres negras<\/em><\/strong> e <strong><em>52,3% dos assassinatos cometidos por arma de fogo<\/em><\/strong>. Em <strong><em>88,8% dos casos<\/em><\/strong>, o autor era o companheiro ou o ex-companheiro da v\u00edtima. Para <strong>Vilma Reis, soci\u00f3loga e integrante da Mahin &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras<\/strong>, a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 uma <em>\u201cdesigualdade de g\u00eanero brutal\u201d<\/em> que tem a ver com a <em>\u201ccultura de viol\u00eancia que se manifesta em situa\u00e7\u00f5es cotidianas, de nega\u00e7\u00e3o das mulheres\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>Relat\u00f3rio de Situa\u00e7\u00e3o da Popula\u00e7\u00e3o Mundial 2019 (SWOP)<\/strong>, lan\u00e7ado globalmente pelo <strong>Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA)<\/strong> e intitulado <strong><em>Um trabalho inacabado: a busca por direitos e escolhas para todos e todas<\/em><\/strong>, aponta que para alcan\u00e7ar o desenvolvimento e para que todas as pessoas desfrutem de direitos, a viol\u00eancia baseada em g\u00eanero precisa ser enfrentada. Viol\u00eancias como a sofrida h\u00e1 mais de um m\u00eas, por <strong>Elit\u00e2nia de Souza Hora<\/strong>, 25, violentamente assassinada a tiros, a despeito de uma medida protetiva, em um caso suspeito de feminic\u00eddio, no <strong>interior da Bahia<\/strong> (confira nota p\u00fablica de rep\u00fadio emitida pelo UNFPA Brasil).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Esfor\u00e7os para transforma\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Reis, a exist\u00eancia dos movimentos sociais e de institui\u00e7\u00f5es, coletivos, grupos, redes e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais s\u00e3o fundamentais para reverter e\/ou reduzir o impacto destas problem\u00e1ticas sociais. <em>\u201cO cen\u00e1rio est\u00e1 mudando no Brasil por conta das mulheres que se levantaram ap\u00f3s Marcha de Mulheres Negras, em 2015, e das organiza\u00e7\u00f5es que fazem um novo feminismo negro com as mulheres jovens negras\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A soci\u00f3loga mencionou organiza\u00e7\u00f5es que considera refer\u00eancias na promo\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres: <strong>Geled\u00e9s<\/strong>, em S\u00e3o Paulo, a <strong>Criola<\/strong>, no Rio de Janeiro, a <strong>Rede de Mulheres Negras<\/strong> e o <strong>Instituto Odara<\/strong>, ambas em Salvador, e a <strong>Rede de Mulheres de Terreiros<\/strong>. <em>\u201cCada uma na sua diversidade pol\u00edtica \u00e9 importante. Eu integro a Mahin, uma organiza\u00e7\u00e3o que vem assumindo tarefas pol\u00edticas ao lado de muitas outras para mudarmos a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no pa\u00eds\u201d<\/em>. Para ela, as quest\u00f5es enfrentadas pela sociedade civil est\u00e3o relacionadas ao Brasil ser conservador. <em>\u201cO nosso pa\u00eds faz controle da sexualidade das mulheres. Isso \u00e9 viol\u00eancia. A sa\u00fade sexual das mulheres \u00e9 colocada no lugar reprodutivo ou de anula\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>.  <\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Vilma, a luta da sociedade civil \u00e9 de <em>\u201cguerra de sentido\u201d<\/em>. <em>\u201cTem um velho mundo que n\u00e3o aceita que chegamos no s\u00e9culo XXI e estamos promovendo uma revolu\u00e7\u00e3o. A sociedade s\u00f3 est\u00e1 onde est\u00e1 porque n\u00f3s mulheres negras feministas, LGBTQIs, de candombl\u00e9 e outros segmentos religiosos, lutamos contra a cultura de viol\u00eancia disseminada contra n\u00f3s\u201d<\/em>. E estas mulheres est\u00e3o espalhadas em organiza\u00e7\u00f5es e espa\u00e7os importantes em pautar e enfrentar \u00e0s viol\u00eancias, tais como: <strong>Coletivo Feminista Sexualidade e Sa\u00fade (SP)<\/strong>, <strong>Themis \u2013 Assessoria Jur\u00eddica e Estudos de G\u00eanero (RS)<\/strong>, <strong>Rede Feminista de Sa\u00fade<\/strong>, <strong>Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o (RJ)<\/strong>, entre tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Para <strong>Talita Rodrigues, psic\u00f3loga, mestranda em sa\u00fade p\u00fablica pela Fiocruz e integrante do Coletivo Mangueiras<\/strong>, as organiza\u00e7\u00f5es feministas de forma geral e de direitos humanos, precisam e devem estar nas comunidades ao lado das mulheres fazendo o fortalecimento pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m denunciando as negativas de direitos. Ou seja, n\u00e3o substituindo o dever do Estado. <em>\u201cEm Pernambuco tenho visto na incid\u00eancia no \u00e2mbito do combate \u00e0 viol\u00eancia, o Grupo Curumin, o SOS Corpo, a Rede de Mulheres Negras, o F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco e o Mangueiras, que tem feito v\u00e1rias atividades de forma\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos\u201d<\/em>, destacou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/agressao-contra-mulher.jpg?resize=510%2C392\" alt=\"\" class=\"wp-image-30243\" width=\"510\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/agressao-contra-mulher.jpg?w=475&amp;ssl=1 475w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/agressao-contra-mulher.jpg?resize=300%2C231&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/agressao-contra-mulher.jpg?resize=250%2C192&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 510px) 100vw, 510px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>\u201cApesar de termos movimentos de mulheres fortes, que ganharam muito no \u00e2mbito dos direitos das mulheres, temos leis ainda muito restritivas no \u00e2mbito dos direitos sexuais e reprodutivos, por exemplo\u201d<\/em>, reflete Rodrigues ao enfatizar a import\u00e2ncia da presen\u00e7a destas organiza\u00e7\u00f5es na defesa dos direitos das mulheres e luta contra o conservadorismo. <em>\u201cApesar de todas as conquistas, a gente percebe a dificuldade hist\u00f3rica em pautar o aborto antes e agora, ainda mais, devido ao poder das igrejas crescendo\u201d<\/em>.  <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora mencionou a import\u00e2ncia da <strong>Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras<\/strong> e a <strong>Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras Brasileiras<\/strong>, que tem sustentado o debate e representado estas organiza\u00e7\u00f5es o debate no \u00e2mbito internacional e novas frentes que se apresentam com o avan\u00e7o das m\u00eddias sociais e novas tecnologias. <em>\u201cOutro fen\u00f4meno que n\u00e3o podemos deixar de pontuar neste enfrentamento s\u00e3o os coletivos de jovens, de comunidades e grupos de internet, outras formas de organiza\u00e7\u00e3o que as mulheres tem constru\u00eddo para lidar com as din\u00e2micas do dia a dia e enfrentar as v\u00e1rias viola\u00e7\u00f5es que sofremos\u201d<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cApesar de termos movimentos de mulheres fortes, temos leis ainda muito restritivas no \u00e2mbito dos direitos sexuais e reprodutivos\u201d &#8211; 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