‘Melhor perder a vida do que a liberdade’, diz Ministro da Saúde

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Governo anunciou que exigirá quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados. Anvisa havia recomendado exigência de passaporte vacinal

Por Bruna de Alenar e Carolina Dantas, g1

Marcelo Queiroga – Ministro da Saúde (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil)

O governo federal anunciou nesta terça-feira (7) que exigirá quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados, mas ignorou a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a vacinação completa (ou o passaporte da vacina) seja exigida.

Segundo o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, “não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas para a partir daí impor restrições”.

No mesmo anúncio, o ministro ainda parafraseou o presidente Jair Bolsonaro e afirmou: “Às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”.

“O posicionamento do ministro é mais um desserviço que ele presta. Não é o primeiro e, infelizmente, não será o último. Evidentemente, o ministro escolheu o lado da política”, disse Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

“A primeira frase é lamentável sob o ponto de vista de um gestor. O papel do ministro da saúde não é agradar as pessoas, é proteger a saúde da população. Acho que o Queiroga não tem noção da magnitude do papel que ele ocupa”, analisou Hallal.

A infectologista Luana Araújo afirma que a declaração é “obviamente falsa” porque, ainda que a exigência cause alguns desagrados, controlar a pandemia promoveria uma maior estabilidade social e econômica, o que agradaria a maior parte da população.

“É uma medida que tem arcabouço científico e também ajuda socioeconomicamente esses países, uma vez que cria uma atmosfera de maior segurança para essas populações e ao mesmo tempo em que promover uma maior tranquilidade para o sistema público de saúde, evitando casos graves e evitando sobrecarga do sistema”, explica a especialista.

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