{"id":21036,"date":"2017-10-25T20:16:46","date_gmt":"2017-10-25T23:16:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=21036"},"modified":"2017-10-25T20:16:46","modified_gmt":"2017-10-25T23:16:46","slug":"quando-a-ansiedade-na-infancia-se-torna-patologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/quando-a-ansiedade-na-infancia-se-torna-patologica\/","title":{"rendered":"Quando a ansiedade na inf\u00e2ncia se torna patol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ansiedade-infancia.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21037\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ansiedade-infancia.jpg?resize=560%2C297\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ansiedade-infancia.jpg?w=560&amp;ssl=1 560w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ansiedade-infancia.jpg?resize=300%2C159&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ansiedade-infancia.jpg?resize=250%2C133&amp;ssl=1 250w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/a>Pesadelos frequentes, recusa em ir para a escola, medo que os pais morram, queixas de dores de cabe\u00e7a ou musculares. Estes podem ser sintomas de um dos transtornos da ansiedade mais comuns da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia: O Transtorno de Ansiedade da Separa\u00e7\u00e3o (TAS), que atinge de 3 a 5% das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo a <strong>Dr\u00aa Karina Weinmann, neuropediatra e cofundadora da NeuroKinder<\/strong>, o transtorno da ansiedade da separa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o anormal a separa\u00e7\u00e3o dos pais, familiares ou cuidadores. <em>\u201cA separa\u00e7\u00e3o pode ser real ou imagin\u00e1ria. Entretanto, h\u00e1 um impacto importante nas atividades di\u00e1rias, assim como no desenvolvimento cognitivo e social. Normalmente, o pico ocorre entre os sete e nove anos de idade\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Normal x Patol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e9dica alerta que \u00e9 preciso muito cuidado para n\u00e3o confundir a ansiedade da separa\u00e7\u00e3o, que faz parte do desenvolvimento infantil, com o Transtorno da Ansiedade da Separa\u00e7\u00e3o. <em>\u201cA ansiedade da separa\u00e7\u00e3o faz parte dos marcos do desenvolvimento e trata-se de um comportamento evolutivo fundamental. O pico acontece entre nove e treze meses de idade quando o beb\u00ea percebe que \u00e9 um indiv\u00edduo e n\u00e3o mais a extens\u00e3o do corpo da m\u00e3e. Nessa fase o beb\u00ea pode chorar mais, sentir medo do abandono e s\u00f3 se acalmar com a presen\u00e7a materna ou paterna, por exemplo\u201d<\/em>, explica Dr\u00aa Karina.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Transtorno da Ansiedade da Separa\u00e7\u00e3o costuma aparecer em crian\u00e7as mais velhas, normalmente na idade pr\u00e9-escolar. <em>\u201cConsideramos um transtorno quando a ansiedade est\u00e1 al\u00e9m do esperado para o n\u00edvel de desenvolvimento da crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, precisa durar mais de quatro semanas e se desenvolver antes dos 18 anos. Para o diagn\u00f3stico tamb\u00e9m s\u00e3o levados em conta o sofrimento e os preju\u00edzos acad\u00eamicos, sociais e cognitivos\u201d<\/em>, diz Dr\u00aa Karina<\/p>\n<p><strong>Medo irracional<\/strong><\/p>\n<p>As crian\u00e7as e adolescentes com o transtorno da ansiedade da separa\u00e7\u00e3o apresentam uma s\u00e9rie de sintomas f\u00edsicos, emocionais e comportamentais quando se separam dos pais ou cuidadores ou quando precisam sair de casa. <em>\u201cPercebemos o medo recorrente de que os pais morram, fiquem doentes, desapare\u00e7am ou os esque\u00e7am na escola, etc. O medo \u00e9 excessivo, gerando preocupa\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as, acidentes e morte o tempo todo\u201d<\/em>, explica Dr\u00aa Karina.<\/p>\n<p>Esse medo da separa\u00e7\u00e3o impacta diretamente na frequ\u00eancia escolar. Essas crian\u00e7as costumam faltar muito a escola, n\u00e3o conseguem dormir sozinhas e podem apresentar dores de cabe\u00e7a, est\u00f4mago, enjoos e v\u00f4mitos, principalmente nos momentos em que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 eminente. O sofrimento \u00e9 muito grande, pois eles imaginam que algo ruim vai acontecer com eles ou com os pais e que o reencontro n\u00e3o vai ser poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Piora do quadro<\/strong><\/p>\n<p>Eventos estressantes, como mudan\u00e7a de escola, de cidade, chegada de um irm\u00e3o, separa\u00e7\u00e3o dos pais e perdas de familiares s\u00e3o importantes fatores de risco para a piora do quadro. <em>\u201c\u00c9 importante que os pais entendam que os sintomas podem se intensificar de acordo com a situa\u00e7\u00e3o vivida.<\/em><br \/>\n<em>Neste ponto, a crian\u00e7a ir\u00e1 perseguir os pais dentro de casa e pode ter crises de choro e desespero quando os pais saem para trabalhar ou ainda quando o hor\u00e1rio de ir para a escola se aproxima. Frequentemente, s\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes que costumam ligar in\u00fameras vezes para os pais para saber onde est\u00e3o\u201d<\/em>, diz a neuropediatra.<\/p>\n<p><strong>Porque \u00e9 importante tratar<\/strong><\/p>\n<p>Estima-se que 30% dos casos de TAS ir\u00e3o persistir na vida adulta se n\u00e3o tratados. O transtorno tem um impacto importante nas intera\u00e7\u00f5es sociais, j\u00e1 que a crian\u00e7a pode se isolar socialmente. Isso compromete o desenvolvimento das habilidades sociais, por exemplo. \u00c9 um preditivo de transtornos psiqui\u00e1tricos adultos, especialmente o transtorno do p\u00e2nico. Al\u00e9m disso, h\u00e1 outras doen\u00e7as associadas ao TAS, como o transtorno da ansiedade generalizada (TAG) e a fobia espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Psicoeduca\u00e7\u00e3o e Terapia Cognitiva Comportamental<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cO tratamento \u00e9 individualizado, por\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 parte fundamental da terap\u00eautica. \u201cOs pais e a crian\u00e7a ou o adolescente precisam conhecer melhor o transtorno da ansiedade da separa\u00e7\u00e3o e isso \u00e9 feito por meio da psicoeduca\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ensinamos os pais a como gerenciar os comportamentos para criar um ambiente adequado e oferecer suporte para que a crian\u00e7a supere os sintomas\u201d<\/em>, comenta Dr\u00aa Karina.<\/p>\n<p>Outra abordagem importante \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), sendo atualmente o tratamento com mais evid\u00eancias de efic\u00e1cia para tratar os transtornos da ansiedade na inf\u00e2ncia em curto e longo prazos.<\/p>\n<p><strong><em>*Para mais informa\u00e7\u00f5es, contatar:<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Danielle Menezes<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Assessoria de Imprensa<\/em><br \/>\n<em>(11) 969750308<\/em><br \/>\n<em>danielle@agenciahealth.com.br <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesadelos frequentes, recusa em ir para a escola, medo que os pais morram, queixas de dores de cabe\u00e7a ou musculares. 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