{"id":25285,"date":"2018-05-15T20:09:48","date_gmt":"2018-05-15T23:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=25285"},"modified":"2018-05-15T20:09:48","modified_gmt":"2018-05-15T23:09:48","slug":"bahia-perdeu-r-65-bilhoes-com-violencia-no-transito-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/bahia-perdeu-r-65-bilhoes-com-violencia-no-transito-em-2017\/","title":{"rendered":"Bahia perdeu R$ 6,5 bilh\u00f5es com viol\u00eancia no tr\u00e2nsito em 2017"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><strong>Em todo o Brasil, a viol\u00eancia do tr\u00e2nsito provocou um impacto econ\u00f4mico de R$ 199 bilh\u00f5es no ano passado<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_25286\" aria-describedby=\"caption-attachment-25286\" style=\"width: 940px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-25286 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg?resize=800%2C498\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg?w=940&amp;ssl=1 940w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg?resize=768%2C478&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/viol%C3%AAncia-transito_2017.jpg?resize=250%2C156&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25286\" class=\"wp-caption-text\">(Arquivo CORREIO)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma trag\u00e9dia cotidiana com efeitos de longo prazo na sociedade, nas fam\u00edlias e na capacidade produtiva da Bahia. A viol\u00eancia do tr\u00e2nsito no Estado provocou um impacto econ\u00f4mico de R$ 6,5 bilh\u00f5es no ano passado, ou 2,37% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.<\/p>\n<p>Essa foi a perda da capacidade produtiva causada por acidentes que mataram 3.006 pessoas e deixaram outras 2.249 com invalidez permanente. O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das v\u00edtimas caso n\u00e3o tivessem se acidentado. Os c\u00e1lculos s\u00e3o do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), \u00f3rg\u00e3o da Escola Nacional de Seguros, divulgados nesta ter\u00e7a-feira (15).<\/p>\n<p>O estudo, com base nos indicadores do DPVAT (seguro obrigat\u00f3rio de autom\u00f3veis), aponta um aumento expressivo do n\u00famero de v\u00edtimas fatais e com invalidez permanente no estado: de 3.279 em 2016 para 5.255 no ano passado. Assim, o impacto total das perdas produtivas foi 60,2% maior no per\u00edodo. O fator que mede a perda da capacidade produtiva \u00e9 chamado de Valor Estat\u00edstico da Vida (VEV), ou seja, o quanto cada brasileiro \u00e9 capaz de produzir em sua vida.<\/p>\n<p>Em todo o Brasil, a viol\u00eancia do tr\u00e2nsito provocou um impacto econ\u00f4mico de R$ 199 bilh\u00f5es no ano passado, ou 3,04% do PIB nacional. As perdas correspondem a acidentes que mataram 41,1 mil pessoas e deixaram 42 mil com invalidez permanente no pa\u00eds. Na compara\u00e7\u00e3o com 2016, o impacto foi 35,5% maior. Os dados ganham ainda mais relev\u00e2ncia no m\u00eas em que \u00e9 celebrado o Maio Amarelo, movimento que busca conscientizar a sociedade para a import\u00e2ncia do tr\u00e2nsito seguro.<\/p>\n<p>\u201c<em>O que mais chamou aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Brasil vinha de um per\u00edodo de queda dos indicadores de viol\u00eancia no tr\u00e2nsito. Mas, nesse \u00faltimo ano, os n\u00fameros dispararam, voltando ao cen\u00e1rio de 2015. E com caracter\u00edsticas muito preocupantes: 90,5% das v\u00edtimas est\u00e3o na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolvem motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados sejam os pr\u00f3prios condutores<\/em>\u201d, alerta a economista Nat\u00e1lia Oliveira, do CPES, coordenadora do estudo.<\/p>\n<p>Embora representem 27% da frota nacional de ve\u00edculos, as motos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo maior n\u00famero de acidentes no Brasil e tamb\u00e9m de v\u00edtimas: foram 285.662 sinistros no ano passado. Os homens respondem por 88% das indeniza\u00e7\u00f5es por morte em acidentes com motocicletas. No caso de acidentes de motos que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indeniza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram para v\u00edtimas do sexo masculino.