Novos casos da doença que deixa ‘urina preta’ são registrados em Camaçari, diz Sesab

FONTE: Por G1 BA

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Conforme explicou a secretaria, todas as pessoas são residentes da cidade e relataram consumo de pescado. Informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (12)
Casos da doença que deixa urina preta são registrados em Camaçari, diz Sesab — Foto: Reprodução/TV Bahia

Três casos da Haff, conhecida como a “doença da urina preta”, foram registrados em Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (12). A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

Conforme explicou a secretaria, todas as pessoas são residentes da cidade e relataram consumo de pescado.

Ainda de acordo com a Sesab, o Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS) alerta que a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.

A secretaria explicou que a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência renal e pode levar a morte caso não seja tratada.

A Sesab explicou ainda que, em agosto de 2020, Entre Rios registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

A secretaria explicou que cinco pessoas da mesma família comeram o peixe e, sete horas depois, um homem de 53 anos apresentou sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. Outros familiares apresentaram os mesmos sintomas.

Ainda de acordo com a Sesab, em Salvador, nos meses de setembro e outubro, duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff, totalizando seis pacientes que apresentaram início súbito de dor muscular de origem não determinada.

Casos da doença que deixa urina preta são registrados em Camaçari, diz Sesab — Foto: Reprodução/TV Bahia

Em 2017, vários casos da doença foram registrados na Bahia. Na época, os médicos concluíram, por exclusão, que os casos ocorreram por intoxicação após a ingestão de peixe, o que desencadeia a chamada doença de Haff.

O estudo se baseou no resultado das amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes analisados. Quatorze das 15 pessoas que relataram os sintomas informaram que consumiram peixe – a maioria olho de boi (Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp). A 15ª pessoa disse que comeu comida baiana, o que possivelmente poderia incluir essas espécies.

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