{"id":21162,"date":"2017-11-02T11:34:12","date_gmt":"2017-11-02T14:34:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=21162"},"modified":"2017-11-02T11:34:12","modified_gmt":"2017-11-02T14:34:12","slug":"gagueira-tratada-na-infancia-tem-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/gagueira-tratada-na-infancia-tem-cura\/","title":{"rendered":"Gagueira tratada na inf\u00e2ncia tem cura"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><em>Segundo o Instituto Brasileiro de Flu\u00eancia, a gagueira afeta 10 milh\u00f5es de pessoas no Brasil, um n\u00famero maior que a popula\u00e7\u00e3o da cidade do Rio de Janeiro<\/em><\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-1.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21163\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-1.jpg?resize=520%2C290\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-1.jpg?w=520&amp;ssl=1 520w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-1.jpg?resize=250%2C139&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a>Em 22 de outubro foi comemorado o Dia Internacional de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Gagueira. A data foi criada para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o a respeito desta condi\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia de derrubar o estigma em torno da doen\u00e7a. Segundo a <em><strong>fonoaudi\u00f3loga Sandra Merlo, especialista em gagueira e flu\u00eancia<\/strong><\/em>, a gagueira \u00e9 um dist\u00farbio de flu\u00eancia da fala em que o fluxo da fala \u00e9 interrompido por repeti\u00e7\u00f5es, prolongamentos e bloqueios de s\u00edlabas. Na maior parte das vezes, a gagueira ocorre na primeira s\u00edlaba das palavras.<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio precoce<\/strong><\/p>\n<p>A gagueira costuma aparecer na inf\u00e2ncia, entre dois e cinco anos. <em>\u201cOs pais geralmente percebem que a crian\u00e7a est\u00e1 com algum problema para falar, porque ela perde a desenvoltura que j\u00e1 possu\u00eda. A crian\u00e7a estava se desenvolvendo bem e, de repente, os pais percebem que ela repete v\u00e1rias vezes a s\u00edlaba inicial das palavras ou que ela faz for\u00e7a para falar e n\u00e3o sai nenhum som\u201d<\/em>, explica a especialista.<\/p>\n<p>Como a gagueira ocorre na fala espont\u00e2nea, nas conversas do dia a dia e na leitura em voz alta, os pais podem ficar confusos e atribuir a uma causa emocional, como ansiedade e timidez, por\u00e9m isso \u00e9 um mito. O que \u00e9 verdade, embora possa parecer estranho, \u00e9 que em situa\u00e7\u00f5es como cantar ou at\u00e9 mesmo fazer uma pe\u00e7a de teatro, a gagueira costuma desaparecer.<\/p>\n<p>Sandra explica que isso acontece porque o c\u00e9rebro n\u00e3o controla os dois tipos de fala da mesma maneira. <em>\u201cA fala espont\u00e2nea e natural \u00e9 controlada por uma rota cerebral chamada de pr\u00e9-motora medial, enquanto modos n\u00e3o-espont\u00e2neos de fala, como o canto, s\u00e3o controlados por outra rota cerebral, a pr\u00e9-motora lateral\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21164\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg?resize=427%2C242\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg?w=427&amp;ssl=1 427w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg?resize=250%2C142&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 427px) 100vw, 427px\" \/><\/a>De onde vem a gagueira?<\/strong><\/p>\n<p>A gagueira tem v\u00e1rias causas. Uma delas j\u00e1 est\u00e1 comprovada e \u00e9 gen\u00e9tica. <em>\u201cJ\u00e1 foram identificados quatro genes relacionados \u00e0 gagueira. Esses quatro genes respondem por cerca de 15% dos casos. Ou seja, ainda h\u00e1 muitos outros genes para serem descobertos. Filhos de pais que t\u00eam ou tiveram gagueira t\u00eam mais chances de gaguejar. A probabilidade aumenta se a crian\u00e7a for do sexo masculino, porque 80% dos casos de gagueira envolvem o sexo masculino\u201d<\/em>, explica Sandra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gen\u00e9tica, a gagueira pode ocorrer devido a les\u00f5es cerebrais, acidente vascular cerebral, traumatismos cranioencef\u00e1licos, intercorr\u00eancias na gravidez, parto e p\u00f3s-parto, entre outras condi\u00e7\u00f5es que afetam o funcionamento e a fisiologia do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O fator social tamb\u00e9m \u00e9 um componente importante na origem da gagueira. Crian\u00e7as que vivem