Depressão e ansiedade atrapalham o resultado do tratamento de câncer

FONTE: Da Rádio Câmara, de Brasília, Karla Alessandra

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Teenager with depression sitting alone in dark room

A Secretaria da Mulher realizou reunião virtual com médicos e representantes da sociedade civil para debater dois temas relacionados ao tratamento do câncer de mama.

O primeiro foi o papel do Legislativo na implantação de políticas públicas para o atendimento das pacientes. No segundo painel o tema foi a incidência de doenças mentais nos pacientes com câncer.

A deputada Silvia Cristina (PDT-RO) defendeu a melhoria na lei da quimioterapia oral, como forma de garantir esse tratamento a um maior número de pacientes também no SUS.

“Ele nos ajuda especialmente porque em períodos de pandemia, quanto menos pessoas nós tivermos dentro de instituições hospitalares no seio de sua família, de sua casa eu não tenho dúvida que nós traremos dignidade e conforto e mais alegria a esses pacientes”.

A representante da Sociedade Brasileira de Mastologia, Michela Fauth, lembrou que 70% das mulheres com câncer de mama são atendidas pelo SUS e enquanto houver diferença no tratamento recebido por elas em comparação àquelas atendidas em hospitais particulares há um trabalho a ser feito.

“A gente sabe que quando a doença é diagnosticada em estágio muito avançado, muitas vezes quando a gente não tem aquele medicamento comprado ou disponibilizado pelo SUS, os pacientes acabam recorrendo por meio de judicializações e isso acaba custando muito mais caro para o poder público. Então a gente avançar e incluir novos medicamentos não só na rede privada, mas na rede SUS, que acaba gerando uma economia”.

O pesquisador da Universidade de São Paulo, Joel Rennó Júnior, informou que metade dos pacientes com câncer de mama sofrem de algum tipo de transtorno psicológico, sendo os mais comuns a depressão e a ansiedade, que acabam atrapalhando o tratamento.

Para Joel Rennó, tanto o câncer quanto os transtornos mentais precisam deixar de ser estigmatizados e devem ser tratados de maneira correta.

“Como que você vai exigir que essa pessoa tenha um segmento correto, que ela faça todos os exames, que ela se alimente de forma adequada e que de alguma forma ela tenha um bom prognóstico se você não trata aquela depressão, aquela ansiedade?”.

A médica oncologista, Lucí Ishií, destacou o papel das associações de apoio a pacientes com câncer na garantia de apoio e tratamento psicológico.

“Aí eu vejo o papel fundamental das associações de apoio como a ABAC Luz por exemplo. Nós temos psicólogos voluntários que dão suporte no Hospital Regional de Taguatinga, aqui no Distrito Federal”.

A conselheira do Conselho Nacional de Saúde, Shirley Marshal, defendeu o fortalecimento das equipes de saúde da família como forma de detectar e atender os pacientes de câncer que estejam com transtornos mentais. Para ela, a vantagem dessa abordagem é garantir atendimento a toda a família, e não só ao paciente.

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