No aniversário de Ariano Suassuna, Auto da Compadecida é tema de selo especial

FONTE: Assessoria de Imprensa/Superintendência da Bahia

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Na quarta-feira (16), os Correios lançaram a “Emissão Especial Auto da Compadecida”, clássico texto teatral escrito por Ariano Suassuna que retrata a cultura popular e nordestina brasileira. O lançamento virtual do selo foi transmitido ao vivo no YouTube, durante as comemorações dos 50 anos do Movimento Armorial – que tem Suassuna como um de seus fundadores -, e também em homenagem ao aniversário do escritor paraibano, falecido em 2014.

Auto da Compadecida é uma peça de teatro em forma de auto, em três atos, escrita em 1955. Sua primeira encenação aconteceu em 1956, no Recife, em Pernambuco. A peça projetou Suassuna em todo o país e teve três adaptações cinematográficas. Em 1999, foi apresentada como uma minissérie de TV, sendo a versão mais conhecida, que também foi levada ao cinema. Com personagens marcantes e folclóricos, como João Grilo, Chicó, Cangaceiro, Encourado, Manuel (Jesus Cristo) e a Compadecida – que intercede por todos no julgamento -, é considerada, na visão de muitos críticos de teatro, uma das mais importantes obras da moderna dramaturgia brasileira.

Por trazer uma visão questionadora sobre a cultura popular e a tradição religiosa, o Auto da Compadecida recebeu severas críticas de diferentes setores sociais na época de seu lançamento. Porém, o texto de Suassuna se mostra cada vez mais atual, como explica Carlos Newton Júnior Poeta, ensaísta e professor universitário recifense, estudioso da obra do escritor. “As críticas passaram e a peça ficou, prova de que o Auto da Compadecida possui aquele quê de humanidade que atribui, a toda grande obra de arte, um aspecto supratemporal, uma verdade permanente”.

Nos anos seguintes, com o apoio de Suassuna, o Movimento Armorial foi idealizado com objetivo de valorizar as manifestações artísticas nordestinas, advindas da cultura popular. O movimento se apresenta por meio de várias expressões como música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura e xilogravura.

Sobre o Selo – A peça retrata uma espécie de emblema com as características da estética armorial. A arte é assinada pela esposa do dramaturgo, Zélia Suassuna, pelo filho Manuel Dantas Suassuna e pelo designer gráfico Ricardo Gouveia de Melo. Os autores afirmam que a estampa “foi associada ao amor imortal que uniu e seguirá a unir Zélia e Ariano”. Através de uma composição digital, o selo utiliza um desenho de Zélia que ilustrou a capa da mais recente edição da peça, lançada pela editora Nova Fronteira.

Com tiragem de 180 mil exemplares e valor unitário de 1º Porte da Carta (R$ 2,10), o selo está disponível para venda na loja virtual e, em breve, nas principais agências dos Correios. É possível também conferir o lançamento nas redes sociais do Correios.

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