Rui Costa diz que não descarta toque de recolher na Bahia por causa da Covid-19: ‘Para evitar o pior’

FONTE: Por TV Bahia

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Em entrevista nesta terça-feira (16), governador falou também sobre o retorno às aulas no estado

O governador da Bahia, Rui Costa, disse em entrevista ao Bahia Meio Dia desta terça-feira (16) que não descarta a possibilidade de adotar toque de recolher em todo o estado, por causa da Covid-19. Os números de casos têm crescido no estado e as taxas de ocupação de leitos estão altas.

“Nós vamos, sim, adotar medidas restritivas para outras atividades e, inclusive, analiso a possibilidade, se mantiver ao longo dessa semana essas mesmas taxas, de implementarmos o toque de recolher em todo o estado da Bahia para evitar o pior”, disse.

De acordo com o governador, a Bahia está no terceiro pior momento desde o início da pandemia.

Segundo ele, o pior mês durante todo o período foi julho de 2020, quando o estado atingiu a marca de 2 mil óbitos e cerca de 30 mil casos ativos. O segundo pior teria sido junho de 2020, com 1,7 mil pessoas morreram e os casos ativos chegaram a 27 mil.

“Agora em janeiro e fevereiro nós estamos vivendo o terceiro pior momento. Voltamos a ter 15 mil casos ativos e crescentes. Você olha a curva de dezembro para cá, e esse número cresce de forma acelerada”, explicou.

Por causa desse crescimento, o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi ampliado, e o estado já está quase com o número máximo, restando apenas reabrir o Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova, na capital.

Volta às aulas

Durante a entrevista, Rui Costa falou também sobre o retorno às aulas no estado. Para ele, a educação é prioridade, no entanto não se sente seguro em retomar os encontros presenciais neste momento.

“É necessário o retorno às aulas, isso não se discute. Quem mais deseja o retorno às aulas é o governador, porque tenho consciência de que o que transforma a vida de qualquer pessoa é a educação”, comentou.

“Agora, eu não posso [concordar com o retorno de aulas presenciais], justamente em um momento em que nós estamos crescendo o número de casos, em que a capacidade hospitalar pública e privada caminha para o esgotamento. Peço a compreensão aos empresários da educação, para que tenham sensibilidade. A vida humana está em primeiro lugar”, salientou.

Vacinação de profissionais da educação

Quem também não concorda com o retorno das aulas presenciais na rede pública e privada é o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB- BA). Segundo a APBL-BA, os professores precisam ser vacinados antes de retornarem às aulas de forma presencial.

“Nós queremos, sim, trabalhar. Queremos que a educação funcione, mas para funcionar, tem que ter gente viva. Professor tem que ser vacinado”.

Já o governador do estado informou que a vacinação dos profissionais da educação não é condicionante e que já havia reiterado o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a urgência da vacinação.

“Infelizmente, o Governo Federal e a Anvisa vão na velocidade da tartaruga e da má vontade para aquisição e distribuição da vacina. A Anvisa não analisa, nem delibera sobre outras vacinas que o estado poderia adquirir. Então nós não temos como horizonte o retorno de 100% dos professores para a condição de retorno às aulas”, explicou.

Ainda segundo o governador, “o que precisamos é que tenhamos condições seguras e não um pré-colapso do sistema de saúde para a paralisação das aulas”.

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