{"id":24454,"date":"2018-04-11T19:16:54","date_gmt":"2018-04-11T22:16:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=24454"},"modified":"2018-04-11T19:16:54","modified_gmt":"2018-04-11T22:16:54","slug":"infeccao-nas-tubas-uterinas-pode-levar-a-infertilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/infeccao-nas-tubas-uterinas-pode-levar-a-infertilidade\/","title":{"rendered":"Infec\u00e7\u00e3o nas tubas uterinas pode levar \u00e0 infertilidade"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><strong><em>Estima-se que aproximadamente 12% das adolescentes sexualmente ativas t\u00eam no m\u00ednimo um epis\u00f3dio de DIP antes dos 20 anos de idade<\/em><\/strong><\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tratamento-para-salpingite_6514_m.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24455 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tratamento-para-salpingite_6514_m.jpg?resize=315%2C210\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tratamento-para-salpingite_6514_m.jpg?w=315&amp;ssl=1 315w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tratamento-para-salpingite_6514_m.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/tratamento-para-salpingite_6514_m.jpg?resize=250%2C167&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a>A preven\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 a melhor maneira de cuidar da sa\u00fade. Entretanto, na juventude, isso pode n\u00e3o ser t\u00e3o lembrado e algumas mulheres acabam se descuidando na hora de manter rela\u00e7\u00f5es sexuais. E uma rela\u00e7\u00e3o sexual desprotegida pode levar ao desenvolvimento da Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria P\u00e9lvica (DIP), sendo a infec\u00e7\u00e3o das tubas uterinas, a salpingite, uma das piores sequelas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Estima-se que em 85% dos casos, a DIP \u00e9 causada por micro-organismos sexualmente transmiss\u00edveis. Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo), 1 em cada 4 mulheres com DIP ir\u00e1 ter sequelas em longo prazo, como a infertilidade, que pode afetar at\u00e9 40% das mulheres diagnosticadas com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 DIP?<\/strong><br \/>\nSegundo o <strong>ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante<\/strong>, a DIP \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o do trato genital superior, que acontece quando as bact\u00e9rias ultrapassam o colo uterino, atingindo o \u00fatero, tubas uterinas e ov\u00e1rios. \u201c<em>Hoje sabemos que \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o polimicrobiana, ou seja, v\u00e1rios micro-organismos podem estar envolvidos no desenvolvimento desta condi\u00e7\u00e3o. Estima-se que 70% das infec\u00e7\u00f5es genitais s\u00e3o causadas por Clam\u00eddia, Gonococo, Mycroplasma e Ureroplasma<\/em>\u201d, explica o ginecologista.<\/p>\n<p><strong>Como tudo come\u00e7a?<\/strong><br \/>\nNo per\u00edodo menstrual e logo ap\u00f3s a menstrua\u00e7\u00e3o, o colo uterino apresenta uma abertura maior, h\u00e1 maior fluidez do muco cervical e contrabilidade uterina. Essas tr\u00eas caracter\u00edsticas podem facilitar a ascens\u00e3o das bact\u00e9rias para o endom\u00e9trio, tubas e ov\u00e1rios. Inicialmente, a DIP ir\u00e1 causar uma endometrite, ou seja, infec\u00e7\u00e3o do endom\u00e9trio.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o tratada, a infec\u00e7\u00e3o pode evoluir para a salpingite (infec\u00e7\u00e3o nas tubas), abscesso tubo-ovarino e, em alguns casos, para uma peritonite p\u00e9lvica. Estima-se que de 10 a 40% das mulheres que apresentam infec\u00e7\u00e3o gonoc\u00f3cica ou por clam\u00eddia, se n\u00e3o tratadas, ir\u00e3o evoluir para um quadro de salpingite aguda, infec\u00e7\u00e3o nas tubas uterinas.<\/p>\n<p>\u201c<em>Isso que pode acarretar na forma\u00e7\u00e3o de ader\u00eancias, que contribuem para a ocorr\u00eancia de poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es, tais como dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica, infertilidade por fator tub\u00e1rio e gravidez ect\u00f3pica<\/em>\u201d, comenta Dr. Edvaldo.<\/p>\n<p><strong>Nem sempre h\u00e1 sintomas presentes<\/strong><br \/>\nAs manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da DIP s\u00e3o muito diversificadas e isso pode atrasar o diagn\u00f3stico. Outro ponto \u00e9 que algumas mulheres s\u00e3o assintom\u00e1ticas e s\u00f3 descobrem o problema ao tratar a infertilidade.<\/p>\n<p>\u201c<em>A dor p\u00e9lvica \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o importante, assim como corrimento vaginal amarelado ou esverdeado, odor vaginal forte, dor abdominal abaixo do umbigo, febre e dor durante o exame ginecol\u00f3gico. Algumas mulheres podem ainda apresentar sangramento uterino anormal, dispareunia (dor na rela\u00e7\u00e3o sexual) e dor para urinar<\/em>\u201d, diz Dr. Edvaldo.<\/p>\n<p><strong>Mulheres jovens s\u00e3o principais v\u00edtimas<\/strong><br \/>\nAs mulheres jovens, entre 15 e 25 anos, representam o principal grupo de risco. Estima-se que aproximadamente 12% das adolescentes sexualmente ativas t\u00eam no m\u00ednimo um epis\u00f3dio de DIP antes dos 20 anos de idade. Al\u00e9m disso, in\u00edcio precoce de atividade sexual e m\u00faltiplos parceiros s\u00e3o importantes fatores de risco.<\/p>\n<p><strong>Tratamento<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o diagn\u00f3stico, o tratamento geralmente \u00e9 cl\u00ednico com uso de analg\u00e9sicos, antibi\u00f3ticos e retirada do DIU (dispositivo intrauterino). Entretanto, quando n\u00e3o h\u00e1 resposta do organismo \u00e0 terapia medicamentosa, pode ser necess\u00e1rio realizar abordagem cir\u00fargica \u2013 videolaparoscopia &#8211; para drenar poss\u00edveis abcessos tubo-ovarianos.<\/p>\n<p>\u201c<em>Os abcessos que se formam nas tubas e nos ov\u00e1rios podem se romper, disseminando a infec\u00e7\u00e3o para outros locais, o que \u00e9 uma emerg\u00eancia m\u00e9dica<\/em>\u201d, explica Dr. Edvaldo.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA melhor preven\u00e7\u00e3o \u00e9 usar o preservativo em todas as rela\u00e7\u00f5es sexuais e procurar diminuir o n\u00famero de parceiros. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental que as mulheres na faixa et\u00e1ria de risco consultem o ginecologista regularmente.<\/p>\n<p><em><strong>*Clara Sangiorgio<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Assessoria de Imprensa<\/em><br \/>\n<em>(11) 97585-0404<\/em><br \/>\n<em>clara@agenciahealth.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estima-se que aproximadamente 12% das adolescentes sexualmente ativas t\u00eam no m\u00ednimo um epis\u00f3dio de DIP antes dos 20 anos de idade A preven\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 a melhor maneira de cuidar da sa\u00fade. Entretanto, na juventude, isso pode n\u00e3o ser t\u00e3o lembrado e algumas mulheres acabam se descuidando na hora de manter rela\u00e7\u00f5es sexuais. 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