{"id":28881,"date":"2018-10-31T19:28:36","date_gmt":"2018-10-31T22:28:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=28881"},"modified":"2018-10-31T19:28:36","modified_gmt":"2018-10-31T22:28:36","slug":"dois-projetos-da-bahia-ganham-maior-premio-nacional-do-patrimonio-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/dois-projetos-da-bahia-ganham-maior-premio-nacional-do-patrimonio-cultural\/","title":{"rendered":"Dois projetos da Bahia ganham maior pr\u00eamio nacional do Patrim\u00f4nio Cultural"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-28882\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg?resize=800%2C150\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg?resize=300%2C56&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg?resize=768%2C144&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/premio-iphan.jpg?resize=250%2C47&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>Na borda da Ba\u00eda de Todos os Santos, no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco do Conde (BA), a Fazenda Engenho D\u2019\u00c1gua guarda um patrim\u00f4nio cultural que resistiu ao longo de mais de tr\u00eas s\u00e9culos. J\u00e1 no interior, uma biblioteca de sons \u00e9 um registro sonoro da cultura sertaneja de Pernambuco e da Bahia, no qual o acervo dos sons das comunidades acaba retratando seu Patrim\u00f4nio Cultural.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o por manter vivas essas heran\u00e7as por meio das a\u00e7\u00f5es de Restaura\u00e7\u00e3o e Revitaliza\u00e7\u00e3o da Fazenda Engenho D\u2019\u00c1gua e Son\u00e1rio do Sert\u00e3o, foi reconhecido pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), como dois dos oito projetos ganhadores da 31\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Os respons\u00e1veis pelos projetos v\u00e3o ser homenageados ao lado dos outros ganhadores numa grande festa que ser\u00e1 realizada no dia 09 de novembro, no Teatro da Paz, em Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>H\u00e1 31 anos, o Iphan distribui uma premia\u00e7\u00e3o em dinheiro a a\u00e7\u00f5es de destaque nacional com o objetivo de estimular aqueles que atuam na prote\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do rico Patrim\u00f4nio Cultural brasileiro. Em 2018, os oito projetos vencedores estavam entre os 302 que se inscreveram em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os ganhadores recebem o pr\u00eamio de R$ 30 mil, trof\u00e9u e o Selo o Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade \u2013 2018, al\u00e9m de serem tema da Revista da 31\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade, publica\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 distribu\u00edda em Bel\u00e9m e nas Superintend\u00eancias e Escrit\u00f3rios T\u00e9cnicos do Iphan em todo Brasil.<\/p>\n<p>A cerim\u00f4nia de entrega do Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade em 2018 tem o apoio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da Xingu-Rio Transmissora de Energia (XRTE) e o patroc\u00ednio da Vale.<\/p>\n<p><b>Das ru\u00ednas\u00a0ao uso sustent\u00e1vel<\/b><\/p>\n<p>O projeto Restaura\u00e7\u00e3o e Revitaliza\u00e7\u00e3o da Fazenda Engenho D\u2019\u00c1gua \u00e9 refer\u00eancia para a regi\u00e3o do Rec\u00f4ncavo da Bahia de Todos os Santos, pois a maioria dos antigos engenhos de a\u00e7\u00facar est\u00e3o arruinados e, quando s\u00e3o restaurados, voltam \u00e0 ru\u00edna por falta de um projeto de sustentabilidade econ\u00f4mica. Na Fazenda Engenho D\u2019\u00e1gua, novos usos para o patrim\u00f4nio viabilizam financeiramente sua preserva\u00e7\u00e3o. As atividades s\u00e3o desde a hospedagem de turistas, passando pela realiza\u00e7\u00e3o de eventos diversos, chegando a atividades corriqueiras de uma fazenda, como a pecu\u00e1ria e o cultivo de cacau.<\/p>\n<p>Em 2002, a fazenda Engenho D\u2019\u00e1gua, em ru\u00ednas, foi adquirida por M\u00e1rio Augusto Nascimento Ribeiro que, pouco a pouco, restaurou a propriedade. O m\u00e9todo do restauro consistiu no aproveitamento das estruturas existentes, na complementa\u00e7\u00e3o das partes faltantes e substitui\u00e7\u00e3o, seguindo as refer\u00eancias iconogr\u00e1ficas, das pe\u00e7as que n\u00e3o poderiam mais ser recuperadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da sustentabilidade econ\u00f4mica, os propriet\u00e1rios da fazenda buscam conscientizar as futuras gera\u00e7\u00f5es acerca da import\u00e2ncia hist\u00f3rico-cultural do local, promovendo visitas de estudantes e da comunidade. O projeto Restaura\u00e7\u00e3o e Revitaliza\u00e7\u00e3o da Fazenda Engenho D\u2019\u00c1gua \u00e9 de relev\u00e2ncia para a mem\u00f3ria, a identidade e a cultura nacionais, servindo como exemplo para a recupera\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do patrim\u00f4nio edificado regional.<\/p>\n<p><strong>A biblioteca sonora do sert\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com um processo participativo, em 2015, o Son\u00e1rio do Sert\u00e3o come\u00e7ou a ser desenvolvido. Foram realizadas oficinas de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para os registros de \u00e1udio, levantamento do que seria registrado, debates e forma\u00e7\u00e3o sobre a cultura do ouvir e a pr\u00e1tica da escuta. O Son\u00e1rio conta com registro de sons do cotidiano do semi\u00e1rido brasileiro, como canto dos p\u00e1ssaros, som de carro\u00e7as em movimento, do entardecer, de galinheiro, assim como grupos musicais, cantigas, ora\u00e7\u00f5es, os cantos de trabalho e melodias assoviadas durante a planta\u00e7\u00e3o da mandioca e festas religiosas. As hist\u00f3rias narradas pelas anci\u00e3s e anci\u00e3os foram tamb\u00e9m registradas e, nessas conversas, os cantos e diversos sons participam no meio das narrativas, onde o contar e o cantar tornam-se uma coisa s\u00f3.<\/p>\n<p>O resultado do projeto foi o levantamento de mais de mil registros sonoros que, aos poucos, v\u00eam sendo classificados e indexados. O acervo no site (www.sonariodosertao.com) do projeto j\u00e1 conta com mais de cem faixas sonoras. Todos os equipamentos utilizados no Son\u00e1rio do Sert\u00e3o permaneceram nas comunidades. Com as oficinas, mais de 50 jovens foram formados em atividades de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, escuta atenta, pesquisa, identifica\u00e7\u00e3o e levantamento do acervo, valorizando a participa\u00e7\u00e3o da comunidade na constru\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria mem\u00f3ria sonora.<\/p>\n<p><em><strong>*Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Iphan<\/strong><\/em><br \/>\n<em>comunicacao@iphan.gov.br<br \/>\n<\/em><em>Gl\u00f3ria Tega \u2013 gloria.tega@iphan.gov.br<br \/>\n<\/em><em>(61) 2024-5532 (61) 99381-7543 (11) 99956-3230<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na borda da Ba\u00eda de Todos os Santos, no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco do Conde (BA), a Fazenda Engenho D\u2019\u00c1gua guarda um patrim\u00f4nio cultural que resistiu ao longo de mais de tr\u00eas s\u00e9culos. 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