{"id":23663,"date":"2018-03-07T18:42:12","date_gmt":"2018-03-07T21:42:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=23663"},"modified":"2018-03-07T18:42:12","modified_gmt":"2018-03-07T21:42:12","slug":"12-mulheres-foram-assassinadas-por-dia-no-brasil-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/12-mulheres-foram-assassinadas-por-dia-no-brasil-em-2017\/","title":{"rendered":"12 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil em 2017"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>S\u00e3o 4.473 homic\u00eddios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. Isso significa que uma mulher \u00e9 assassinada a cada duas horas no Brasil. Falta de padroniza\u00e7\u00e3o e de registros atrapalham monitoramento de feminic\u00eddios no pa\u00eds<\/em><\/strong><\/span><\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/violencia-psico-emocional-e1492957501104.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16946\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/violencia-psico-emocional-e1492957501104.jpg?resize=550%2C367\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><\/a>Doze mulheres s\u00e3o assassinadas todos os dias, em m\u00e9dia, no Brasil. \u00c9 o que mostra um levantamento feito pelo <strong>G1<\/strong> considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. S\u00e3o 4.473 homic\u00eddios dolosos, sendo 946 feminic\u00eddios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de \u00f3dio motivados pela condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Trata-se de um aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando foram registrados 4.201 homic\u00eddios (sendo 812 feminic\u00eddios). Isso sem contar o fato de alguns estados ainda n\u00e3o terem fechado os dados do ano passado, o que pode aumentar ainda mais a estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Para <strong>Samira Bueno e Juliana Martins, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong>, o levantamento mostra que n\u00e3o h\u00e1 o que comemorar no Dia Internacional da Mulher, nesta quinta (8). &#8220;<em>Uma mulher \u00e9 assassinada a cada duas horas no Brasil, taxa de 4,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino. Se considerarmos o \u00faltimo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o Brasil ocuparia a 7\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre as na\u00e7\u00f5es mais violentas para as mulheres de um total de 83 pa\u00edses<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O delegado Janderson Lube, titular da Delegacia Especializada em Homic\u00eddios contra a Mulher do Esp\u00edrito Santo, diz que tem ocorrido mais casos de homic\u00eddios de mulheres, de uma maneira geral, por envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas. &#8220;<em>As mulheres acabam se envolvendo no mundo das drogas e s\u00e3o vitimadas por tais circunst\u00e2ncias<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><strong>O levantamento revela que:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li>O Brasil teve\u00a0<strong>4.473 homic\u00eddios dolosos de mulheres em 2017<\/strong>\u00a0(um aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior)<\/li>\n<li>Do total,\u00a0<strong>946 s\u00e3o feminic\u00eddios<\/strong>\u00a0(dado considerado subnotificado)<\/li>\n<li>Em\u00a0<strong>2015, 11 estados n\u00e3o registraram dados de feminic\u00eddios<\/strong>; em\u00a0<strong>2017, tr\u00eas ainda n\u00e3o tinham casos<\/strong>\u00a0contabilizados<\/li>\n<li><strong>Rio Grande do Norte<\/strong>\u00a0\u00e9 o que tem o maior \u00edndice de homic\u00eddios contra mulheres:\u00a0<strong>8,4 a cada 100 mil mulheres<\/strong><\/li>\n<li><strong>Mato Grosso<\/strong>\u00a0\u00e9 o estado com a maior taxa de feminic\u00eddio:\u00a0<strong>4,6 a cada 100 mil<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os dados exp\u00f5em n\u00e3o apenas uma preocupante escalada na viol\u00eancia contra as mulheres. Eles mostram tamb\u00e9m uma patente subnotifica\u00e7\u00e3o nos casos de feminic\u00eddio \u2013 o que os pr\u00f3prios estados admitem. Tr\u00eas anos ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da Lei do Feminic\u00eddio, tr\u00eas estados ainda n\u00e3o contabilizam os n\u00fameros. E outros possuem apenas dados parciais.<\/p>\n<p>Desde 9 de mar\u00e7o de 2015, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea penalidades mais graves para homic\u00eddios que se encaixam na defini\u00e7\u00e3o de feminic\u00eddio \u2013 ou seja, que envolvam &#8220;viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar e\/ou menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher&#8221;. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados levantados pelo G1 mostram uma lenta evolu\u00e7\u00e3o dos registros de feminic\u00eddios no pa\u00eds. Em 2015, ano em que a lei foi sancionada, 16 estados registraram 492 casos. As outras unidades da federa\u00e7\u00e3o n\u00e3o forneceram registros. Um ano depois, em 2016, 20 estados tiveram 812 crimes. J\u00e1 em 2017, 24 estados tiveram 946 feminic\u00eddios.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Os operadores do sistema de justi\u00e7a criminal precisam olhar para a morte de mulheres e saberem quando registr\u00e1-las como feminic\u00eddios, em um processo que n\u00e3o \u00e9 apenas t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m cultural, j\u00e1 que a morte de mulheres \u00e9, de certa forma, naturalizada e as viol\u00eancias contra a mulher no cotidiano s\u00e3o aceitas e reproduzidas<\/em>&#8220;, dizem as pesquisadoras do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p><em><strong>*Por Clara Velasco, Gabriela Caesar e Thiago Reis, G1<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o 4.473 homic\u00eddios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. 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