{"id":16484,"date":"2017-04-04T10:30:51","date_gmt":"2017-04-04T13:30:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/?p=16484"},"modified":"2017-04-04T10:30:51","modified_gmt":"2017-04-04T13:30:51","slug":"historico-familiar-aumenta-em-8-vezes-risco-de-desenvolver-sindrome-do-panico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/historico-familiar-aumenta-em-8-vezes-risco-de-desenvolver-sindrome-do-panico\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico familiar aumenta em 8 vezes risco de desenvolver S\u00edndrome do P\u00e2nico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>A s\u00edndrome do p\u00e2nico \u00e9 duas vezes mais frequente em mulheres que nos homens e causa uma s\u00e9rie de efeitos f\u00edsicos e cognitivos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/sindrome-panico-e1491312631962.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16485\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdoeloiltoncajuhy.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/sindrome-panico-e1491312631962.jpg?resize=600%2C353\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"353\" \/><\/a>A S\u00edndrome do P\u00e2nico (SP) \u00e9 um transtorno da ansiedade, caracterizado por crises inesperadas de medo recorrentes, ainda que n\u00e3o haja sinal de perigo eminente. Ela atinge duas vezes mais mulheres do que homens e causa uma s\u00e9rie de sintomas f\u00edsicos e cognitivos, que surgem de repente e podem durar entre 10 a 30 minutos.<\/p>\n<p>Entre as consequ\u00eancias da s\u00edndrome do p\u00e2nico, as preocupa\u00e7\u00f5es excessivas e as mudan\u00e7as no comportamento s\u00e3o as mais agressivas, pois a pessoa passa a viver em fun\u00e7\u00e3o de evitar a ocorr\u00eancia de novos ataques. Segundo <strong>Carolina Marques, psic\u00f3loga e cofundadora da Cl\u00ednica Estar<\/strong>, isso quer dizer que quem tem um ataque de p\u00e2nico em um shopping, por exemplo, passa a evitar esse tipo de lugar com medo de sofrer uma nova crise, ou seja, a pessoa passa a sentir <strong>\u201cmedo de sentir medo\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>De onde vem o medo?<\/strong><\/p>\n<p>A S\u00edndrome do P\u00e2nico foi a condi\u00e7\u00e3o mais estudada do grupo dos transtornos da ansiedade nos \u00faltimos 25 anos, e as \u201cpesquisas indicaram que n\u00e3o existe uma causa espec\u00edfica para ela, mas, uma s\u00e9rie de fatores que englobam aspectos socioculturais, ambientais e hist\u00f3ricos para o surgimento do quadro.<\/p>\n<p>\u201cEmbora n\u00e3o haja consenso entre as pesquisas, acredita-se que o fator heredit\u00e1rio contribui para o desenvolvimento da condi\u00e7\u00e3o. Isto quer dizer que, se voc\u00ea tem um parente de primeiro grau com o transtorno, seu risco de desenvolver \u00e9 oito vezes maior do que os que n\u00e3o t\u00eam. Al\u00e9m disso, experi\u00eancias traum\u00e1ticas na inf\u00e2ncia e eventos estressantes na vida adulta tamb\u00e9m est\u00e3o altamente ligados ao surgimento da s\u00edndrome do p\u00e2nico\u201d, explica Carolina.<\/p>\n<p><strong>Mas, o que de fato acontece na mente das pessoas com esse transtorno?<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Carolina, um dos sintomas comuns em quem sofre de p\u00e2nico s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas disfuncionais de certas manifesta\u00e7\u00f5es corporais. Por exemplo, \u201cSe a pessoa come\u00e7a a sentir dor no peito, muito comum durante uma crise de p\u00e2nico, tem certeza que ter\u00e1 um infarto, e vai morrer. Naquele momento, a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 de que algo horr\u00edvel vai acontecer, o que gera ainda mais ansiedade e se torna um ciclo vicioso\u201d, explica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que os