{"id":40710,"date":"2020-01-26T19:51:00","date_gmt":"2020-01-26T22:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=40710"},"modified":"2020-01-26T19:51:07","modified_gmt":"2020-01-26T22:51:07","slug":"reflexao-quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/reflexao-quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta\/","title":{"rendered":"Reflex\u00e3o: Quando o sofrimento bater \u00e0 sua porta"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>O sofrimento n\u00e3o \u00e9 um estado definitivo. Ele pode ser ponte e local de travessia<\/em><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Padre F\u00e1bio de Melo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?fit=590%2C332\" alt=\"\" class=\"wp-image-40711\" width=\"590\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/quando-o-sofrimento-bater-a-sua-porta-post.jpg?resize=250%2C141&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sofrer \u00e9 como experimentar as inadequa\u00e7\u00f5es da vida, e elas est\u00e3o por toda parte. S\u00e3o geradas pelas nossas escolhas, mas tamb\u00e9m pelos condicionamentos dos quais somos v\u00edtimas. Sofrimento \u00e9 destino inevit\u00e1vel, porque \u00e9 fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio \u00e9 saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perdemos boa parte da vida com sofrimentos desnecess\u00e1rios, resultados de nossos desajustes, precariedades e falta de sabedoria. S\u00e3o os sofrimentos que nascem de nossa acomoda\u00e7\u00e3o, quando, por for\u00e7a do h\u00e1bito, acostumamo-nos com o que temos de pior em n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Administrar os problemas que nos afetam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perdemos a oportunidade de saborear a vida s\u00f3 porque n\u00e3o aprendemos a ci\u00eancia de administrar os problemas que nos afetam. Invertemos a ordem e a import\u00e2ncia das coisas. Sofremos demais por aquilo que \u00e9 de menos. Sofremos de menos por aquilo que seria realmente importante sofrer um pouco mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sofrer \u00e9 o mesmo que purificar. S\u00f3 conhecemos verdadeiramente a ess\u00eancia das coisas \u00e0 medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais s\u00f3 ser\u00e3o conhecidos por n\u00f3s mesmos se os submetermos ao processo da purifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez, assim, descubramos um jeito de reconhecer as realidades que s\u00e3o essenciais em nossa vida. \u00c9 s\u00f3 desvendarmos e elencarmos os maiores sofrimentos que j\u00e1 enfrentamos e quais foram os frutos que deles nasceram. Nossos maiores sofrimentos, os mais agudos. Por isso se transformam em valores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sofrimento parece conferir um selo de qualidade \u00e0 vida, porque tem o dom de revesti-la de sacralidade, de retir\u00e1-la do comum e elev\u00e1-la \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de sacrif\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sacrif\u00edcio e sofrimento s\u00e3o faces de uma mesma realidade. O sofrimento pode ser tamb\u00e9m reconhecido como sacrif\u00edcio, e sacrificar \u00e9 ato de retirar do lugar comum, tornar sagrado, fazer santo. Essa \u00e9 a m\u00edstica crist\u00e3 a respeito do sofrimento humano. N\u00e3o h\u00e1 nada nesta vida, por mais tr\u00e1gico que possa nos parecer, que n\u00e3o esteja prenhe de motivos e ensinamentos que nos tornar\u00e3o melhores. Tudo depende da lente que usamos para enxergar o que nos acontece. Tudo depende do que deixamos demorar em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Spinoza escreveu: &#8220;Percebi que todas as coisas que temia e receava s\u00f3 continham algo de bom ou de mau \u00e0 medida em que o \u00e2nimo se deixava afetar por elas&#8221;. O fil\u00f3sofo tem raz\u00e3o. A alegria ou a tristeza s\u00f3 poder\u00e3o continuar dentro de n\u00f3s \u00e0 medida que nos deixarmos afetar por suas causas. \u00c9 quest\u00e3o de escolha. Dura, eu sei; dif\u00edcil, reconhe\u00e7o, mas ningu\u00e9m nos prometeu que seria f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa determinar o fracasso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olh\u00e1-los de uma forma diferente. N\u00e3o aceite todo esse contexto de vida como causa j\u00e1 determinada para o seu fracasso. N\u00e3o, n\u00e3o precisa ser assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deixe-se afetar de um jeito novo por tudo isso que j\u00e1 parece t\u00e3o velho. Sofrimentos n\u00e3o precisam ser estados definitivos, eles podem ser apenas pontes, locais de travessia. Daqui a pouco, voc\u00ea j\u00e1 estar\u00e1 do outro lado, modificado e amadurecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Certa vez, um velho s\u00e1bio disse ao seu aluno que, ao longo de sua vida, ele descobriu ter dentro de si dois c\u00e3es: um bravo e violento; outro manso e muito d\u00f3cil. Diante daquela pequena hist\u00f3ria, o aluno resolveu perguntar: \u201cQual \u00e9 o mais forte?\u201d. O s\u00e1bio respondeu: \u201cO que eu alimentar\u201d. O mesmo se dar\u00e1 conosco na lida com os sofrimentos da vida. Dentro de n\u00f3s haver\u00e1 sempre um embate estabelecido entre problema e solu\u00e7\u00e3o. Vencer\u00e1 aquele que n\u00f3s decidirmos alimentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sofrimento n\u00e3o \u00e9 um estado definitivo. Ele pode ser ponte e local de travessia Padre F\u00e1bio de Melo Sofrer \u00e9 como experimentar as inadequa\u00e7\u00f5es da vida, e elas est\u00e3o por toda parte. S\u00e3o geradas pelas nossas escolhas, mas tamb\u00e9m pelos condicionamentos dos quais somos v\u00edtimas. 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