{"id":2367,"date":"2015-07-21T09:53:58","date_gmt":"2015-07-21T12:53:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=2367"},"modified":"2015-07-21T09:53:58","modified_gmt":"2015-07-21T12:53:58","slug":"gente-que-faz-historia-hoje-e-aniversario-de-galvao-bueno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/gente-que-faz-historia-hoje-e-aniversario-de-galvao-bueno\/","title":{"rendered":"GENTE QUE FAZ HIST\u00d3RIA: Hoje \u00e9 anivers\u00e1rio de Galv\u00e3o Bueno"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Desde 1981 na Globo, Galv\u00e3o Bueno \u00e9 um dos maiores narradores esportistas da televis\u00e3o brasileira. O jornalista tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por seus bord\u00f5es como &#8220;vai que \u00e9 sua, Taffarel&#8221;.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-1.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2368 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-1.png?resize=160%2C136\" alt=\"GB 1\" width=\"160\" height=\"136\" \/><\/a>\u201c\u00c9 tetra, acabou! \u00c9 tetra, \u00e9 tetra! Acabou!\u201d<\/p>\n<p>Nem \u00e9 preciso perguntar de quem \u00e9 essa frase, porque todo brasileiro sabe n\u00e3o apenas quem \u00e9 o seu autor, como faz quest\u00e3o de guardar na mem\u00f3ria o contexto da situa\u00e7\u00e3o. Foi o jornalista Galv\u00e3o Bueno, um dos maiores narradores de transmiss\u00f5es esportivas da televis\u00e3o brasileira, ao se abra\u00e7ar a Pel\u00e9, ao t\u00e9rmino da final da <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copa-do-mundo-dos-estados-unidos-1994.htm\">Copa do Mundo de 1994<\/a>, quando a sele\u00e7\u00e3o brasileira conquistou seu quarto t\u00edtulo mundial.<\/p>\n<p>A cena \u00e9 emblem\u00e1tica. Algu\u00e9m que n\u00e3o conhecesse o narrador diria que ali ele teria esquecido de suas prerrogativas profissionais, para se mostrar tamb\u00e9m e t\u00e3o somente um apaixonado torcedor. Mas Galv\u00e3o Bueno \u00e9 exatamente isso: paix\u00e3o e conhecimento, envolvimento e t\u00e9cnica, opini\u00e3o pr\u00f3pria e o dever da imparcialidade, o \u00f3bvio e a surpresa, enfim, como todo brasileiro, \u00e9 t\u00e9cnico e torcedor. Exatamente por isso, \u00e9 hoje o narrador brasileiro mais admirado, \u00e0s vezes criticado tamb\u00e9m, mas, sobretudo, um dos mais respeitados profissionais, capaz de narrar e comentar esportes t\u00e3o distintos como futebol, basquete, automobilismo, atletismo, v\u00f4lei e, sua mais nova paix\u00e3o, o MMA (<i>Mixed Martial Arts<\/i>, \u201cArtes Marciais Mistas\u201d).<\/p>\n<p>E qual \u00e9 o segredo desse sucesso, dessa capacidade de mexer com a paix\u00e3o do torcedor? Galv\u00e3o acredita que fugir de um estilo amarrado em regras \u00e9 a sua marca, sua identidade. &#8220;Eu participei de tantas mudan\u00e7as no formato da narra\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o, quando cheguei \u00e0 Globo, tinha quase que uma cartilha: n\u00e3o podia dizer que era c\u00f3rner, era tiro de canto, era escanteio; o narrador n\u00e3o dizia boa-tarde para o rep\u00f3rter&#8230; Tudo isso foi sendo quebrado aos poucos. E eu acho que participei disso. A primeira pessoa que ancorou um bloco inteiro de jornal sem <i>teleprompter<\/i> fui eu, nas <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/olimpiada-de-atlanta-1996.htm\">Olimp\u00edadas de 1996<\/a>\u201d, conta.<\/p>\n<p>Neste ano (1996), Galv\u00e3o fez parte da mudan\u00e7a conceitual na apresenta\u00e7\u00e3o do <em><a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/jornalismo\/telejornais\/jornal-nacional.htm\">Jornal Nacional<\/a><\/em>. A ideia foi promover jornalistas envolvidos com a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado\u00a0 para a bancada do telejornal.\u00a0 Logo em um de seus primeiros editoriais, Galv\u00e3o falou sobre o desempenho de Rubens Barrichello no GP do Brasil.