em um ambiente familiar em que as pessoas falam muito r\u00e1pido ou usam uma linguagem muito complexa podem ter mais probabilidade de desenvolver a gagueira, desde que exista a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cO diagn\u00f3stico \u00e9 feito pelo fonoaudi\u00f3logo especialista em flu\u00eancia por meio da grava\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da fala da crian\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico subjetivo. Por exemplo, em um trecho de 300 palavras de fala espont\u00e2nea, o fonoaudi\u00f3logo ir\u00e1 verificar quantas vezes a crian\u00e7a repetiu, prolongou ou bloqueou s\u00edlabas. E tamb\u00e9m se ela apresentou sinais de esfor\u00e7o para falar algumas s\u00edlabas\u201d<\/em>, explica Sandra.<\/p>\n<p><strong>Gagueira tem cura?<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a especialista, sim. Mas, para a cura \u00e9 preciso que o diagn\u00f3stico e o tratamento sejam feitos ainda na inf\u00e2ncia. Al\u00e9m disso, a cura da gagueira tamb\u00e9m est\u00e1 associada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es gerais de sa\u00fade da crian\u00e7a: dist\u00farbios de sono, dist\u00farbios de respira\u00e7\u00e3o e epilepsias, por exemplo, reduzem as chances de cura da gagueira.<\/p>\n<p><em>\u201cEstima-se que 5% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 afetada pela gagueira durante o desenvolvimento da fala. Por\u00e9m, apenas 1% ir\u00e1 apresentar a doen\u00e7a na forma cr\u00f4nica, ou seja, na fase adulta. A gagueira, portanto, tende a ser uma condi\u00e7\u00e3o tipicamente infantil. Quando tratada pode ser curada\u201d<\/em>, comenta Sandra.<\/p>\n<p>O tratamento fonoaudiol\u00f3gico \u00e9 baseado em exerc\u00edcios para respira\u00e7\u00e3o, voz e articula\u00e7\u00e3o da fala. Tamb\u00e9m s\u00e3o realizados exerc\u00edcios espec\u00edficos para flu\u00eancia, envolvendo leitura em voz alta e fala espont\u00e2nea. No caso de adultos, o treino de fala em p\u00fablico \u00e9 muito importante. O fonoaudi\u00f3logo tamb\u00e9m avalia se s\u00e3o necess\u00e1rios tratamentos complementares.<\/p>\n<p><strong>Desempenho Escolar e Gagueira<\/strong><\/p>\n<p>A especialista chama a aten\u00e7\u00e3o sobre o desempenho escolar de crian\u00e7as que apresentam a gagueira. <em>\u201cA crian\u00e7a pode ter dificuldades para responder a chamada, para ler em voz alta, para esclarecer suas d\u00favidas e para apresentar trabalhos na sala de aula. Crian\u00e7as com gagueira tamb\u00e9m est\u00e3o mais sujeitas a ridiculariza\u00e7\u00f5es dos colegas por sua forma de falar. Ent\u00e3o, se os pais de uma crian\u00e7a com gagueira come\u00e7am a perceber que ela n\u00e3o quer mais ir para a escola, isso pode ser um sinal de que est\u00e1 havendo bullying e devem procurar a escola para uma conversa\u201d<\/em>, diz Sandra.<\/p>\n<p>Como vimos, a gagueira n\u00e3o tem gra\u00e7a, tem tratamento. Ela pode trazer enorme sofrimento e preju\u00edzos sociais, assim como escolares se n\u00e3o tratada. Se voc\u00ea desconfia que seu filho est\u00e1 gaguejando, procure um fonoaudi\u00f3logo especialista em gagueira.<\/p>\n<p><strong><em>*Para mais informa\u00e7\u00f5es, contatar:<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Leda Sangiorgio<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Assessoria de Imprensa<\/em><br \/>\n<em>(11) 98902-0053<\/em><br \/>\n<em>leda@agenciahealth.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Flu\u00eancia, a gagueira afeta 10 milh\u00f5es de pessoas no Brasil, um n\u00famero maior que a popula\u00e7\u00e3o da cidade do Rio de Janeiro Em 22 de outubro foi comemorado o Dia Internacional de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Gagueira. A data foi criada para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o a respeito desta condi\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ar a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21164,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1,7],"tags":[],"class_list":["post-21162","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-saude"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/gagueira-2.jpg?fit=427%2C242&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21162"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21162\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21165,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21162\/revisions\/21165"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}