<\/p>\n<p>\u201c<em>A motocicleta, que \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o de muitos transtornos no tr\u00e2nsito e tamb\u00e9m o meio de transporte de classes menos favorecidas, est\u00e1 tirando de circula\u00e7\u00e3o uma boa parte da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. Ainda n\u00e3o temos uma consci\u00eancia para a utiliza\u00e7\u00e3o desse ve\u00edculo. Faltam educa\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e respeito<\/em>\u201d, acrescenta Nat\u00e1lia.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram as estat\u00edsticas de perdas decorrentes dos acidentes de tr\u00e2nsito. O impacto econ\u00f4mico nesses estados foi de R$ 31 bilh\u00f5es, R$ 19,5 bilh\u00f5es e R$ 15,5 bilh\u00f5es, respectivamente. Segundo os registros, em S\u00e3o Paulo morreram 6.103 pessoas em acidentes no ano passado \u2013 quase o dobro de toda a Regi\u00e3o Norte. O Rio de Janeiro registrou 2.692 mortes no tr\u00e2nsito, caindo uma posi\u00e7\u00e3o entre os Estados que t\u00eam a maior quantidade de mortos no tr\u00e2nsito brasileiro.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Nordeste lidera em n\u00famero de acidentes com invalidez permanente: 16.328, sendo 4.499 no Cear\u00e1 e 2.249 na Bahia. O Centro-Oeste sofreu a maior perda em compara\u00e7\u00e3o com o Produto Interno Bruto: o impacto da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito consumiu 4,86% do PIB regional, seguido das regi\u00f5es Nordeste (3,8%), Sul e Norte (3,4% cada). Goi\u00e1s, por exemplo, registrou 1.784 mortes em acidentes e 2.595 casos de invalidez permanente, o que representou impacto de R$ 9,3 bilh\u00f5es (5,4% do PIB). Mas h\u00e1 casos em que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais grave. Em Tocantins, a perda chega a 7,1% do PIB estadual, recorde no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o diretor de Ensino Superior da Escola Nacional de Seguros, Mario Pinto, os n\u00fameros s\u00e3o chocantes, tanto em termos quantitativos como qualitativos. \u201c<em>N\u00e3o se pode entender como normal haver dezenas de milhares de mortes todo ano, por conta de acidentes no tr\u00e2nsito. Esta trag\u00e9dia tem v\u00e1rias causas, desde a conserva\u00e7\u00e3o das estradas, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, mas \u00e9 o comportamento dos condutores a componente de maior impacto<\/em>\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, o tr\u00e2nsito mata cerca de 1,25 milh\u00e3o de pessoas a cada ano e deixa entre 20 e 25 milh\u00f5es de feridos. Trata-se da nona causa de mortes. Para enfrentar o problema, as Na\u00e7\u00f5es Unidas lan\u00e7aram, em 2011, a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o pela Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011-2020, na qual governos de todo o mundo se comprometem a tomar novas medidas para prevenir os acidentes no tr\u00e2nsito. A meta \u00e9 reduzir pela metade o n\u00famero de v\u00edtimas at\u00e9 o fim da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Para atender a essa resolu\u00e7\u00e3o, o Brasil criou o Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Acidentes e Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria para a d\u00e9cada 2011- 2020. O Plano \u00e9 composto de a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, infraestrutura vi\u00e1ria e seguran\u00e7a veicular, que visam contribuir para a redu\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade e les\u00f5es por acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><em><strong>*Correio<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em todo o Brasil, a viol\u00eancia do tr\u00e2nsito provocou um impacto econ\u00f4mico de R$ 199 bilh\u00f5es no ano passado Uma trag\u00e9dia cotidiana com efeitos de longo prazo na sociedade, nas fam\u00edlias e na capacidade produtiva da Bahia. 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