<\/p>\n<p>Carlos Eduardo dos Santos Galv\u00e3o nasceu em 21 de julho de 1950, na Tijuca, Rio de Janeiro. Para quem n\u00e3o liga a data ao fato, exatamente seis dias ap\u00f3s a perda da Copa do Mundo para o Uruguai, em pleno Maracan\u00e3. A chegada do filho foi um consolo para Aldo Viana Galv\u00e3o Bueno e Mildred Santos Galv\u00e3o Bueno, seus pais. A veia art\u00edstica, a intimidade com a comunica\u00e7\u00e3o e as c\u00e2meras, Galv\u00e3o teve a quem puxar: Aldo chegou a atuar como narrador esportivo de r\u00e1dio, mas se destacou como escritor, roteirista e diretor de programas. Galv\u00e3o gosta de dizer que ele foi \u201cum dos pioneiros da televis\u00e3o brasileira\u201d. Sua m\u00e3e era atriz, trabalhou na R\u00e1dio Mayrink Veiga e na R\u00e1dio Tupi, e tamb\u00e9m atuou na televis\u00e3o. Como ao pai, Galv\u00e3o faz quest\u00e3o de classificar a m\u00e3e como \u201cpioneira\u201d. Faz sentido, est\u00e1 no DNA da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Carlos Eduardo talvez sonhasse com n\u00fameros, e os queria em seu futuro, da\u00ed a decis\u00e3o de cursar administra\u00e7\u00e3o e, depois, economia. Mas apaixonado por esportes desde pequeno, se realizou mesmo foi na faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, a \u00fanica que realmente cursou. \u201cA minha vida sempre foi esporte. Sempre pratiquei esporte desde garoto, desde pequenininho. Eu s\u00f3 pensava nisso. A base foi o basquete, ao qual me dediquei, e cheguei a ser semiprofissional. Mas eu jogava futebol, v\u00f4lei, handebol, atletismo, nata\u00e7\u00e3o, hipismo. Fiz tudo\u201d, relembra.<\/p>\n<p>O (pouco) dinheiro que ganhava com o basquete era suficiente para pagar as custas da faculdade e a gasolina do carro. Tamb\u00e9m trabalhava como gerente de vendas, em uma empresa de embalagens pl\u00e1sticas, de onde saiu para montar uma firma com a mesma atividade. E foi absolutamente por acaso que come\u00e7ou sua carreira profissional na \u00e1rea de esportes. Ele era fan\u00e1tico por um programa esportivo da R\u00e1dio Gazeta chamado <i>Disparada no Esporte<\/i>, que promoveu um concurso no comecinho de 1974 para contratar um narrador que entendesse de variados esportes. Galv\u00e3o n\u00e3o se inscreveu, mas seu s\u00f3cio o fez por ele \u2013 e \u00e9 a\u00ed que Carlos Eduardo come\u00e7a a se transformar em Galv\u00e3o Bueno, hoje um \u00edcone da TV brasileira. Aprovado no concurso, ganhou um novo emprego e, mais do que isso, uma paix\u00e3o para a vida toda. \u201cEu fui, ganhei o concurso e uma vida nova. Me apaixonei pelo trabalho. No dia seguinte, estava trabalhando. E j\u00e1 se v\u00e3o 38 anos\u201d, ri.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-2.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2369 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-2.png?resize=160%2C136\" alt=\"GB 2\" width=\"160\" height=\"136\" \/><\/a>A hist\u00f3ria de Galv\u00e3o Bueno se confunde com a da transmiss\u00e3o de esportes da Globo. \u00c9 como se ele tivesse feito uma esp\u00e9cie de est\u00e1gio em outras emissoras, pois foi na Globo que construiu sua carreira, onde se aperfei\u00e7oou e criou um estilo pr\u00f3prio, revolucionando a narra\u00e7\u00e3o dos jogos transmitidos pela televis\u00e3o. Ele come\u00e7ou em 1974, na R\u00e1dio Gazeta e, depois, na TV Gazeta, onde ficou at\u00e9 1977. Trabalhou por apenas dois meses na TV Record, mais quatro anos na TV Bandeirantes e, em 1981, enfim aportou na TV Globo. N\u00e3o que sua experi\u00eancia anterior \u00e0 Globo fosse dispens\u00e1vel, muito pelo contr\u00e1rio. Em 1978, por exemplo, participou das transmiss\u00f5es dos jogos da Copa do Mundo da Argentina, pela TV Record, como comentarista. Foi para a R\u00e1dio Bandeirantes, mas acabou mesmo como narrador da rec\u00e9m-criada TV do mesmo grupo. Mais uma vez, nada planejado.