{"id":25692,"date":"2018-06-03T11:58:21","date_gmt":"2018-06-03T14:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=25692"},"modified":"2018-06-03T11:58:21","modified_gmt":"2018-06-03T14:58:21","slug":"opiniao-aumenta-o-numero-de-alunos-da-educacao-especial-matriculados-em-escolas-regulares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/opiniao-aumenta-o-numero-de-alunos-da-educacao-especial-matriculados-em-escolas-regulares\/","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O: Aumenta o n\u00famero de alunos da Educa\u00e7\u00e3o Especial matriculados em escolas regulares"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/inclus%C3%A3o-600x440.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25693\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/inclus%C3%A3o-600x440.jpg?resize=600%2C440\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/inclus%C3%A3o-600x440.jpg?resize=600%2C440&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/inclus%C3%A3o-600x440.jpg?resize=300%2C220&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/inclus%C3%A3o-600x440.jpg?resize=250%2C183&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>Desde a implanta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na Perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva (MEC, 2008), j\u00e1 se passaram dez anos e alguns avan\u00e7os, certamente, foram constatados. A base de dados do Observat\u00f3rio do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), realizada a partir dos microdados do Censo, indica um aumento de 82% nas matr\u00edculas em salas regulares daqueles alunos declarados com defici\u00eancia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades\/superdota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo os dados do MEC\/Inep, dentre outros aspectos, o percentual de matr\u00edculas se diferencia no acesso conforme a localidade. As regi\u00f5es Norte e Nordeste, por exemplo, s\u00e3o as que apresentam maiores percentuais de alunos de 4 a 17 anos da Educa\u00e7\u00e3o Especial inclu\u00eddos nas salas comuns em 2016. Dos matriculados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino m\u00e9dio, \u00e9 progressiva a queda do n\u00famero de alunos inclu\u00eddos, chamando a nossa aten\u00e7\u00e3o para os mecanismos de exclus\u00e3o e para a necessidade de refletirmos e desenvolvermos recursos para uma educa\u00e7\u00e3o, de fato, inclusiva.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, surge uma significativa reflex\u00e3o: como estamos universalizando o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o? Considerar as matr\u00edculas \u00e9 o primeiro passo para alcan\u00e7armos uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva. Al\u00e9m disso, precisamos buscar a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, tanto territoriais, quanto locais, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de Salas de Recursos, contrata\u00e7\u00e3o de int\u00e9rpretes de Libras e professores licenciados ou com forma\u00e7\u00e3o continuada em Educa\u00e7\u00e3o Especial para o atendimento educacional especializado aos alunos, preferencialmente, na rede regular de ensino.<\/p>\n<p>Mas muitos estudantes ainda n\u00e3o frequentam os programas e os servi\u00e7os da Educa\u00e7\u00e3o Especial. A Prof\u00aa Dr\u00aa Dinamara P. Machado \u2013 Diretora da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o \u2013 alerta que muitos ainda est\u00e3o exclu\u00eddos do processo educacional, e se faz necess\u00e1rio intervir no contexto das pol\u00edticas p\u00fablicas, do financiamento educacional e na forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<p>Apesar de mais de 70 anos da Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos, muitos n\u00e3o fazem parte das estat\u00edsticas por n\u00e3o terem sido reconhecidos e identificados em suas demandas educacionais, seja por dificuldade (ou facilidade extrema) em aprender, ritmo de aprendizado (para muito mais ou para menos) ou por apresentarem formas diferenciadas de comunica\u00e7\u00e3o (Libras), como tamb\u00e9m por necessitarem de algum recurso, servi\u00e7o ou estrat\u00e9gia da Tecnologia Assistiva.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o nos remete a outra quest\u00e3o que se relaciona ao processo de identifica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o do p\u00fablico alvo da Educa\u00e7\u00e3o Especial. Estas s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que permeiam as pr\u00e1ticas de todos aqueles que lidam com a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o significativa entre uma educa\u00e7\u00e3o que integra e que inclui. Quando apenas inserimos socialmente o estudante no espa\u00e7o escolar, estamos negando a diferen\u00e7a e, em vez de a escola se adequar ao aluno, \u00e9 ele quem deve se adequar \u00e0 escola. Esse paradigma da integra\u00e7\u00e3o norteou, por muito tempo, a Educa\u00e7\u00e3o Especial.<\/p>\n<p>A escola que apenas promove a integra\u00e7\u00e3o, \u00e9 aquela semelhante \u00e0 escola tradicional, com padr\u00f5es r\u00edgidos e homog\u00eaneos, em que os estudantes com dificuldades de aprendizagem, com defici\u00eancia ou mesmo aqueles em desvantagem social recebiam \u201ctratamento especial\u201d e avan\u00e7avam de acordo com os seus m\u00e9ritos pessoais.<\/p>\n<p>J\u00e1 pelo paradigma da inclus\u00e3o, caminhamos para uma educa\u00e7\u00e3o que lida com as diferen\u00e7as humanas refutando os conceitos de normalidade. No contexto da educa\u00e7\u00e3o inclusiva, h\u00e1 um compromisso pol\u00edtico de rompimento com as barreiras sociais e atitudinais que impedem o acesso, a participa\u00e7\u00e3o e a aprendizagem de todos os estudantes, sem distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O paradigma da inclus\u00e3o \u00e9 um desafio para a sociedade contempor\u00e2nea e, certamente, exige mudan\u00e7as estruturais, f\u00edsicas, tecnol\u00f3gicas e educacionais, sobretudo, no que tange a forma\u00e7\u00e3o docente. Como vencer esse desafio e contribuir, de fato, para uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva?<\/p>\n<p>A coordenadora do\u00a0<span style=\"color: #333333; font-style: normal; font-weight: 300;\">Centro Universit\u00e1rio Internacional Uninter,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 300;\">Paula Sakaguti,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 300;\">acredita que o desenvolvimento de uma escola inclusiva, passa pela forma\u00e7\u00e3o inicial de professores, principalmente desta nova gera\u00e7\u00e3o que convive diariamente com discursos radicais de exclus\u00e3o em contraposi\u00e7\u00e3o aos direitos adquiridos ao longo da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p>As conquistas atuais da \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o Especial v\u00eam demonstrando o empoderamento pedag\u00f3gico na busca de uma escola comum para todos. Urge investir na pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o de professores rumo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as e constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e plena para todos.<\/p>\n<p><strong>*Autoras:<\/strong> <em>Profa. Dra. Paula M. Yamasaki Sakaguti, Coordenadora do curso de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o Especial e Profa. Dra. Dinamara P. Machado, Coordenadora da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o do Centro Universit\u00e1rio Internacional Uninter.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>MAIS INFORMA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Artur Lira<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>artur@pg1com.com<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>41 3018-3377<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>www.pg1com.com<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a implanta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na Perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva (MEC, 2008), j\u00e1 se passaram dez anos e alguns avan\u00e7os, certamente, foram constatados. 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