{"id":31866,"date":"2019-02-23T08:33:19","date_gmt":"2019-02-23T11:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=31866"},"modified":"2019-02-23T08:33:25","modified_gmt":"2019-02-23T11:33:25","slug":"opiniao-os-relacionamentos-ainda-sao-assim-ou-ja-foram-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/opiniao-os-relacionamentos-ainda-sao-assim-ou-ja-foram-assim\/","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O: Os relacionamentos ainda s\u00e3o assim? Ou j\u00e1 foram assim?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>*Por Edvan Cajuhy<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"3968\" height=\"2976\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?fit=590%2C443\" alt=\"\" class=\"wp-image-31867\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?w=3968&amp;ssl=1 3968w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?resize=250%2C188&amp;ssl=1 250w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?w=1600 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/EdvanCajuhy_Fev2019.jpg?w=2400 2400w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Um relacionamento quase sempre se inicia, ou se iniciava? Com um enamorar das pessoas que se sentem atra\u00eddas uma pela outra e vice-versa, acontece uma esp\u00e9cie, de atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica espiritual, que na g\u00edria popular prefere chama-lo de \u201cqu\u00edmica\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, teria uma aproxima\u00e7\u00e3o lenta ou r\u00e1pida, dependendo das pessoas envolvidas neste momento de descoberta; este momento parece se misturar com uma <em>\u201ccoisa\u201d<\/em> ou sentimento chamado paix\u00e3o. Este deixa as pessoas <em>\u201ccegas\u201d<\/em> e faz as mesmas tomarem decis\u00f5es quase que absurdas, mas, gostosas, que eleva o ego de tanta satisfa\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o interessante que ambos envolvidos neste processo de relacionamento, talvez por causa da cegueira da paix\u00e3o da qual falei anteriormente, ou quem sabe por n\u00e3o quererem ofender um ao outro, n\u00e3o s\u00e3o capazes de se apontarem defeitos ou comportamentos que julgam estranhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas atitudes talvez fa\u00e7am parte das estrat\u00e9gias de conquista. Se apresentarem-se sempre bons, af\u00e1veis, generosos, compreens\u00edveis, companheiros um com o outro, para que haja uma realiza\u00e7\u00e3o, ou se consolide a liga\u00e7\u00e3o entre ambos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, neste per\u00edodo, ambos n\u00e3o se ofendem, os defeitos, os v\u00edcios parecem estar cobertos com o fogo da paix\u00e3o, que n\u00e3o permite ou se permite s\u00e3o as pessoas que n\u00e3o se permitem verem ou enxergarem tais coisas. Assim sendo, neste per\u00edodo de encanto se aplica muito bem o seguinte dito popular: <em>\u201cNo inicio tudo s\u00e3o flores\u201d<\/em>.<br><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cTudo s\u00e3o flores\u201d<\/em>, enquanto n\u00e3o aparecem os espinhos&#8230; \u00e9 como se apreciasse apenas as flores, suas cores, a textura de suas p\u00e9talas e tivesse o desconhecimento do <em>\u201crestante\u201d<\/em>, os espinhos. Aprecia-se somente o desabrochar de suas p\u00e9talas com suas cores v\u00edvidas, aveludadas e macias, deixando transparecer um desejo louco de um leve e breve toque de caricias, carregado de carinho, esquecendo que elas t\u00eam espinhos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Assim s\u00e3o os relacionamentos. Pensa-se que tudo s\u00e3o flores e que os espinhos n\u00e3o existem e, quando os mesmos aparecem, come\u00e7a a arranharem quem as aprecia. Poder-se-ia ent\u00e3o, por analogia, comparar os espinhos com os defeitos, os v\u00edcios, que se tornam quase que intoler\u00e1veis tolerar a intoler\u00e2ncia do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo, pois, os espinhos comparados com os v\u00edcios e defeitos, estes, portanto, parecem arranharem o orgulho quase que intranspon\u00edvel do casal\/namorados que somente se entrega a humildade, se as m\u00e1goas forem quebradas com sentimentos mais fortes que a paix\u00e3o com seu fogo abrasador.