<\/p>\n<p>\u201cResolveram que eu seria narrador de televis\u00e3o, estava come\u00e7ando a rede. Eu fiz alguns jogos em circuito fechado. A dire\u00e7\u00e3o da Bandeirantes achou \u00f3timo. Eu achei um horror. E comecei a ser narrador. Fiquei l\u00e1 tr\u00eas anos e pouco com essa fun\u00e7\u00e3o, quando come\u00e7ou o namoro com a Globo. Eu vim para c\u00e1 em 1981. O que eu queria na vida era vir para a Globo\u201d, admite.<\/p>\n<p>Sua carreira na Globo foi sedimentada pelo estilo vibrante e inquieto, que ganhou o torcedor e foi quebrando paradigmas, aos poucos. Galv\u00e3o Bueno deve ter dado muita dor de cabe\u00e7a para seus superiores \u2013 mais alegrias, tamb\u00e9m. \u201cO esporte era completamente diferente do que \u00e9 hoje, assim como o esporte em televis\u00e3o era completamente diferente do que \u00e9 atualmente. Hoje n\u00f3s temos uma carga de transmiss\u00e3o, uma presen\u00e7a na grade muito marcante. A qualidade da transmiss\u00e3o, os equipamentos mudaram muito. Fazia-se futebol com tr\u00eas, quatro c\u00e2meras. Hoje, n\u00e3o. Voc\u00ea tem todos os detalhes. Atualmente, n\u00e3o existe mais nada que aconte\u00e7a em um jogo de futebol, em um jogo de v\u00f4lei, em um jogo de basquete que o telespectador n\u00e3o veja\u201d, compara.<\/p>\n<p>Galv\u00e3o Bueno conquistou um respeito cada vez maior ao transmitir, com a mesma qualidade e envolvimento, partidas de futebol e corridas de <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/detalhe-de-verbete.htm\">F\u00f3rmula 1<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 gols ou ultrapassagens que n\u00e3o ganhem com tamanho entusiasmo. &#8220;Tem que arrepiar&#8221;, acredita, exatamente como ele se sente arrepiado. Se perguntado sobre o que gosta mais de narrar, futebol ou corrida de <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/detalhe-de-verbete.htm\">F\u00f3rmula 1<\/a>, a resposta \u00e9 desconcertante: \u201cTodo mundo pergunta. Eu respondo: \u2018basquete\u2019. Mas, na realidade, a minha carreira foi feita em cima do futebol e da <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/detalhe-de-verbete.htm\">F\u00f3rmula 1,<\/a> em cima da sele\u00e7\u00e3o e da <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/detalhe-de-verbete.htm\">F\u00f3rmula 1<\/a>. \u00c9 evidente que n\u00e3o h\u00e1 nada igual a uma <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copas-do-mundo.htm\">Copa do Mundo<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 evento no mundo que seja mais importante para um brasileiro e, consequentemente, para quem trabalha nisso. Mas a F\u00f3rmula 1 \u00e9 cativante, porque \u00e9 muito mais dif\u00edcil de transmitir\u201d.<\/p>\n<p>Das narra\u00e7\u00f5es que j\u00e1 fez de automobilismo, Galv\u00e3o Bueno destaca a conquista dos dois t\u00edtulos de Nelson Piquet, em <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/formula-1-1983.htm\">1983<\/a> e <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/formula-1-1987.htm\">1987<\/a>, e os tr\u00eas campeonatos de Ayrton Senna, em <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/formula-1-1988.htm\">1988<\/a>, <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/formula-1-1990.htm\">1990 <\/a>e <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/formula-1-1991.htm\">1991<\/a>. Amigo pessoal de Senna, n\u00e3o gosta nem de lembrar da <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/jornalismo\/coberturas\/ayrton-senna-morte.htm\">morte<\/a> do piloto no Grande Pr\u00eamio de \u00cdmola, em 1\u00ba de maio de 1994.