Fevereiro Roxo lembra cuidados com Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia

FONTE: Thiago Coutinho / Canção Nova

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Essas três doenças são diferentes, mas têm um ponto em comum: a medicina moderna ainda não encontrou cura para elas
Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia são as doenças abordadas pela campanha Fevereiro Roxo / Foto: Reprodução Secretaria de Saúde do DF

“Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto” é o tema da campanha Fevereiro Roxo, que lembra os cuidados com três doenças: Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia. Embora a medicina contemporânea ainda não conheça a cura para estas três enfermidades, a campanha reforça a necessidade de oferecer aos pacientes mais qualidade de vida.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a estimativa é de que, no mundo, existam cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Mal de Alzheimer. No Brasil estima-se que existam cerca de 1,2 milhão de casos, sendo a maior parte deles não diagnosticados.

“O Alzheimer varia em gravidade desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento de funções cognitivas superiores até o estágio mais grave, quando a pessoa deve depender completamente dos outros para atividades básicas da vida diária como comer e se vestir”, explica a neurocirurgiã Tatiana Vilasboas.

Fibromialgia e lúpus

Já a Fibromialgia é uma condição clínica em que o paciente sofre com dores por todo o corpo, acometendo músculos, articulações e tendões, de forma crônica (acima de três meses).

“Geralmente, há outros sintomas associados ao quadro álgico como cansaço, fadiga, sono não reparador (acorda cansado), alterações de humor como depressão e ansiedade, alterações de memória e concentração. As causas da doença ainda são desconhecidas, mas acredita-se que ela seja provocada por um descontrole na área do cérebro responsável pelo processamento da dor”, detalha a médica Elisangela Neto Ribeiro Chaves.

Por fim, o Lúpus é uma doença inflamatória autoimune. A doença ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. A medicina moderna ainda desconhece suas origens. Diversas pesquisas, porém, apontam que doenças autoimunes podem ocorrer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. O Lúpus pode ser desenvolvido em pessoas de quaisquer sexo, especialmente entre 20 e 45 anos.

Fases do Alzheimer

Segundo Tatiana, o Alzheimer pode ser dividido em fases. “O estágio inicial raramente é percebido. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. Os primeiros sintomas geralmente se apresentam de diversas maneiras”.

Em seu estágio inicial, o paciente com Alzheimer pode desenvolver problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem); acesso léxico (lembrar-se das palavras); evolução com perda significativa de memória, especialmente da memória recente; desorientação temporal, ou seja, não saber a hora ou o dia da semana; Torna-se incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras; necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se, dentre outros pormenores

“O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio”, afirma a especialista.

Alzheimer precoce ou tardio

O Alzheimer ainda pode ser classificado em dois tipos, precoce e tardio. “Muitas pessoas com início precoce estão em seus 40 e 50 anos. A doença de Alzheimer precoce afeta pessoas com menos de 65 anos”, detalha Tatiana. O início tardio da doença é caracterizado quando os sintomas se manifestam após os 65 anos, sendo os casos mais frequentes.

A doença, infelizmente, não tem cura. A medicina, porém, propicia uma qualidade de vida melhor aos portadores de Alzheimer. “Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo. A abordagem multidisciplinar com apoio de Fisioterapeuta, Terapeuta ocupacional, Fonoterapeuta, Educador Físico, Psicólogo tem um resultado melhor”, assegura Tatiana.

Tratamento da Fibromialgia

De acordo com Elisangela Neto, o tratamento contra a Fibromialgia pode ser não-medicamentoso. “O tratamento não-medicamentoso é imprescindível na Fibromialgia, como os exercícios físicos regulares e acupuntura que melhoram bastante os sintomas de dor; a psicoterapia cognitiva-comportamental que auxilia o paciente a entender e interpretar atitudes dele frente à dor”.

O tratamento com remédios inclui antidepressivos e analgésicos, todos aplicados sob supervisão médica. “No tratamento medicamentoso, utilizamos preferencialmente antidepressivos, sobretudo os que agem na redução da sensibilidade da dor. E, analgésicos e relaxantes musculares para conforto. O tratamento não é curativo, mas sim para alívio dos sintomas e pode ser realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma.

Como diagnosticar a fibromialgia?

Não existem exames que comprovem o diagnóstico da Fibromialgia; trata-se de um diagnóstico clínico, por meio da avaliação de sinais e sintomas. “Dessa forma, exames laboratoriais ou de imagens são solicitados somente para excluir outros possíveis diagnósticos”, esclarece Elisangela.

“Na prática clínica, verificamos a presença de pontos dolorosos específicos à palpação muscular. Além disso, notamos que o paciente com dor crônica não demonstra agitação e irritabilidade como acontece em dores fortes agudas, por exemplo em um infarto agudo ou uma cólica renal. É comum o paciente com dor crônica apresentar inúmeras queixas associadas como cansaço, desânimo, tristeza, choro, dificuldade de sono. E, por isso, as pessoas em geral e, até mesmo, profissionais de saúde ficam em dúvida se é uma dor real ou não”, reitera.

A médica assegura ainda que as atividades físicas (sejam elas intensas ou moderadas) são de suma importância para quem sofre com a Fibromialgia. “Todos os exercícios estão indicados: aeróbicos (como caminhadas e hidroginástica), exercícios de fortalecimento (como musculação e pilates) ou alongamentos. O importante é que a atividade seja feita sob orientação profissional, iniciada de forma gradual com incrementos progressivos e mantendo a frequência 3 a 5 vezes na semana, ao menos por 30 minutos”, assevera.

Mulheres são as mais atingidas pela Fibromialgia

Um detalhe curioso acerca da Fibromialgia: de cada 10 pacientes, 7 a 9 são mulheres. A razão pela qual isso ocorre, porém, ainda é desconhecida. “Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto após a menopausa. Ainda não se conhece a razão dessa diferença”, aponta Elisangela.

Além dos exercícios físicos, é importante que os portadores de Fibromialgia evitem certos alimentos — especialmente estimulantes como cafeína. O paciente deve preferir bebidas que induzam ao sono, como chás calmantes.

“Ingerir alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, vegetais de folha escura como couve e brócolis) e magnésio (lentilha, grão de bico, banana), pois esses minerais melhoram as contrações musculares e os impulsos nervosos. Ingerir alimentos ricos em vitamina E (castanhas, amêndoas e nozes) e gengibre, pois possuem ação antiinflamatória trazendo alívio com relação à dor. Ingerir alimentos ricos em aminoácido triptofano (carnes magras como peito de frango, leite desnatado e banana), pois esse é essencial para produção de serotonina que é o neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar e relaxamento. Dessa forma melhoram os sintomas depressivos associados”, aconselha a médica.

Fevereiro Roxo

A campanha Fevereiro Roxo teve início em 2014, na cidade mineira de Uberlândia. Embora não haja, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, um calendário que trate das moléstias de maneira oficial, esse trabalho acaba sendo desenvolvido por organizações não governamentais (ONGs) e, muitas vezes, apoiado por prefeituras e governos estaduais, que promovem palestras, ações de informação e até mutirões de saúde.

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