pacientes com transtorno do p\u00e2nico, antes de serem diagnosticados, s\u00e3o ass\u00edduos frequentadores de emerg\u00eancias, urg\u00eancias e m\u00e9dicos a procura de uma causa org\u00e2nica que explique seus sintomas f\u00edsicos. \u201cA doen\u00e7a causa sofrimento emocional, como tamb\u00e9m diversos preju\u00edzos na vida da pessoa. Quem tem o diagn\u00f3stico do transtorno, costuma faltar mais ao trabalho, usar mais os servi\u00e7os de sa\u00fade, apresenta uma taxa maior de idea\u00e7\u00e3o suicida ou ainda de tentativas de suic\u00eddio, assim como isolamento social progressivo e empobrecimento das rela\u00e7\u00f5es sociais\u201d, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p><strong>Crise de p\u00e2nico x Transtorno do P\u00e2nico<\/strong><\/p>\n<p>Embora seja uma condi\u00e7\u00e3o grave, que requer tratamento e controle de forma cont\u00ednua, \u00e9 preciso conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a diferen\u00e7a de ser diagnosticado com SP e ter apenas uma crise de p\u00e2nico de forma isolada. Estima-se que cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o teve ou ter\u00e1 uma crise de p\u00e2nico isolada ao longo da vida, portanto elas s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p>J\u00e1 a preval\u00eancia da s\u00edndrome do p\u00e2nico \u00e9 menos comum, afetando em torno de 1,6% da popula\u00e7\u00e3o. \u201cSomente um profissional pode realizar o diagn\u00f3stico, que precisa seguir uma s\u00e9rie de par\u00e2metros\u201d, diz Carolina.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga, a grande diferen\u00e7a de uma crise de p\u00e2nico isolada para uma crise ligada ao transtorno, \u00e9 que na s\u00edndrome do p\u00e2nico o medo \u00e9 t\u00e3o grande que a pessoa evita de todas as maneiras as situa\u00e7\u00f5es que desencadeiam as crises, com preju\u00edzos importantes na vida pessoal, profissional e acad\u00eamica. Uma crise isolada de ansiedade pode ser t\u00e3o grave quanto, por\u00e9m, o que muda \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com a morte, que nem sempre est\u00e1 presente, bem como a evita\u00e7\u00e3o de novas crises.<\/p>\n<p><strong>Tratando o medo<\/strong><\/p>\n<p>Habitualmente, o tratamento da s\u00edndrome do p\u00e2nico \u00e9 feito de duas formas: com psicoterapia e medicamentos, sendo que o objetivo \u00e9 eliminar ou reduzir o n\u00famero de crises, e sua intensidade. Ambos t\u00eam se mostrado bastante eficientes, de acordo com Carolina.<\/p>\n<p>&#8220;A psicoterapia \u00e9, geralmente, a primeira op\u00e7\u00e3o para o tratamento da s\u00edndrome do p\u00e2nico. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) \u00e9 a mais estudada e, comprovadamente, tem efeitos ben\u00e9ficos, em longo prazo. Ela poder\u00e1 ajudar o paciente a entender os ataques de p\u00e2nico, a como lidar com eles no momento em que acontecerem e como ter uma vida cotidiana normal, sem medo de ter uma nova crise&#8221;, conclui Carolina.<\/p>\n<p><em><strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es, contatar:<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Leda Sangiorgio<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Assessoria de Imprensa<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(11) 98902-0053<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>leda@agenciahealth.com.br<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00edndrome do p\u00e2nico \u00e9 duas vezes mais frequente em mulheres que nos homens e causa uma s\u00e9rie de efeitos f\u00edsicos e cognitivos A S\u00edndrome do P\u00e2nico (SP) \u00e9 um transtorno da ansiedade, caracterizado por crises inesperadas de medo recorrentes, ainda que n\u00e3o haja sinal de perigo eminente. 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