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Passando essa fase de intoler\u00e2ncia quase intoler\u00e1vel dos comportamentos indesej\u00e1veis, dos defeitos e v\u00edcios de ambos, se n\u00e3o houve o desencanto da <em>\u201cqu\u00edmica\u201d<\/em>, do encantamento, dessa atra\u00e7\u00e3o f\u00edsico-espiritual, o relacionamento, a partir da\u00ed, tende a tornar-se mais duradouro, n\u00e3o digo para sempre, mesmo porque nada permanece para sempre, at\u00e9 mesmo os casamentos que na sua execu\u00e7\u00e3o pronunciam-me as seguintes palavras: <em>\u201c(\u2026) at\u00e9 o dia em que a morte os separe!\u201d<\/em>, n\u00e3o se pensa na durabilidade eterna.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O que seria ent\u00e3o o amor? Que une os casais pelo menos na vida tempor\u00e1ria? O amor \u00e9 outra <em>\u201ccoisa\u201d<\/em> (sentimento)? Ele est\u00e1 por vir? O amor seria, ou melhor, \u00e9 o sentimento mais consolidado e belo existente no relacionamento. O amor, na sua liberdade, se prende e se prendendo se liberta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Relacionamento que j\u00e1 passou pela fase do enamorar que \u00e9 o encantamento, da fase da atra\u00e7\u00e3o e depois da fase da paix\u00e3o, que \u00e9 a fase das \u201cloucuras\u201d, do querer possuir, s\u00e3o fases bonitas e necess\u00e1rias, sim. Mas, s\u00e3o conturbadas e de certa forma desprend\u00edvel. Depois destas fases vem o melhor! Vem o sabor do sentimento de amor, onde os envolvidos sentem-se livres para amar e ser amados, pois o amor \u00e9 liberdade. Esta liberdade do amor que se consolida entre duas pessoas, faz com que ambas se comunguem nos sonhos um do outro, que se doem e que renunciem certas coisas pela felicidade de ambos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O amor \u00e9 esse sentimento nobre de renuncia e doa\u00e7\u00e3o e assim define S\u00e3o Paulo quando se refere ao amor de uma forma pura: O amor \u00e9 paciente, o amor \u00e9 prestativo, n\u00e3o \u00e9 invejoso (\u2026), n\u00e3o se incha de orgulho. (\u2026) N\u00e3o procura seu pr\u00f3prio interesse. N\u00e3o guarda rancor. (1 Cor 13,4-6).<br><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, resume-se o que diz S\u00e3o Paulo em uma frase: Amor \u00e9 doa\u00e7\u00e3o. Sendo assim, os casais deveriam se doar, se amarem mutuamente. Se isso n\u00e3o existir, a\u00ed n\u00e3o existe o amor. Poder\u00e1 existir qualquer outro sentimento, menos amor.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Todo ser humano necessita amar e ser amado, seja amor fraternal, paternal, maternal, filial, enfim, seja com amor \u00c1gape ou Amor Eros. O amor \u00e9 uma necessidade do ser humano. Para tanto, permanecem a f\u00e9, a esperan\u00e7a e o amor, estas tr\u00eas coisas. A maior delas \u00e9 o amor. (1 Cor 13,13).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>*Edvan Cajuhy<\/em><\/strong><br><em>Professor, escritor, poeta, cronista, contista, artista pl\u00e1stico e Presidente da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim \u2013 ACLASB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Edvan Cajuhy Um relacionamento quase sempre se inicia, ou se iniciava? Com um enamorar das pessoas que se sentem atra\u00eddas uma pela outra e vice-versa, acontece uma esp\u00e9cie, de atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica espiritual, que na g\u00edria popular prefere chama-lo de \u201cqu\u00edmica\u201d. 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