{"id":2932,"date":"2015-08-08T23:33:19","date_gmt":"2015-08-09T02:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=2932"},"modified":"2015-08-08T23:33:19","modified_gmt":"2015-08-09T02:33:19","slug":"idosa-baiana-chega-aos-120-anos-e-pode-ser-mais-velha-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/idosa-baiana-chega-aos-120-anos-e-pode-ser-mais-velha-do-pais\/","title":{"rendered":"Idosa baiana chega aos 120 anos e pode ser mais velha do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2933\" aria-describedby=\"caption-attachment-2933\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/izaura-maria-da-conceicao.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2933 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/izaura-maria-da-conceicao.jpg?resize=650%2C375\" alt=\"Apesar da idade, dona Izaura sorri canta e se aventura a dan\u00e7ar \/ Foto: Mila Cordeiro l Ag. A TARDE\" width=\"650\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/izaura-maria-da-conceicao.jpg?w=650&amp;ssl=1 650w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/izaura-maria-da-conceicao.jpg?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/izaura-maria-da-conceicao.jpg?resize=250%2C144&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2933\" class=\"wp-caption-text\">Apesar da idade, dona Izaura sorri canta e se aventura a dan\u00e7ar \/ Foto: Mila Cordeiro l Ag. A TARDE<\/figcaption><\/figure>\n<p>As m\u00e3os tremem e o corpo balan\u00e7a. Afinal de contas, Izaura Maria da Concei\u00e7\u00e3o, a dona Lour\u00eancia, n\u00e3o nasceu ontem. Na verdade, foi no s\u00e9culo retrasado, mais precisamente em 1895. E nesta segunda-feira, 10, Dia de S\u00e3o Louren\u00e7o, ela completar\u00e1 120 anos.<\/p>\n<p>No entanto, na hora de agradecer a Deus pelo almo\u00e7o que parentes trazem todos os dias, \u00e0s 13h, Dona Lour\u00eancia, como \u00e9 conhecida, nem aparenta ter a idade que tem. Consegue levantar sem a ajuda do peda\u00e7o de madeira que usa como bengala, encosta uma m\u00e3o na outra e reza.\u00a0&#8220;Agrade\u00e7o a Deus e pe\u00e7o a ele para me dar vida e sa\u00fade, para ele me deixar em p\u00e9 at\u00e9 quando eu aguentar&#8221;, conta a senhora que o padrinho queria que se chamasse Lour\u00eancia, por causa do santo, mas a m\u00e3e achava Izaura mais bonito.<\/p>\n<p>Sentada em um banco de madeira na pequena varanda da casa onde mora, na localidade de Fazenda Azevedo, zona rural do munic\u00edpio de Cardeal da Silva, ela recebe a reportagem com um sonoro &#8220;entra&#8221;. Em poucos minutos, j\u00e1 d\u00e1 abra\u00e7os e conta detalhes da vida.\u00a0&#8220;Minha m\u00e3e me contava que eu nasci quando vencia a escravid\u00e3o&#8221;, afirma a senhora que n\u00e3o sabe ler nem escrever e h\u00e1 poucos anos perdeu a vis\u00e3o. Hoje, s\u00f3 consegue identificar vultos e se guia pela voz das pessoas.<\/p>\n<p>Na ponta dos dedos, ela enumera nomes de pessoas que passaram por sua vida e hoje v\u00ea grande parte do tempo passar na porta de casa. Escuta tudo que lhe \u00e9 perguntado e responde com pausas e uma voz fininha, quase de crian\u00e7a. Algumas palavras quase n\u00e3o d\u00e3o para entender.<\/p>\n<p><strong>Lucidez<\/strong><br \/>\nDe sand\u00e1lias, cal\u00e7a desgastada dobrada pr\u00f3ximo ao joelho, uma camisa e casaco por cima, al\u00e9m de um len\u00e7o na cabe\u00e7a e \u00f3culos, ela reclama que o local onde mora &#8211; um declive pr\u00f3ximo a uma estrada de barro com poucas casas ao redor &#8211; faz frio. Ao lado dela, um casaco reserva aguarda o final da tarde, quando a temperatura cai um pouco mais.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse clima que a senhorinha, l\u00facida, brincalhona e bem humorada, diz que j\u00e1 perdeu as contas de quantos partos fez. Mas uma coisa ela garante. Era uma parteira muito procurada e nenhum dos beb\u00eas que vieram ao mundo pelas m\u00e3os dela morreu. S\u00f3 de uma comadre, dona Lour\u00eancia fez 11 partos.\u00a0&#8220;Eu sa\u00eda de madrugada para acudir a mulher no Riacho da Areia (localidade onde nasceu e cresceu) e na cidade. J\u00e1 teve parto dif\u00edcil, mas Nossa Senhora do Parto colocou na minha m\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Filhos<\/strong><br \/>\nEla que foi casada com seu Z\u00e9 Grande, no entanto, nunca teve filho. &#8220;Homem n\u00e3o faz filho. Quem faz \u00e9 Deus e ele n\u00e3o quis&#8221;, lamenta. De uma conhecida que ela convenceu a n\u00e3o abortar, fez o parto e pediu a crian\u00e7a, que batizou de M\u00e1rcia. A filha partiu primeiro que a m\u00e3e. Ficaram netas e bisnetos. Mas, mesmo assim, Izaura reclama de solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da idade, a \u00fanica dor que ela diz sentir \u00e9 nas m\u00e3os. &#8221; Foi um besouro que me mordeu. Tenho que ir a Salvador para descobrir o que \u00e9&#8221;. Rem\u00e9dios? Ela diz que n\u00e3o toma porque n\u00e3o faz efeito. At\u00e9 ano passado, usava fumo de corda em um cachimbo.<\/p>\n<p>Na parede, ela mostra um quadro que pediu para fazerem com uma foto dela e, na legenda, uma lembran\u00e7a dos 119 anos completados ano passado. &#8220;Fui eu que mandei tirar para quando eu morrer ficar a\u00ed&#8221;, diz.<\/p>\n<p><em>*A Tarde<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As m\u00e3os tremem e o corpo balan\u00e7a. Afinal de contas, Izaura Maria da Concei\u00e7\u00e3o, a dona Lour\u00eancia, n\u00e3o nasceu ontem. Na verdade, foi no s\u00e9culo retrasado, mais precisamente em 1895. 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