<\/p>\n<p>No futebol, considera um privil\u00e9gio acompanhar de perto os t\u00edtulos da sele\u00e7\u00e3o canarinho. Participou, como profissional, da cobertura de todas as Copas a partir de\u00a0<a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copa-do-mundo-da-espanha-1982.htm\">1982<\/a> e narrou todas as finais desde 1990 at\u00e9 o Mundial do Brasil, em 2014. Na\u00a0<a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copa-do-mundo-da-franca-1998.htm\">Copa da Fran\u00e7a<\/a>, em 1998, Galv\u00e3o coordenou o debate esportivo\u00a0<a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/programas-esportivos\/bate-bola.htm\"><em>Bate-Bola<\/em><\/a>, um quadro do\u00a0<a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/programas-esportivos\/esporte-espetacular.htm\"><em>Esporte Espetacular<\/em>\u00a0<\/a>com coment\u00e1rios sobre os jogos do torneio.<\/p>\n<p>Na <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copa-do-mundo-da-coreia-e-do-japao-2002.htm\">Copa do Mundo seguinte<\/a>, em 2002, o <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/programas-esportivos\/bate-bola.htm\"><em>Bate-Bola<\/em><\/a> passou a ser um programa independente, exibido logo ap\u00f3s os jogos da sele\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do programa, Galv\u00e3o Bueno, <em><a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/perfis\/talentos\/pedro-bial.htm\">Pedro Bial<\/a><\/em> e <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/perfis\/talentos\/fatima-bernardes.htm\">F\u00e1tima Bernardes<\/a>apresentaram o <em>Brasil na Copa<\/em>, exibido nas noites de domingo.<\/p>\n<p>Mas um fato realmente marcante n\u00e3o aconteceu em um est\u00e1dio de futebol ou em uma pista de automobilismo. Trata-se da cobertura dos <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/olimpiada-de-los-angeles-1984.htm\" target=\"_blank\">Jogos Ol\u00edmpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1984<\/a>. \u201cFoi a primeira vez que se transmitiu uma cerim\u00f4nia de abertura inteira. A narra\u00e7\u00e3o foi minha e de Osmar Santos. Foram quatro horas e meia, eu falando para o Brasil, e o <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/perfis\/talentos\/boni\/trajetoria.htm\">Boni<\/a> falando no meu ouvido, mas fant\u00e1stico como sempre, um g\u00eanio da televis\u00e3o. Ele j\u00e1 real\u00e7ava: \u2018Diz: a maior audi\u00eancia da hist\u00f3ria da televis\u00e3o\u2019. Naquele momento, o que se imaginava, quantas centenas de milh\u00f5es de pessoas no mundo inteiro estariam vendo. Essas coisas ficam na cabe\u00e7a da gente\u201d, emociona-se.<\/p>\n<p>Sobre a transmiss\u00e3o mais importante que j\u00e1 fez, o narrador lembra em detalhes o final da maratona feminina da <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/olimpiada-de-los-angeles-1984.htm\">Olimp\u00edada de 1984<\/a>, quando a su\u00ed\u00e7a Gabriele Andersen, extenuada, conseguiu completar a prova em 37\u00ba lugar, e foi ovacionada pelo p\u00fablico. Ele narrou ao vivo a emocionante volta final da corredora no Coliseu de Los Angeles.<\/p>\n<p>Experiente, dono de uma credibilidade inquestion\u00e1vel, amigo de v\u00e1rios expoentes do esporte nacional, Galv\u00e3o Bueno apresentou o programa <i>Espa\u00e7o Aberto<\/i>, na Globo News, de 1999 a 2001. Em 2003, estreou o <i>Bem, Amigos!<\/i>, no canal SporTV. A menina dos olhos da vez, aponta, \u00e9 o MMA (em portugu\u00eas, Artes Marciais Mistas), esporte que acredita ser a bem pr\u00f3xima nova paix\u00e3o do brasileiro.<\/p>\n<p>Galv\u00e3o Bueno \u00e9 conhecido, ainda, por seus bord\u00f5es. Do long\u00ednquo \u201cvai que \u00e9 sua, Taffarel\u201d, ao cantado \u201cRonaldinhooo\u201d, terminando naquele que \u00e9 seu cart\u00e3o de visitas, \u201cbem, amigos!\u201d.\u00a0\u201cEu nunca me preocupei em criar nenhum bord\u00e3o. Algumas coisas pegam, ficam, mas v\u00eam meio que sem querer. Como a hist\u00f3ria do \u2018Bem, amigos da Rede Globo\u2019. Um dia eu fui abrir uma transmiss\u00e3o e me deu um branco. Eu n\u00e3o sabia se diria \u2018boa tarde\u2019, \u2018boa noite\u2019, o que falava \u2013 porque se estou de noite em algum lugar, pode ser de tarde no Brasil. Ent\u00e3o, falei: \u2018Bem, amigos da Rede Globo&#8230;\u2019 E ficou. Caiu no gosto popular\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-3.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2370 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-3.png?resize=160%2C136\" alt=\"GB 3\" width=\"160\" height=\"136\" \/><\/a>Em mar\u00e7o de 2009, o jornalista estreou o quadro <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/programas-esportivos\/esporte-espetacular\/na-estrada-com-galvao.htm\"><em>Na Estrada com Galv\u00e3o<\/em><\/a>, do <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/programas-esportivos\/esporte-espetacular\/fotos-e-videos.htm\"><em>Esporte Espetacular<\/em><\/a>, em que o narrador entrevistou grandes nomes do futebol. Uma conversa com Kak\u00e1, no centro de treinamento do Milan, na It\u00e1lia, marcou a estreia do programa.<\/p>\n<p>Cobrindo <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/esporte\/eventos-e-coberturas\/copas-do-mundo.htm\">Copas<\/a> desde 1982, Galv\u00e3o narrou, em 2014, a abertura da Copa do Mundo no Brasil. Durante o torneio, al\u00e9m da transmiss\u00e3o de todos os jogos da sele\u00e7\u00e3o no Mundial, Galv\u00e3o Bueno ancorou edi\u00e7\u00f5es especiais do <a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/programas\/jornalismo\/telejornais\/jornal-nacional.htm\"><em>Jornal Nacional<\/em><\/a> ao lado de <em><a href=\"http:\/\/memoriaglobo.globo.com\/perfis\/talentos\/patricia-poeta.htm\">Patr\u00edcia Poeta<\/a><\/em>, diretamente dos est\u00e1dios onde a sele\u00e7\u00e3o estava jogando.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho no\u00e7\u00e3o da minha responsabilidade. Vejo, quando chego a uma cidade do interior, no Nordeste, no Norte, no jogo do Brasil, a loucura que \u00e9. Ao mesmo tempo, ser xingado por 60 mil pessoas no est\u00e1dio quando a torcida est\u00e1 com raiva de voc\u00ea, ou ser ovacionado por 70, 80 mil pessoas em outro est\u00e1dio, \u00e9 uma coisa louca. Isso n\u00e3o passava na minha cabe\u00e7a. At\u00e9 porque n\u00e3o tinha acontecido com ningu\u00e9m na minha profiss\u00e3o. Aumenta a responsabilidade e aumenta, claro, a autoestima. Assusta um pouco. Hoje, eu me policio um pouco mais do que me policiava antes. A idade traz isso: um pouco mais de sabedoria. A gente mexe demais com os sentimentos das pessoas. Meu acelerador \u00e9 mais forte que o freio. Mas eu sou realizado. Feliz, feliz, feliz demais com esses anos todos\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>[*<em>Depoimento concedido ao Mem\u00f3ria Globo por Galv\u00e3o Bueno em 17\/04\/2007.<\/em>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1981 na Globo, Galv\u00e3o Bueno \u00e9 um dos maiores narradores esportistas da televis\u00e3o brasileira. O jornalista tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por seus bord\u00f5es como &#8220;vai que \u00e9 sua, Taffarel&#8221;. \u201c\u00c9 tetra, acabou! \u00c9 tetra, \u00e9 tetra! Acabou!\u201d Nem \u00e9 preciso perguntar de quem \u00e9 essa frase, porque todo brasileiro sabe n\u00e3o apenas quem \u00e9 o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[6,12,1],"tags":[],"class_list":["post-2367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes","category-gente-que-faz-a-nossa-historia","category-noticias"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/GB-3.png?fit=160%2C136&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2367"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2371,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2367\/revisions\/2371"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}